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Brasil: Em bairro rico de SP, idade ao morrer é de 80 anos em média; na periferia, de 58

Em importante polo agrícola, fome e favelização avançam

  Em importante polo agrícola, fome e favelização avançam RIO VERDE, GO, BELO HORIZONTE, MG, E SALVADOR, BA (FOLHAPRESS) - Município com economia sustentada pelo agronegócio, Rio Verde (GO) está entre as 650 cidades de maior PIB per capita do Brasil, segundo o IBGE. Apesar da pujança do setor agrícola, famílias que trabalhavam no ramo encontram dificuldade, e hoje dependem de programas sociais e de trabalhos informais que pagam por diárias. Segundo maior produtor de milho do país, o município tem 6,8 mil beneficiários do Bolsa Família -cerca de 2,75% da população. Embora a taxa seja menor que a média do estado (4,3%), novos bairros da periferia surgem em meio ao espaço dominado pelo agronegócio.

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - No bairro de classe média alta onde mora o professor aposentado Almenor Tacla, 83, na zona oeste de São Paulo, a idade média ao morrer é de 80,9 anos. Já no extremo leste da cidade, onde vive a faxineira aposentada Jandira de Fátima Noronha, 65, o mesmo indicador é de 58,3 anos.

A diferença de 22 anos entre quem vive no Alto de Pinheiros e em Cidade Tiradentes -que ocupam respectivamente a liderança e a lanterna nesse indicador entre os 96 distritos paulistanos- sintetiza a desigualdade social na cidade.

Os números fazem parte da edição 2021 do Mapa da Desigualdade, divulgada nesta quinta-feira (21) pela Rede Nossa São Paulo.

Enquete A Fazenda 2021: Aline Mineiro, Gui Araujo e Victor Pecoraro estão na quarta roça; vote em quem deve ficar no reality show

  Enquete A Fazenda 2021: Aline Mineiro, Gui Araujo e Victor Pecoraro estão na quarta roça; vote em quem deve ficar no reality show A quarta roça de A Fazenda 2021 está definida. Aline Mineiro, Gui Araujo e Victor Pecoraro disputam a preferência dos telespectadores pela permanência no reality show. O menos votado deixa o confinamento e dá adeus ao prêmio de R$ 1,5 milhão. Vote na enquete A Fazenda 2021 oficialmente. O então fazendeiro Rico Melquiades colocou Gui Araujo na reta. Já Aline recebeu sete votos da casa e não escapou da berlinda. A peoa, que ganhou o direito de puxar um participante da baia, chamou Victor para ocupar o terceiro banquinho.

De acordo com o coordenador da Rede Nossa São Paulo, Jorge Abrahão, um dos pontos que mais chama a atenção no estudo é a discrepância no acesso aos serviços básicos entre as diferentes regiões da capital, como saúde, educação e moradia. Além disso, ele também destaca a incidência de mortes de jovens na cidade.

Morador do Alto de Pinheiros há mais de 40 anos, Tacla tem convênio de saúde particular e conta que costuma pedalar nas ciclovias do bairro como forma de lazer. "Utilizei várias vezes o posto de saúde do bairro, o atendimento é muito bom. Tomei as vacinas contra Covid-19 lá", diz o aposentado.

No extremo leste da cidade, Jandira conta que não teve a mesma impressão do sistema público de saúde quando foi internada para fazer uma cirurgia de emergência no Hospital Cidade Tiradentes, em 2011. "Tinha só uma médica para atender todos os pacientes, não gostei", disse ela, que mantém a rotina de participar de aulas de alongamento e tai chi chuan oferecidos por uma UBS do bairro.

Presidente do IBGE diz que vai tentar conseguir recursos com Congresso para realizar o Censo de 2022

  Presidente do IBGE diz que vai tentar conseguir recursos com Congresso para realizar o Censo de 2022 Instituto informou que conseguiu o aval da equipe econômica para a recomposição do orçamento necessário, por meio de uma emenda ao Projeto de Lei Orçamentária Anual 2022 apresentada pelo governo ao Congresso; emenda ainda precisa ser votada pelos parlamentares, embora desta vez a suplementação tenha a chancela do poder executivo. De acordo com o instituto, a Secretaria do Tesouro informou em ofício à Advocacia Geral da União (AGU) que "é possível" a ampliação do orçamento do Censo nos termos esclarecidos pelo órgão estatístico ao Supremo Tribunal Federal (STF).

