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Brasil: Vacinados, apesar de Bolsonaro

Jogadores não vacinados poderão ser presos em Toronto

  Jogadores não vacinados poderão ser presos em Toronto Atletas que não estiverem vacinados e quebrarem a quarentena poderão ser presos e/ou pagar multa em Toronto O post Jogadores não vacinados poderão ser presos em Toronto apareceu primeiro em Jumper Brasil.

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Após mais de um ano e meio de sofrimento e privações de toda sorte, grande parte dos brasileiros voltou a experimentar uma relativa sensação de normalidade. A pandemia de covid-19 arrefeceu no País na exata proporção em que avançou a vacinação contra o coronavírus. Na quarta-feira passada, o Brasil atingiu a marca de 100 milhões de pessoas totalmente imunizadas, ou seja, que completaram o esquema vacinal com duas doses ou com dose única, caso da vacina da Janssen. Isso significa que quase a metade da população (47,11%) está, enfim, protegida contra as formas graves de uma doença que já causou a morte de mais de 600 mil brasileiros.

Regra sobre Coronavac na Alemanha frustra brasileiros de passagem comprada

  Regra sobre Coronavac na Alemanha frustra brasileiros de passagem comprada Por seis dias, informação da embaixada permitia entrada no país europeu dos que haviam recebido o imunizante. Agora, alguns que visitariam parentes são obrigados a rever planos. Governo alemão não esclarece mudança. © Christophe Gateau/dpa/picture alliance Regra atual permite entrada na Alemanha para turismo e visitas somente de vacinados com Pfizer, AstraZeneca ou Janssen Em 17 de setembro, brasileiros vacinados com a Coronavac que queriam viajar para a Alemanha receberam uma boa notícia: estava liberada a entrada no país europeu para visitas ou turismo apenas com um teste de covid-19 com resultado negativo.

A reabertura do comércio não essencial e das escolas, a volta das atividades culturais e a retomada do turismo, por exemplo, só foram possíveis porque a esmagadora maioria da sociedade ignorou olimpicamente os desvarios do presidente Jair Bolsonaro, que até hoje insiste em vituperar contra a vacinação. No mesmo dia em que o País que deveria governar atingiu a auspiciosa marca de imunizados, Bolsonaro declarou que decidiu não tomar mais a vacina. Na equivocada – e perigosa – visão do presidente, o fato de estar com “a imunização lá em cima”, segundo suas palavras, dispensaria a necessidade de receber a vacina, o que é desmentido pelos médicos.

Para o bem do País, o negacionismo de Bolsonaro ressoa apenas em uma pequena parcela da população. Até o momento, cerca de 150 milhões de brasileiros já receberam ao menos uma dose da vacina contra a covid-19, o que representa 70,29% da população. Isso atesta o sucesso do Programa Nacional de Imunizações (PNI), referência internacional em políticas públicas de saúde. Por sua vez, o sucesso do PNI se deve não apenas à capacidade de seus profissionais, mas, sobretudo, pela adesão histórica dos brasileiros às vacinas. O discurso antivacina nunca prosperou no Brasil. “Mais uma vez, o País mostra a força de sua cultura vacinal, mesmo em uma campanha que não contou com esforços publicitários (do governo federal)”, disse ao Estado a epidemiologista Denise Garrett, vice-presidente do Sabin Vaccine Institute, em Washington.

Deputada distorce entrevista de diretora do CDC para criticar vacinas e passaporte sanitário

  Deputada distorce entrevista de diretora do CDC para criticar vacinas e passaporte sanitário SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Para criticar o chamado passaporte da vacina adotado em dezenas de municípios brasileiros para reduzir o risco de contágio e incentivar a vacinação, a deputada federal Bia Kicis (PSL-DF) compartilhou no Twitter um trecho de uma entrevista antiga de Rochelle Walensky, diretora do CDC (Centro de Controle e Prevenção de Doenças), órgão sanitário dos Estados Unidos. Como verificado pelo Projeto Comprova, o conteúdo havia sido veiculado dois meses antes na rede de televisão CNN e não sustenta o argumento da deputada, de que vacinados e não vacinados apresentam o mesmo risco de transmissão do coronavírus e, portanto, a medida seria inútil.

Se, por um lado, o número de vacinados traz alívio e esperança para os próximos tempos, por outro, é de indignar saber que a história da pandemia no Brasil teria sido outra não fosse a desídia de Bolsonaro. Sem a campanha sistemática do presidente contra as vacinas, que incluiu um criminoso atraso na compra dos imunizantes, o Brasil, graças à sua invejável tecnologia de vacinação em massa, seguramente teria voltado bem mais cedo à normalidade e provavelmente teria enterrado menos mortos. Os devaneios de Bolsonaro custaram caro demais ao Brasil.

A “cultura vacinal” da população, como disse a epidemiologista Denise Garrett, aliada à capacidade do Sistema Único de Saúde (SUS) para imunizar os brasileiros, teria levado o País bem antes à desejada imunidade coletiva, caso o governo Bolsonaro não tivesse investido tanto tempo, energia e recursos para propagandear mandingas em vez de trabalhar para trazer as vacinas para o Brasil e estimular o comportamento responsável dos cidadãos.

O vácuo federal só não tragou o País porque houve quem se insurgisse contra a infâmia e o negacionismo. Recorde-se que o governo do Estado de São Paulo viabilizou a Coronavac quando não havia nenhuma vacina disponível, inoculando esperança num país enlutado. Recorde-se também a iniciativa de Nelson Teich, que, em sua brevíssima passagem pelo Ministério da Saúde, firmou acordo para realização de testes clínicos da vacina da AstraZeneca no Brasil. Também foi decisiva a resistência institucional do Supremo Tribunal Federal e do Congresso, sobretudo do Senado, aos arroubos irresponsáveis de Bolsonaro contra a vacina, as medidas sanitárias e o bom senso.

Por fim, o País chegou até aqui graças à mobilização da sociedade contra os atos e as palavras de um presidente que quer tudo, menos o bem-estar de seus governados.

Facebook tira do ar live de Bolsonaro com fake news sobre relação da vacina da Covid com a Aids .
Neste domingo (24), o Facebook tirou do ar uma live de Jair Bolsonaro (sem partido), realizada na última quinta-feira (21). No vídeo, Bolsonaro compartilhou uma mentira a respeito de uma suposta relação entre a vacina contra a Covid e a Aids. ++ Felipe Neto rebate notícia falsa de apoiadores do Bolsonaro: “Não caia em fakenews” […]++ Felipe Neto rebate notícia falsa de apoiadores do Bolsonaro: “Não caia em fakenews”

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