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Brasil: Guedes defende privatização da Petrobras e diz que estatal não valerá mais nada em 30 anos

Acionistas da Petrobras entram com ação em tribunal holandês

  Acionistas da Petrobras entram com ação em tribunal holandês Investidores da Petrobras excluídos do acordo de US$ 2,95 bilhões para encerrar as investigações nos Estados Unidos de irregularidades apontadas pela Lava Jato planejam entrar com uma ação coletiva nos Países Baixos, onde a estatal não conseguiu que o processo fosse arquivado por motivos processuais. Most Read from BloombergGoogle’s Biggest Moonshot Is Its Search for a Carbon-Free FutureA $30 Billion Fortune Is Hiding in China’s Silicon ValleyThe Biggest Public Graveyard in the U.S.

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BRASÍLIA - O ministro da Economia, Paulo Guedes, voltou a sinalizar, nesta segunda-feira, 25, apoio à privatização da Petrobras, como uma forma de extrair mais rápido o petróleo e gás natural brasileiros. Mais cedo, o presidente Jair Bolsonaro também sinalizou que a possibilidade já esteve no radar do governo.

"O presidente Bolsonaro falou que estudaria o que ia fazer com a Petrobras. Afinal de contas, se estamos com crise hídrica e tivemos escândalo de corrupção, são 30 a 40 anos de monopólio no setor elétrico e no setor de petróleo. E, se daqui a 10 ou 20 anos, o mundo inteiro migra para hidrogênio e energia nuclear, abandonando o combustível fóssil. A Petrobras vai valer zero daqui a 30 anos. E deixamos o petróleo lá embaixo com uma placa de monopólio estatal em cima", ironizou, em cerimônia de lançamento do Plano Nacional de Crescimento Verde no Palácio do Planalto.

Time Petrobras anuncia foco em promessas do esporte olímpico

  Time Petrobras anuncia foco em promessas do esporte olímpico Patrocínio da Petrobras ao esporte olímpico brasileiro completa dez anos em 2021"A cada ciclo olímpico, a companhia revisa sua atuação, buscando sempre aliar os resultados do patrocínio ao seu propósito de contribuir para a sociedade. A companhia agradece a dedicação dos 22 atletas de alto rendimento do Time Petrobras 2021, que a cada competição construíram histórias de sucesso e superação. Nos Jogos Olímpicos e Paralímpicos de Tóquio, conquistaram 11 medalhas para o Brasil, encerrando com grande orgulho mais um ciclo olímpico", informou a empresa.

Para Guedes, o objetivo é tirar o petróleo o mais rápido possível para transformar a riqueza em educação, investimentos e tecnologia. "Tem que sair mais rápido. Não adianta ficar uma placa dizendo que é estatal e o petróleo não sai do chão. E quando sai, sai com corrupção. Se houve a maior roubalheira da história no 'Petrolão' e agora o preço do petróleo só sobe, o que o povo brasileiro ganha com isso?", questionou.

Ele destacou que as ações da Petrobras subiram 6% após o presidente Jair Bolsonaro dizer que iria estudar meios para privatizar a empresa. "Em mais duas ou três semanas, são R$ 15 bilhões criados. Isso não existia, não é tirar do povo. É uma riqueza que estava destruída, bastou o presidente dizer que ia estudar que o negócio saiu subindo. Não dá para dar R$ 30 bilhões para os mais frágeis (no Auxílio Brasil)?", completou.

Guedes fica. E quem lucra com isso?

  Guedes fica. E quem lucra com isso? Guedes fica. E quem lucra com isso?No papel, esse era um maravilhoso projeto. Mas, o que fez o ex-todo poderoso de Chicago? Nada. Ou pior, fez muitas asneiras. Junto com Bolsonaro, está destruindo o Brasil. Enquanto o presidente destrói a saúde, a educação, o meio ambiente, a cultura, a ciência, as relações exteriores, os direitos humanos (não precisamos dar os dados, porque só as 610 mil mortes pela pandemia já explicam tudo). Enfim, o País inteiro está se esfacelando nas mãos desse incapaz mandatário.

Na manhã desta segunda, em entrevista à rádio Caçula FM, do Mato Grosso do Sul, Bolsonaro, que já defendeu por várias vezes a privatização da estatal, afirmou que já tinha colocado sua equipe econômica para estudar o assunto, mas destacou as dificuldades em lidar com o tema: "Não é colocar na prateleira e quem dá mais leva embora.”

Na avaliação de Bolsonaro, privatizar a empresa não dá a garantia de que ela vai crescer. De acordo com o presidente, tirar o monopólio do combustível do Estado abre a possibilidade de os problemas com os combustíveis ficarem na mesma coisa “ou talvez pior”.

Gasolina e diesel mais caros

O chefe do Executivo voltou a falar hoje sobre os preços dos combustíveis após afirmar, na semana passada, que o País estava "na iminência de mais um reajuste”. “Vem reajuste de combustível? Vem. Queria que não viesse”, pontuou. Hoje, porém, ele disse que o aumento é uma “realidade” e, assim, “temos que enfrentar”.

'A gente vai sair junto', diz Bolsonaro ao lado de Guedes

  'A gente vai sair junto', diz Bolsonaro ao lado de Guedes BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - Após uma semana tumultuada na área econômica em razão do drible no teto dos gastos, que resultou em uma debandada na equipe do ministro Paulo Guedes (Economia), o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) afirmou neste domingo (24) que não vai interferir em preços e que vai buscar dar segurança para o mercado. O chefe do Executivo ainda buscou novamente afastar rumores de uma saída de Guedes do governo, dizendo que ambos vão "sair junto". A fala aconteceu ao lado do ministro, convidado a acompanhar o presidente em um evento nos arredores de Brasília. Ao final, os dois concederam entrevista a jornalistas para tratar das questões econômicas.

Nesta segunda, a Petrobras confirmou a afirmação do presidente ao anunciar um reajuste de 9,2% no preço do óleo diesel e de 7% no da gasolina a partir desta terça. O preço médio de venda da gasolina A da Petrobras, para as distribuidoras, passará de R$ 2,98 para R$ 3,19 por litro. Já para o diesel, o preço médio de venda da Petrobras, para as distribuidoras, passará de R$ 3,06 para R$ 3,34 por litro.

Bolsonaro voltou a defender a mudança da cobrança do ICMS sobre combustíveis e disse que o aumento dos preços não é culpa do governo federal. “Quanto mais aumenta o combustível, melhor para os governadores. E quem paga a conta é o governo federal”, declarou. Diante do aumento dos preços no País, Bolsonaro destacou que não é “o malvado”. “Não quero aumentar o preço de nada, mas não posso interferir no mercado.”

Bolsonaro quer usar dividendos da Petrobras para reduzir preço do diesel .
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) disse nesta segunda-feira (1º) que o governo federal não tem interesse nos dividendos recebidos pelo lucros da Petrobras e que conversa com a equipe econômica para que esses recursos sejam revertidos para abater o preço do diesel. Durante visita à Itália, Bolsonaro disse ainda, em entrevista a jornalistas, que recebeu informações extraoficiais de que em 20 dias a estatal promoverá um novo reajuste nos preços dos combustíveis, e alertou que isso não pode acontecer. Na semana passada, o presidente havia defendido um "viés social" para a Petrobras e afirmou que a empresa deveria lucrar menos.

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