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Brasil: Brasil e América Latina precisam de educação tecnológica para crescer, afirma economista

5 fatos importantes e tendências que vão marcar a agenda ambiental no Brasil em 2022

  5 fatos importantes e tendências que vão marcar a agenda ambiental no Brasil em 2022 Por WRI Brasil - O ano de 2022 vai colocar o Brasil na rota da transição econômica necessária para cumprir as metas climáticas e manter viável o objetivo de longo prazo de zerar as emissões líquidas até 2050? Ainda há uma janela de oportunidade para o mundo limitar o aquecimento a 1,5°C, mas a falta de ambição dos países até aqui tem tornado esse cenário cada vez mais custoso de alcançar. Cada ano que passa torna o cenário mais urgente e a ciência tem deixado claro que as decisões tomadas nesta década vão definir o equilíbrio climático do planeta.

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Além de ter a menor perspectiva de crescimento entre todas as regiões do mundo em 2022, a América Latina pode continuar a sofrer por vários anos com os efeitos da pandemia enquanto enfrenta uma polarização política que afasta investidores. A avaliação é do Banco Mundial, para quem são necessárias medidas urgentes a fim de contornar os problemas.

Carlos Felipe Jaramillo, vice-presidente do Banco Mundial para América Latina e Caribe, afirma que a deterioração dos indicadores da região causa preocupação sobretudo na educação --impactada pelo fechamento das escolas.

"Isso precisa ser tratado rapidamente ou teremos uma geração com menos escolaridade do que a anterior", disse o colombiano em entrevista ao jornal Folha de S.Paulo durante visita ao Brasil.

Bolsa fecha em alta após promoção de comida elevar vendas do varejo

  Bolsa fecha em alta após promoção de comida elevar vendas do varejo O conceito de sorte foi atualizado neste vídeo. Imagens gravadas por uma câmera de segurança em Zhejiang, na China, mostram um homem saindo de um elevador e, no segundo seguinte, a cabine despencando. O incidente ocorreu no sábado passado (8) e, milagrosamente, ninguém ficou ferido.

Para ele, o país precisa de um plano rígido para monitorar os alunos com deficiência de aprendizagem, ampliar o acesso à internet nas escolas e para a população em geral e aprovar reformas para estimular o setor privado a investir e a contratar.

Além disso, ele considera ser crucial impulsionar investimentos em ciência e tecnologia e promover uma transformação educacional para que o país consiga se inserir em áreas de vanguarda do crescimento global, como biotecnologia e inteligência artificial --enquanto o Brasil e a região ainda se baseiam muito em commodities.

"Para isso, você precisa de pessoas mais escolarizadas e instruídas em todos os níveis. Caso contrário, será muito difícil avançar", diz.

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Pergunta - O Banco Mundial e outras instituições projetam que o crescimento na América Latina será menor em 2022 do que no resto do mundo. O que está acontecendo com a região?

O dia em que a ciência venceu as mentiras

  O dia em que a ciência venceu as mentiras São Paulo se tornou uma referência mundial em vacinação – 97% dos adultos já estão com o esquema vacinal completoLembro de cada instante daquele dia: primeiro, a aprovação da CoronaVac, por unanimidade, pela diretoria da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Estávamos no Hospital das Clínicas, maior complexo de saúde da América Latina. Passava das 15 horas de 17 de janeiro de 2021, quando a enfermeira Mônica Calazans, que trabalha na UTI do Instituto Emílio Ribas, recebeu, no braço esquerdo, a primeira vacina contra a covid aplicada no Brasil. Era o início da mais ampla campanha de vacinação de nossa história.

Carlos Felipe Jaramillo - É uma continuação daquilo que vinha ocorrendo antes da pandemia e se torna mais claro agora, na fase final da crise sanitária. A maioria das economias não estava crescendo bem na América Latina. Se examinarmos o período de 2012 a 2019, bem antes da pandemia, a taxa de crescimento per capita média da região foi inferior a 0,5%, a mais baixa dentre todas as regiões.

Minha principal preocupação é que depois da pandemia voltemos a ter um período de baixa evolução. A chave para destravar o crescimento é bem conhecida e tem a ver com as reformas, para a economia atrair mais investimento do setor privado --que é a força motriz do crescimento.

A ideia de o setor privado conduzir a economia fica de alguma forma prejudicada neste momento de recuperação?

CFJ - Os EUA, por exemplo, estão implementando um enorme projeto de infraestrutura com recursos públicos. Acho que não fica prejudicada. EUA, China e Europa têm espaço fiscal para estímulos. Mas a América Latina não tem. Nenhum país da região tem envergadura para estimular sua economia por um longo período de tempo sem incorrer em graves problemas de dívida e sustentabilidade.

Brasil cai para a décima posição em ranking de preferência de investimentos de CEOs

  Brasil cai para a décima posição em ranking de preferência de investimentos de CEOs País chegou a ocupar a terceira posição em 2013, mas vem em queda livre desde então, segundo pesquisa anual feita pela consultoria PwCO Brasil despencou de importância na agenda das grandes empresas nos últimos dez anos. Se em 2013 o País ocupava a terceira posição entre os maiores mercados estratégicos para os CEOs globais, agora ele caiu para a décima posição neste ano, com apenas 5% dos entrevistados colocando-o como um dos seus mercados com maior potencial. No ano passado, o Brasil ocupava a oitava posição, mas foi ultrapassado por Canadá e Austrália em 2022.