Além disso, a aposentada cita a preocupação com a violência e a rotina de pouco sono como agravantes para se morrer tão cedo em Cidade Tiradentes. "Aqui, as pessoas saem muito cedo de casa e voltam tarde. É um bairro dormitório e muito longe do centro."

O professor aposentado também acha que a violência influencia a vida no bairro. "As casas têm muros cada vez mais altos. Não há um senso de cidadania, o estilo de vida voltado para dentro dos muros."

Segundo o Mapa da Desigualdade, os bairros periféricos nos quais a idade média ao morrer não passa de 65 anos também concentram outros indicadores sociais negativos.

O Jardim Helena, no extremo leste, onde se morre, em média, aos 63,2 anos, é o bairro onde mais pessoas dividem a mesma casa. Lá, a densidade domiciliar é de 3,3 pessoas por residência, enquanto na Consolação, na região central, esse número é de 2 moradores por endereço.

A oferta de emprego formal também é discrepante entre os bairros periféricos e os que compõem o chamado centro expandido. Ao menos 15 distritos nos extremos norte, sul e leste da cidade têm menos de uma oferta de emprego para cada dez moradores, segundo o Mapa da Desigualdade.

Em Nova York, o bairro do SoHo sofre com a falta de turistas ricos

  Em Nova York, o bairro do SoHo sofre com a falta de turistas ricos Nova York – No bairro chique do SoHo, mais de 40 lojas fecharam durante a pandemia. Mais de um quarto dos escritórios, que já estiveram entre os mais desejados e caros da cidade de Nova York, está vazio, a maior taxa de vacância em Manhattan. Os turistas internacionais que abasteciam a economia da área desapareceram há um ano e meio. Talvez nenhum bairro da cidade americana mais atingida pela devastação financeira da pandemia tenha sido tão prejudicado quanto o pitoresco distrito de edifícios com ornamentos de ferro fundido, galerias de arte e butiques de designers, que fizeram dele um dos mais badalados do país.

Já na Sé, no centro da cidade, há 112 ofertas de emprego para cada dez moradores. Nesse caso, a alta demanda é explicada pela maior presença de empresas e a baixa densidade demográfica.

É também bem longe do centro onde há maior concentração da população preta e parda que vive em São Paulo. No Jardim Ângela, na zona sul, 60,1% da população se considera preta e parda. Também é o segundo distrito com mais domicílios em favela na cidade, 53,2%.

Em segundo lugar na lista está o Grajaú, na zona sul, com 56,8% da população preta e parda. O bairro também tem um dos menores índices de oferta de emprego formal de São Paulo.

Desigualdade digital Nesta edição, o Mapa da Desigualdade mostrou também a diferença de acesso à internet móvel nos distritos da cidade. Enquanto o Itaim Bibi, na zona oeste, possui o maior número de antenas de celular (49,8 para cada 10 mil habitantes), em Cidade Tiradentes a proporção é de apenas 1,1 antena para cada 10 mil moradores.

O mesmo ocorre em outros bairros carentes da zona leste, como Jardim Helena, José Bonifácio, Iguatemi, Lajeado e Jardim Ângela. "O acesso digital também é um forte condicionante de desigualdade e a pandemia mostrou isso com muita força", diz Abrahão.

A falta de acesso ao sinal do celular dificulta inclusive o acesso a educação e saúde, que depende dos sistemas informatizados para atualizar os prontuários digitais. "Esse mapa traz essa questão e cabe ao poder público colocar condições para que a distribuição de antenas na cidade obedeça a equidade de acesso e não somente critérios de mercado", diz Abrahão.

Está em andamento na Câmara Municipal um projeto de lei que irá definir critérios para a instalação de antenas de telefonia celular na cidade. O projeto do Executivo foi alvo de discussão recente entre o prefeito Ricardo Nunes (MDB) e vereadores de sua base aliada.

Os parlamentares reclamam da falta de transparência sobre a implantação das antenas e questionam se o projeto irá contemplar as regiões periféricas da cidade, onde estão as áreas de sombra, como são chamados lugares em que há falhas de transmissão do sinal.

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Novos aparelhos fiscalizam avanço de semáforo e parada de veículos sobre faixa de pedestre. BHTrans afirma que se trata de substituições após troca de empresaSegundo a BHTrans, os equipamentos foram instalados na capital em áreas de alto risco de acidentes. Eles identificam o avanço de semáforo e, também, parada de veículos sobre faixa de pedestre. "O objetivo é propiciar melhores condições de segurança aos motoristas, pedestres, motociclistas e ciclistas", informou a Prefeitura de Belo Horizonte.

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