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Curiosidades: Fórmula E se vê em limbo e precisa encontrar identidade para guiar futuro

McLaren anuncia parceria com Google que envolve até ‘calota do Chrome’

  McLaren anuncia parceria com Google que envolve até ‘calota do Chrome’ A McLaren fechou parceria com empresa de tecnologia americana e, além de estampar cores do Chrome na calota, também terá a logo do Android na lateral do carroA equipe britânica passará a usufruir de vários serviços da empresa, como a tecnologia de 5G e ferramentas do navegador Chrome. A marca da Google também estará nos carros da equipe na Extreme E e nos macacões dos pilotos Emma Gilmour e Tanner Foust.

Longos oito anos se passaram desde a concepção e implementação da Fórmula E no cenário do automobilismo mundial — inclusive com chancela da FIA ao longo do caminho —, em uma categoria que chegou para introduzir o futuro nas pistas, atrair o público jovem que cada vez mais desprezava o conservadorismo da Fórmula 1 e trazer um pouco da ficção para a realidade — o modo de ataque é o exemplo mais claro. No entanto, tanto tempo se passou e uma pergunta precisa ser feita: a identidade da FE foi estabelecida?

  Fórmula E se vê em limbo e precisa encontrar identidade para guiar futuro © Fornecido por Grande Prêmio

A primeira categoria totalmente elétrica do automobilismo se tornou imediatamente atrativa para as montadoras. Afinal, era a possibilidade perfeita de testar e introduzir novas tecnologias, que naturalmente seriam levadas para outros segmentos — não apenas relacionados ao esporte a motor, mas à própria indústria automobilística em si.

McLaren realiza parceria com o Google para a Fórmula 1

  McLaren realiza parceria com o Google para a Fórmula 1 McLaren realiza parceria com o Google para a Fórmula 1Ao longo da temporada, a McLaren utilizará dispositivos Android com 5G e o navegador Chrome nas suas operações durante as sessões de treino, qualificação e corridas.

Acontece que, oito anos depois, o cenário é completamente diferente. Após retirarem de suas participações na categoria todo o possível em termos de tecnologia, não faltam exemplos de equipes que deixaram o grid e utilizaram todo o conhecimento absorvido na Fórmula E para triunfarem em outros aspectos — e a vitória do carro elétrico da Audi em uma das etapas do Rali Dakar de 2022, com inovações surgidas do trabalho campeão na FE, prova isso.

Fórmula E serviu como inspiração para concorrentes, mas e agora? (Foto: Fórmula E) © Fornecido por Grande Prêmio Fórmula E serviu como inspiração para concorrentes, mas e agora? (Foto: Fórmula E)

E não apenas o conhecimento obtido na Fórmula E pôde ser aproveitado pelas equipes que a deixaram, mas as outras categorias também passaram a olhar com maior carinho para a tecnologia elétrica de suas próprias modalidades — por exemplo, o WEC com seus hipercarros, o Mundial de Rali com a introdução de um motor híbrido com maior voltagem, o novo motor estudado pela F1 para 2026, com maior influência da eletricidade e a implementação de um biocombustível menos nocivo ao meio-ambiente.

Mais segura, Fórmula 1 tem desafio de se descarbonizar

  Mais segura, Fórmula 1 tem desafio de se descarbonizar Categoria com orçamento anual de cerca de US$ 2,6 bilhões busca soluções para ser neutra em carbono até 2030 []Aos 82 anos, Sir Stewart ainda é figura frequente no circo da F-1 em todo o mundo. Não apenas por ser embaixador da Rolex, uma das patrocinadoras do evento, mas também por sua carreira como comentarista de automobilismo e por sua atuação em prol da segurança na categoria na década de 1970. “Tivemos quatro pilotos mortos em quatro Grandes Prêmios consecutivos. Éramos uma comunidade, e nossos amigos estavam morrendo. Algo tinha de ser feito”, relembra com sua voz aguda e seu sotaque carregado.

Assim, o ponto central é de que as bases para o estabelecimento da Fórmula E também foram incorporadas por outras categorias neste momento, o que deixa a modalidade elétrica em um limbo. Como é possível se diferenciar e criar uma identidade própria?

Até mesmo a ideia central de correr em pistas de rua nos grandes centros urbanos ao redor do mundo não possui a mesma força de antes. Até a conservadora Fórmula 1 passou por uma revolução desde a chegada da Liberty Media, em 2017, e já se programou para correr em centros exatamente deste porte: Las Vegas e Miami, ambas na iminência de arrebatarem uma verdadeira multidão em dois dos principais pontos turísticos dos Estados Unidos.

