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Brasil: Violência contra mulheres: campanha da ONU Brasil pede vida e dignidade

França vai regularizar situação de mulheres ilegais que sofrem violência doméstica

  França vai regularizar situação de mulheres ilegais que sofrem violência doméstica O ministro francês do Interior, Gérald Darmanin, anunciou nesta terça-feira (23) em entrevista à radio France Inter que mulheres vítimas de violência conjugal e em situação ilegal na França serão regularizadas. Os secretários de segurança pública receberão, na quinta-feira (25), a instrução de conceder a estas mulheres uma autorização de permanência no país, válida por anos e renovável. De acordo com Darmanin, “estas mulheres hesitam muitas vezes a ir a uma delegacia ou unidade de polícia e para procurar a Justiça”.

Por Nações Unidas Brasil — De 20 de novembro a 10 de dezembro, a ONU Brasil mobiliza parcerias com governos, parlamentos, sistema de justiça, empresas e sociedade civil com o tema “UNA-SE pelo fim da violência contra as mulheres e meninas - Vida e dignidade para todas”.

  Violência contra mulheres: campanha da ONU Brasil pede vida e dignidade © Fornecido por eCycle

A iluminação na cor laranja do Congresso Nacional, no Dia da Consciência Negra, marca o início da campanha dos 16 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência contra as Mulheres no país.

A programação conta ainda com a realização de eventos on-line e presenciais, iluminações de outros prédios, assim como conteúdos publicados nas redes sociais e sites da ONU Brasil e instituições parceiras.

Conselho de Segurança pede que se aborde violência em áreas afetadas por conflitos na Colômbia

  Conselho de Segurança pede que se aborde violência em áreas afetadas por conflitos na Colômbia O Conselho de Segurança da ONU pediu nesta quarta-feira (24) às autoridades da Colômbia que "abordem a violência que está sendo registrada nas áreas afetadas pelo conflito" armado e reforce a segurança. Segundo o órgão das Nações Unidas, o processo da Colômbia é um "exemplo para o mundo de que é possível resolver os conflitos armados através do diálogo". af/lm/rpr/mvvA violência afeta, sobretudo, os ex-guerrilheiros que depuseram as armas há cinco anos, após a assinatura dos Acordos de Paz, e aos líderes comunitários, principalmente de comunidades indígenas e afrodescendentes.

A ONU Brasil promove, entre 20 de novembro e 10 de dezembro de 2021, a edição anual da campanha do secretário-geral da ONU “Una-se pelo Fim da Violência contra as Mulheres”. Desenvolvida desde 2008, ela apoia os 16 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência contra Mulheres e Meninas. Neste ano, a iniciativa completa três décadas de mobilização internacional. Em todo o mundo, a ONU está abordando o tema: “Pinte o mundo de laranja: fim da violência contra as mulheres, agora!”.

A campanha da ONU Brasil pede união de esforços e de ações para garantir a vida e a dignidade a todas as mulheres e meninas, inclusive na recuperação da COVID-19. A pandemia exacerbou fatores de risco para a violência contra mulheres e meninas, incluindo desemprego e pobreza, e reforçou muitas das causas profundas, como estereótipos de gênero e normas sociais preconceituosas.

'Muitas mulheres morrem sem confessar que se arrependeram de ter filhos'

  'Muitas mulheres morrem sem confessar que se arrependeram de ter filhos' Em entrevista à BBC, a socióloga israelense Orna Donath explica por que muitas mulheres preferem manter em segredo o arrependimento por terem se tornado mães. 'Há uma pressão social que empurra as mulheres para a maternidade', diz.Essa é a trajetória de muitas mulheres que optam por levar esse "segredo" para o túmulo, diz a socióloga israelense Orna Donath, autora do livro Mães arrependidas: Uma outra visão da maternidade (Editora Civilização Brasileira).

