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Brasil: Dos 110 fabricantes de protetor solar no Brasil, só 4 têm produto para pele negra, diz pesquisa

Falta de especialização em pele negra dificulta diagnósticos no Brasil

  Falta de especialização em pele negra dificulta diagnósticos no Brasil SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O número reduzido de dermatologistas negros e a falta de especialização em pele negra no Brasil são vistos como obstáculos para o diagnóstico de doenças. Profissionais que atendem essa parcela da população costumam ser autodidatas e se especializam com a leitura de artigos científicos internacionais e com a prática diária. Considerada uma referência no país quando se fala em médicos especializados em pele negra, Katleen da Cruz Conceição, 50, por muito tempo precisou testar em si mesma procedimentos, já que faltavam exemplos e orientações.

BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - O consumo das famílias negras e brancas é muito semelhante nas diversas categorias de produtos. A diferença mais significativa está na cesta de produtos de higiene pessoal e beleza, que consome 29,8% dos gastos dos lares negros e 28,8% dos lares brancos.

Essa prevalência do consumo das famílias negras, no entanto, não é acompanhada pela indústria e varejo com uma produção e distribuição adequada, e é comum os produtos não chegarem a grande parte das gôndolas.

As constatações pertencem ao levantamento Afroconsumo 2021, elaborado pela NielsenIQ, consultoria global especializada em varejo. De acordo com a pesquisa, a categoria higiene e beleza é a maior cesta em ambos os públicos, negros e brancos, seguida por mercearia doce e bebidas não alcoólicas.

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  O narrador, os jogadores e os torcedores: diferentes óticas sobre o milésimo gol do Rei Para remontar as histórias acerca do tento de número mil de Pelé, o LANCE! entrevistou diversas testemunhas oculares do feitoE como em todo espetáculo, o futebol também tem os seus atores e construção, dos protagonistas da bola até o pipoqueiro da arquibancada, passando pelos jornalistas e o público, principal motivador do evento. São diferentes óticas sobre o mesmo minuto, segundo, que ficam eternizados, como aquela noite de quarta-feira no estádio do Maracanã.

Dentro da cesta de higiene e beleza, a NielsenIQ destaca a Cesta Afro, que reúne as linhas de protetor solar/bronzeador, xampu, pós-xampu, maquiagem e modeladores de cabelo voltados à população negra.

Esta Cesta Afro representou 6,5% do mercado total de higiene e beleza, o equivalente a um consumo de R$ 657,1 milhões, nos 12 meses de outubro de 2020 a setembro de 2021.

Mas segue ignorada por parte da indústria. Segundo o levantamento da NielsenIQ, de cerca de 110 fabricantes de protetor solar, por exemplo, apenas quatro têm produtos afro. Quem tem pele negra possui maior quantidade de melanina, o que colabora para o surgimento de manchas -condição que pode ser evitada com o uso de protetor solar específico para a pele negra, segundo dermatologistas.

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  O homem que ergueu o Rei: ao L!, Aguinaldo relembra momento e relata ajuda financeira dada por Pelé Titular da meta santista no jogo em que marcou o milésimo tento do Rei e conta outras histórias envolvendo a sua relação com Edson Arantes do NascimentoAguinaldo concedeu entrevista exclusiva ao L! (Foto: Arte/LANCE!)

O mercado de higiene e beleza como um todo, entre outubro de 2020 e setembro de 2021, movimentou R$ 10,11 bilhões. Nele, o principal produto é o xampu (41,6% das vendas). Mas, na Cesta Afro, a categoria mais vendida é o pós-xampu (61%), seguida por xampu (27,7%), protetor e bronzeador (7,8%), maquiagem (2,2%) e modelador de cabelo (1,3%).

De acordo com o levantamento, a Cesta Afro não está devidamente representada no canal de farmácias –que responde por 26,4% das vendas de produtos afro, frente à média de 34,7% das vendas de higiene e beleza em geral. Em contrapartida, existe uma presença maior dos produtos da Cesta Afro no canal atacarejo, que responde por 25,7% das vendas da cesta, enquanto que, do mercado de higiene e beleza como um todo, representa 21,7%.

Também o canal perfumarias responde por uma fatia maior da Cesta Afro, quando comparado às vendas de higiene e beleza em geral: 8,6%, frente a 6,10%.

"A Cesta Afro apresenta menor distribuição na maioria dos canais", diz Domenico Tremaroli, diretor de atendimento da NielsenIQ. "Há um grande potencial de consumo de produtos de higiene e beleza entre as famílias negras, que não está sendo devidamente aproveitado pelo varejo", afirma.

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  Pesquisas com terras raras mostram caminho para criar cadeia produtiva no Brasil Por Júlio Bernardes em Jornal da USP – As terras raras são um conjunto de elementos químicos, normalmente encontrados na natureza misturados a minérios, de difícil extração – daí o nome -, mas com características peculiares, como magnetismo intenso e absorção e emissão de luz. Essas propriedades especiais fazem com que sejam usadas numa infinidade de aplicações tecnológicas, como lâmpadas de LED, lasers, superímãs presentes nos discos rígidos de computadores e motores de carros elétricos, e na separação de componentes do petróleo.

A maquiagem afro, por exemplo, só aparece em 10% das farmácias, enquanto a categoria maquiagem alcança quase 100% do canal. Da mesma maneira, o pós xampu afro chega a 50% dos supermercados (autosserviço), enquanto a categoria pós xampu está em praticamente todos os pontos. Também nos supermercados, a categoria protetor solar chega a 80% das lojas, nas quais o produto da cesta afro simplesmente não existe.

Falhas na distribuição respondem por parte desta discrepância, segundo o executivo. "Quando existe o produto na gôndola, a um preço competitivo ou embalagem promocional, o consumidor leva. O problema é que os itens da Cesta Afro não chegam a um número relevante de pontos de venda", diz ele, reforçando que, apesar de a penetração da a maioria das categorias ser maior dentro dos lares brancos, os lares negros ainda representam o maior potencial.

A NielsenIQ apontou que as famílias negras e pardas compõem 52% dos lares no Brasil, mas representam 47% do consumo. Os lares negros estão em sua maioria nas regiões Norte (71,8% da população), Nordeste (63,2%) e Centro-Oeste (53%) do país.

Durante a Covid-19, os lares negros foram os mais impactados: 59,3% deles tiveram a renda afetada durante a pandemia, frente a 54,5% dos lares brancos, indicou a pesquisa. Nos lares negros, 14,5% receberam auxílio emergencial, enquanto entre os brancos este percentual foi de 11,5%.

"Os lares negros são mais leais à cesta de produtos de higiene e beleza, mas existe um gap no atendimento a este público em algumas praças em especial, como São Paulo", diz o executivo. "A cesta afroconsumo ainda é muito pequena, quando comparada ao seu potencial".

A força das renováveis .
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