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Brasil: Servidor que depôs à CPI da Covid entra para programa de proteção a testemunha

Impeachment, processo internacional, denúncia no STF? O que pode acontecer com Bolsonaro após CPI da Covid

  Impeachment, processo internacional, denúncia no STF? O que pode acontecer com Bolsonaro após CPI da Covid Relatório sugere denunciar Bolsonaro por crimes comuns, de responsabilidade e contra a humanidade, mas há obstáculos para punição.Caso o relatório seja aprovado pela maioria da comissão na próxima semana, essas acusações contra o presidente serão analisadas em três órgãos.

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BRASÍLIA — Testemunha da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid, o servidor Luis Ricardo Miranda deixou o Brasil na noite desta quinta-feira, 28. Ele ingressou no programa de proteção a testemunhas da Polícia Federal porque, segundo o deputado Luis Miranda, seu irmão, vinha recebendo ameaças de morte. O parlamentar disse, ainda, que Luis Ricardo foi exonerado do cargo de chefe da Divisão de Importação do Ministério da Saúde após prestar depoimento à CPI da Covid, em junho.

“Por medo de represálias meu irmão não me falou nada e já está na custódia do programa de proteção a testemunhas", afirmou o deputado ao Estadão. No Twitter, Luis Miranda adotou estilo mais contundente. “O Brasil não é como nos quadrinhos, onde o bem sempre vence! Meu irmão continuou sendo atacado pelo governo, foi exonerado, por conta das ameaças teve que entrar para o programa de proteção à testemunha e sair do país!”, escreveu ele. E concluiu: "@jairbolsonaro cria vergonha na cara, você sabe a verdade!”

Relatório da CPI da Covid alivia para Guedes, Braga Netto e autoridades do AM

  Relatório da CPI da Covid alivia para Guedes, Braga Netto e autoridades do AM Relatório da CPI da Covid alivia para Guedes, Braga Netto e autoridades do AMO ministro Paulo Guedes (Economia) e autoridades do Amazonas investigadas pela crise de oxigênio, por exemplo, foram eximidos de culpa em atos relacionados à pandemia.

Luis Ricardo Fernandes Miranda, servidor do Ministério da Saúde que denunciou a pressão atípica para comprar a vacina indiana Covaxin © Gabriela Biló/ Estadão Luis Ricardo Fernandes Miranda, servidor do Ministério da Saúde que denunciou a pressão atípica para comprar a vacina indiana Covaxin

Os dois irmãos protagonizaram um dos momentos mais tensos da CPI da Covid há quatro meses, quando acusaram o presidente Jair Bolsonaro de ignorar denúncia feita por eles de que havia um esquema de corrupção no Ministério da Saúde para compra da vacina indiana Covaxin. Em duas ocasiões, eles afirmaram à CPI que contaram tudo a Bolsonaro em reunião no Palácio da Alvorada, no dia 20 de março. Na conversa, o presidente teria dito que isso seria “rolo” do deputado Ricardo Barros (Progressistas-PR), ex-ministro da Saúde e líder do governo na Câmara. Um dos expoentes do Centrão, Barros negou participação no negócio.

CPI propõe leis para 'driblar' Lira e Aras e conter fake news; entenda os 17 projetos do relatório final

  CPI propõe leis para 'driblar' Lira e Aras e conter fake news; entenda os 17 projetos do relatório final SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O relatório final da CPI da Covid apresentado pelo senador Renan Calheiros (MDB-AL) na última quarta-feira (20) traz ao todo 17 propostas legislativas. Os temas são diversos: há tanto projetos sobre o prazo de análise de pedidos de impeachment contra o presidente e ministros de Estado como de estruturação do SUS (Sistema Único de Saúde). O documento propõe ainda instituir o crime de extermínio e o de criação e disseminação de fake news.

Os depoimentos prestados pela dupla serviram para revelar informações importantes sobre a empresa Precisa Medicamentos, que intermediava a compra da Covaxin. O contrato exigia US$ 45 milhões de pagamento antecipado em uma offshore, a Madison Biotech, e depois se descobriu que a quantidade de doses do imunizante era menor do que vinha sendo cobrado. Após as revelações de Luis Ricardo e de seu irmão, o contrato foi cancelado pelo Ministério da Saúde.

A Polícia Federal abriu inquérito para apurar se houve prevaricação de Bolsonaro, ou seja, se ele deixou de tomar as providências para esclarecer as suspeitas após ser informado sobre o esquema. O caso Covaxin também é alvo de investigações do Tribunal de Contas da União (TCU) e da Controladoria-Geral da União (CGU).

Responsável pelo programa de proteção a testemunhas, a Polícia Federal não comentou o caso, sob o argumento de que as informações sobre segurança dada aos colaboradores são sigilosas. O Estadão apurou que Luis Ricardo embarcou com a família para Portugal.

Em 6 meses de CPI da Covid, titulares cresceram 59% nas redes .
Senadores que fizeram oposição ao governo ganharam mais de 2,2 milhões de seguidores, mostra levantamentoJuntos, os senadores titulares da comissão parlamentar de inquérito ganharam mais de 2,2 milhões de seguidores nos 6 meses de comissão –de 27 de abril a 28 de outubro, como mostra levantamento da consultoria Bites feito a pedido do Poder360. A soma inclui contas no Twitter, Facebook e Instagram.

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