Estima-se que 11 milhões de meninas podem não retornar à escola por causa da COVID-19, o que aumenta o risco de casamento infantil. Estima-se também que os efeitos econômicos prejudiquem mais de 47 milhões de mulheres e meninas vivendo em situação de pobreza extrema em 2021, revertendo décadas de progresso e perpetuando desigualdades estruturais que reforçam a violência contra as mulheres e meninas.

“A campanha aborda as diferentes causas da violência contra mulheres e meninas e demonstra por meio de ações e propostas concretas os diferentes caminhos para superar esse problema”, explica a coordenadora residente do Sistema ONU no Brasil, Silvia Rucks.

“A violência contra mulheres e meninas afeta a todas e todos nós e depende do engajamento das pessoas, das empresas e das instituições públicas e privadas para ser superada”, completa.

Desde os primeiros meses da pandemia de COVID-19, o secretário-geral da ONU, António Guterres, vem fazendo apelos pelo fim da violência contra mulheres e meninas e pedindo paz no lar e o fim da violência em toda parte. Mais de 140 países expressaram apoio, e 149 países adotaram cerca de 832 medidas, conforme destacado na Resposta Global de Gênero à COVID-19, coordenada pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) com colaborações técnicas substantivas da ONU Mulheres.

Mulheres turcas em perigo após retirada de seu país do Convênio de Istambul

  Mulheres turcas em perigo após retirada de seu país do Convênio de Istambul As mulheres turcas se sentem mais vulneráveis e sem proteção jurídica desde que o país se retirou do Convênio de Istambul, que combate a violência contra as mulheres, afirmaram grupos de ativistas. Apesar de não haver um aumento significativo do número de atos violentos, as ativistas afirmam que a retirada da Turquia elimina fatores de dissuasão e oferece certa sensação de impunidade aos agressores. Em março, o presidente Recep Tayyip Erdogan retirou seu país deste tratado para prevenir e combater a violência contra as mulheres, afirmando que promovia a homossexualidade e ameaçava a estrutura tradicional da família turca.

Por meio da Estratégia de Engajamento Político do Secretário-Geral da ONU sobre Violência baseada em Gênero, o Sistema das Nações Unidas mobilizou várias partes interessadas para atender às necessidades imediatas e vulnerabilidades de longo prazo de meninas e mulheres em risco de violência e reconheceu o papel-chave que as organizações de direitos das mulheres desempenharam durante a crise global. Para tanto, a ONU ativou suas plataformas e redes a fim de mobilizar compromissos e ações para acabar com a violência baseada em gênero no contexto da COVID-19.

A campanha UNA-SE articula compromissos com as Coalizões de Ação Geração Igualdade, especialmente a de Violência Baseada em Gênero, para acelerar investimentos, sensibilizar autoridades públicas para políticas de prevenção e enfrentamento à violência contra as mulheres e meninas e mobilizar diversos setores em torno da causa.

A campanha se baseia nas determinações da Declaração e Plataforma de Ação de Pequim e se orienta rumo ao alcance dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) até 2030, especialmente o ODS 5, que pretende alcançar a igualdade de gênero e empoderar todas as mulheres e meninas. A iniciativa busca a adesão de governos, parlamentos, sistema de Justiça, empresas, academia e sociedade para a prevenção e a eliminação da violência contra mulheres e meninas.

Veja fotos da campanha da Adidas para 'empurrar' o Flamengo na final da Libertadores

  Veja fotos da campanha da Adidas para 'empurrar' o Flamengo na final da Libertadores A campanha é simbolizada pelo trecho “É meu maior prazer vê-lo brilhar, seja na terra, seja no mar. Vencer, vencer, vencer” , a adidas escolheu a cidade do Rio de Janeiro para transmitir apoio ao Rubro-Negro e seus torcedores às vésperas da decisão.Na rota terrestre, uma projeção especial no Morro Dois Irmãos, no Vidigal, transmitiu incentivo na sexta-feira (26). Neste sábado, a rota marítima recebe embarcações na Baía de Guanabara, no Aterro do Flamengo, com velas personalizadas com a bandeira do time, em referência às origens do Clube de Regatas Flamengo.