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O interessante a se observar vai ser a maneira com a qual a Fórmula E se adapta às mudanças ao redor (Foto: FIA Fórmula E) © Fornecido por Grande Prêmio O interessante a se observar vai ser a maneira com a qual a Fórmula E se adapta às mudanças ao redor (Foto: FIA Fórmula E)

Enquanto isso, apesar de corridas programadas para Nova Iorque e Londres ainda nesta temporada, etapas como Jacarta, na Indonésia, e Seul, na Coreia do Sul — que hospedará inclusive a decisão do campeonato, em jornada dupla — estão longe de possuírem o mesmo apelo midiático e retorno em termos de engajamento.

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  Segredo: como será o Peugeot 4008, o SUV-cupê do 3008 Além dos novos 308 hatch e perua, a Peugeot estaria desenvolvendo um novo SUV-cupê para o fim do ano, com formas dinâmicas e entre-eixos generosoA confirmação indireta do projeto veio de uma foto recentemente divulgada na internet, na qual técnicos de Mulhouse se imortalizaram ao lado de um carro coberto por um pano e uma placa: “Primeira carroceria do P54 em Mulhouse”. Parece ser exatamente o carro de que estamos falando. E se uma terceira variante for de fato feita, é mais fácil desenvolver para cima da gama. O mercado está pedindo por isso, principalmente o chinês, onde o 408 – uma versão sedã do 308 “mais longo”, que já passou pelo Brasil – espera por um substituto há anos.

Enquanto o público mais jovem pretendido pela Fórmula E 'voltou a se apaixonar' pela F1 com o sucesso estrondoso de 'Drive to Survive', a categoria elétrica tentou até seguir os mesmos passos, com 'Unplugged', mas não chegou nem perto do mesmo resultado. Enquanto isso, pelo outro lado, o público mais 'purista' e tradicional nunca comprou a ideia das pistas apertadas, os carros futuristas, o gerenciamento de energia e os modos de ataque — algo claramente inspirado em video-games, por exemplo.

Até mesmo em canais de streaming — que caíram nas graças exatamente da faixa etária que a Fórmula E visava atrair — como a Twitch, por exemplo, a presença da Fórmula 1 foi gradativamente se tornando mais forte, tanto em conteúdos relacionados ao esporte em si quanto em jogos que são transmitidos ao vivo para o público.

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Mercedes será a próxima grande montadora a deixar a Fórmula E após coletar o máximo de informações que podia (Foto: Fórmula E) © Fornecido por Grande Prêmio Mercedes será a próxima grande montadora a deixar a Fórmula E após coletar o máximo de informações que podia (Foto: Fórmula E)

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Mercedes passa Tesla em avanço de carros autônomos

  Mercedes passa Tesla em avanço de carros autônomos Mais um passo foi dado em direção a carros que andarão completamente sozinhos. A KBA, agência máxima de transportes da Alemanha, validou o sistema de condução Drive Pilot, desenvolvido pela Mercedes-Benz, dentro dos requisitos que o colocam no nível 3 de automação veicular. Assim, a marca da estrela de três pontas se torna a primeira montadora a poder aplicar esta tecnologia no mundo, com previsão de lançamento para 2022. Os níveis de automação são definidos pela SAE, que classifica os veículos de 0, sem qualquer automação, a 5, para carros totalmente autônomos, com volante e pedais completamente dispensáveis. Leia mais: + Huawei exibe SUV elétrico com mais de 1.

Com tudo isso — e mais uma grande equipe saindo ao final da temporada, neste ano a Mercedes —, vale a pena questionar: qual é a identidade da Fórmula E? Os centros urbanos, a detenção da tecnologia, a implementação do futuro e todas as principais bases de sustentação da categoria já estão presentes em outras modalidades — que por sua vez, possuem públicos estabelecidos e equipes dispostas a se comprometerem a longo prazo.

Assim, a introdução da Era Gen3 a partir do ano que vem será o próximo passo da Fórmula E para tentar sair do limbo no qual se encontra, em que o tão sonhado público jovem conhece uma novo capítulo na história da Fórmula 1 e acaba virando os olhos para a 'categoria do futuro'. No entanto, será preciso pensar em alternativas que criem protagonismo para a modalidade, esquecida pelos mais novos e desprezada pelos mais antigos.

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Fórmula 2 vive indecisão sobre introdução de novos carros para temporada 2024 .
A Fórmula 2 se vê diante de uma resolução importante: ou acompanha as mudanças aerodinâmicas promovidas pela F1 ou fica mais três anos com os mesmos chassis para economia de custosO chefe da F2 afirmou que gostaria de respeitar os prazos estipulados, mas as condições financeiras graças à pandemia podem ditar o ciclo de mudanças dos carros e prolongá-los. O ideal é que o anúncio seja feito o mais breve para que o design dos carros e fabricação a tempo das equipes poderem tê-los ao final de 2023.

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