Campanha no Brasil - Com o mote “UNA-SE pelo fim da violência contra as mulheres e meninas - Vida e dignidade para todas”, a campanha deste ano tem como foco visibilizar a complexidade da violência contra as mulheres e meninas, em que suas identidades e condições de vida acentuam e ampliam vulnerabilidades para mulheres e meninas negras, indígenas, quilombolas, LBTQIAP+ (lésbicas, bissexuais, trans, queer, intersexuais, assexuais, pansexuais, entre outras), com deficiência, idosas, migrantes e refugiadas. Para tanto, entende ser fundamental a abordagem interseccional de análise sobre as situações de violência sofridas pelas mulheres e meninas, entendendo que elas são diferentes a partir dos locais concretos e simbólicos ocupados por elas.

A campanha pretende evidenciar que a violência contra mulheres e meninas não ocorre apenas no ambiente privado: dentro de casa ou no corpo (como nos caso da violência doméstica e da violência sexual). Ela também está presente em espaços públicos, no ambiente de trabalho, na política institucional, nos esportes, nos ambientes online, nos meios de comunicação, e também no contexto da promoção e defesa de direitos.

A campanha destaca também as formas de prevenção e eliminação das diversas formas de violência. Para tanto, além do trabalho das Nações Unidas, a campanha apresenta também iniciativas e histórias de mulheres que defendem direitos e promovem a igualdade de gênero.

A busca desesperada por 95 mil desaparecidos no México

  A busca desesperada por 95 mil desaparecidos no México Desesperada, a mãe implora a um soldado que a deixe entrar no campo onde podem estar os restos mortais de seu filho, um dos 95 mil desaparecidos no México. A mãe - que evita dar seu nome - não tem certeza de que os restos mortais do filho estão neste lugar. Mas decidiu ir quando soube que um grupo de mães e parentes realizava buscas por conta própria em razão da "ineficiência" das autoridades.Rota das drogas para os Estados Unidos e de imigrantes em situação irregular, Tamaulipas registra 11.835 desaparecidos, cifra só superada pelos 14.870 casos do estado de Jalisco (oeste). No total, o México tem 95.

Baseada no entendimento de que a violência contra mulheres e meninas é uma violação de direitos humanos, esta edição tem como objetivo também estimular uma mudança de paradigma, eliminando a ideia de mulheres 'vítimas de violência' (passivas, em uma condição insuperável) e fomentando a noção de que essas mulheres são pessoas 'em situação de violência' ou ‘que sofreram violência’.

Tal mudança estimula o entendimento de que a violência é um desafio superável e que pode ser prevenida, além da visão de mulheres como protagonistas da defesa e promoção de direitos humanos, desenvolvimento sustentável, justiça climática e democracia, cujas contribuições beneficiam toda a sociedade. Também reconhece, a partir disso, que a violência afeta todas as dimensões das vidas das mulheres que a vivenciaram e que toda a sociedade é responsável pela sua erradicação. Em outra linha de ação, a campanha quer engajar homens e meninos como aliados dos direitos das mulheres e para atingir a igualdade de gênero, da qual eles também se beneficiam.

A campanha “UNA-SE pelo Fim da Violência contra as Mulheres” terá como um dos focos o empoderamento de meninas e jovens por meio do esporte, como ferramenta fundamental para prevenção e eliminação da violência contra mulheres e meninas. Com  histórias e experiências compartilhadas, a campanha mostrará como o esporte desenvolve habilidades para a vida das meninas, como autoconfiança, autonomia e liderança, fazendo com que rompam com estereótipos de gênero e com o ciclo de violência, não só individualmente, mas em seu entorno.

Histórico de adolescentes infratores no Brasil inclui violência da família, escola, polícia e facções

  Histórico de adolescentes infratores no Brasil inclui violência da família, escola, polícia e facções Uma pesquisa entre servidores que atuam com adolescentes infratores aponta que esses profissionais ouvem frequentes relatos de jovens que dizem estar sob ameaça de morte, principalmente de facções criminosas. O estudo ressalta o ambiente de violência vivido por uma parcela da juventude do Brasil, onde 444 mil jovens foram assassinados com armas de fogo desde 2000.Entre 2019 e março de 2020, foram entrevistados mais de 3 mil profissionais, entre juízes, promotores, defensores públicos e servidores que trabalham com medidas socioeducativas. Eles responderam sobre capacitação profissional, estrutura de trabalho, financiamento e o contexto social dos menores envolvidos com a violência, entre outros temas.

Ações no Brasil - A programação da campanha deste ano conta com a realização de eventos on-line e presenciais, iluminações de prédios na cor laranja em adesão global à mensagem da prevenção da violência, assim como diversos conteúdos publicados nas redes sociais e sites da ONU Brasil e instituições parceiras. Serão ações direcionadas a ampliar a conscientizaçãoe responsabilização de toda a sociedade e suas instâncias para a realidade da violência contra as mulheres e meninas e chamar para a ação conjunta, em um concreto engajamento.

Neste ano, a campanha será inaugurada com a iluminação na cor laranja do Congresso Nacional, em Brasília, em 20 de novembro, Dia da Consciência Negra - início da campanha dos 16 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência contra as Mulheres; e do Abrigo Rondon V, em Roraima, de 20 a 26 de novembro, em adesão à mensagem global de prevenção contra a violência. Ainda está programada a iluminação laranja da Casa da Mulher Brasileira, na cidade de Boa Vista (RR), de 27 de novembro a 4 de dezembro, estado em que a ONU Brasil desenvolve projetos de ajuda humanitária.

A campanha é composta pelo evento on-line “Juntas e juntos para pôr fim à Violência contra Defensoras de Direitos Humanos e do Meio Ambiente”, em 29 de novembro, assim como diversos conteúdos publicados nas redes sociais e site da ONU Brasil e de instituições parceiras. As  ações pretendem ampliar a conscientizaçãoe responsabilização de toda a sociedade para a realidade da violência contra mulheres e meninas e chamar para a ação conjunta, em um concreto engajamento.

16 Dias de Ativismo - A campanha 16 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência contra as Mulheres, que completa 30 anos em 2021, foi criada por ativistas do Instituto de Liderança Global das Mulheres em 1991.

Desde então, mais de 6.000 organizações em 187 países participaram da campanha, alcançando 300 milhões de pessoas. Ela continua a ser coordenada, a cada ano, pelo Centro para Liderança Global de Mulheres (CWGL, na sigla em inglês) e é usada como estratégia de organização por pessoas, instituições e organizações em todo o mundo para prevenir  e eliminar a violência contra mulheres e meninas.

Em todo o mundo, os 16 Dias de Ativismo abrangem o período de 25 de novembro (Dia Internacional pela Eliminação da Violência contra as Mulheres) e 10 de dezembro (Dia Internacional dos Direitos Humanos). No Brasil, a mobilização se inicia em 20 de novembro, Dia da Consciência Negra, para buscar ações de combate ao racismo e ao sexismo e pelo enfrentamento à violência contra mulheres e meninas negras.

Histórico de adolescentes infratores no Brasil inclui violência da família, escola, polícia e facções .
Uma pesquisa entre servidores que atuam com adolescentes infratores aponta que esses profissionais ouvem frequentes relatos de jovens que dizem estar sob ameaça de morte, principalmente de facções criminosas. O estudo ressalta o ambiente de violência vivido por uma parcela da juventude do Brasil, onde 444 mil jovens foram assassinados com armas de fogo desde 2000.Entre 2019 e março de 2020, foram entrevistados mais de 3 mil profissionais, entre juízes, promotores, defensores públicos e servidores que trabalham com medidas socioeducativas. Eles responderam sobre capacitação profissional, estrutura de trabalho, financiamento e o contexto social dos menores envolvidos com a violência, entre outros temas.

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