O Brasil usou o espaço fiscal para gastar sobretudo com a população [na pandemia], algo admirável. Mas não é um padrão sustentável [continuar usando recursos na mesma proporção] para o país e os demais da América Latina.

O governo vem agindo para driblar a legislação fiscal em vigor, o que tem gerado preocupação no mercado. Falta apresentar um plano de equilíbrio entre a proteção aos pobres e uma política fiscal sustentável, algo defendido pelo Banco Mundial?

CFJ - Essa crise não tem precedentes, e, portanto, requer programas sem precedentes para aliviar os impactos sobre os mais pobres e vulneráveis. Desde que os gastos sejam focalizados para atender claramente essas populações, de um modo geral são gastos justificados.

O Brasil tem sido afetado fortemente pela inflação. Além do aumento dos juros, que outras medidas devem ser adotadas para combatê-la?

CFJ - Temos confiança no Banco Central, que tem bastante credibilidade. A única outra medida importante é levar o patamar fiscal para onde estava [antes da pandemia].

A meu ver, é correto gastar durante a crise com despesas anticíclicas, e o Brasil fez bastante desse estímulo para evitar uma crise pior. Mas, uma vez que a economia se recuperar, é necessário tirar esses estímulos e reconstruir espaço fiscal para a próxima crise.

Mulheres na liderança geram mais riqueza, diz CEO de empresa global de RH

  Mulheres na liderança geram mais riqueza, diz CEO de empresa global de RH Corinne Ripoche, que lidera a Adecco na América Latina, defende que abrir espaço para elas no topo traz ganhos para os negócios e influencia o PIB []Corinne Ripoche: Acho que há, sim. As mulheres precisam assumir suas qualidades. Acredito que autenticidade é uma delas. Geralmente temos líderes mulheres muito autênticas, capazes de sentir e ver o mundo de outra maneira. Em segundo lugar, são compassivas, empáticas, algo que é muito importante nas empresas hoje. E por fim temos o que eu chamo de QE, Quociente Emocional, que é a capacidade de ser resiliente, de lidar com as emoções. É uma inteligência emocional.

As análises do Banco Mundial se baseiam nas diretrizes do chamado Consenso de Washington, criado na década 1980 para estimular medidas liberais. A pandemia trouxe a necessidade de essa visão ser atualizada?

CFJ - Na minha opinião, o Consenso de Washington foi um exercício incompleto. Incluiu medidas básicas e muito válidas, como a sustentabilidade da dívida e a importância do setor privado, mas deixou de fora conceitos como inovação e produtividade.

Os países precisam investir em sistemas e processos para elevar produtividade e salários. Isso, por sua vez, exige capital humano robusto, inclusive com investimentos em universidade, ciência e tecnologia. E também empresas e investidores dispostos a investir em áreas da vanguarda do crescimento, como biotecnologia e inteligência artificial. Ao passo que a América Latina está muito concentrada na agropecuária e na mineração.

Essa mudança só pode ser alcançada por meio de investimentos em educação, certo? E, mais do que dinheiro, demanda uma transformação no sistema educacional...

CFJ - Sim. Investimentos em educação, ciência e tecnologia. A América Latina está defasada na qualidade da educação e no capital humano. Precisamos atrair investimentos para áreas mais sofisticadas. Pode ser na agricultura, mas tem de envolver aplicação de alta tecnologia. Pode ser mineração, mas envolver beneficiamento mineral. Pode ser serviços, mas precisa de um upgrade, um aprimoramento do processo. Para isso, você precisa de pessoas mais escolarizadas e instruídas em todos os níveis.

Do discurso à ação: 6 temas de sustentabilidade para acompanhar no mundo em 2022

  Do discurso à ação: 6 temas de sustentabilidade para acompanhar no mundo em 2022 Por Sadof Alexander em WRI Brasil - Neste momento sem precedentes que vivemos, é grande a incerteza sobre o futuro. A pandemia de Covid-19 não terminou, os efeitos das mudanças climáticas já são sentidos em todos os lugares e muitas pessoas pelo mundo seguem sofrendo com a desigualdade. E isso é apenas o que acontece no cenário geral, sem contar como essas questões afetam umas às outras. Em um mundo em constante transformação, com histórias que surgem e evoluem diariamente, quais terão o maior impacto nas pessoas e no planeta? © Fornecido por eCycle O Stories to Watch, evento anual realizado pelo WRI, destaca essa importante questão.

A pandemia gerou um retrocesso nesse sentido, afetando diretamente o ensino. Quão mal estamos em relação ao resto do mundo?

CFJ - A América Latina foi a mais impactada entre todas as regiões em desenvolvimento, e os indicadores estão muito ruins por causa do fechamento das escolas, que durou muito. O Brasil perdeu o equivalente a 1,5 ano em educação. Isso precisa ser tratado rapidamente ou teremos uma geração com menos escolaridade do que a anterior, o que iria justamente na direção contrária do necessário.

Que políticas corretivas são necessárias?

CFJ - Isso demanda medidas para conectar escolas à internet de modo que elas tenham acesso a tecnologia de excelência e ter sistemas de alerta que monitorem os alunos de modo que aqueles sem avanço recebam uma atenção dedicada para evitar o abandono escolar. Precisamos melhorar a gestão das escolas em todos os níveis --municipal, estadual e federal.

A desigualdade de acesso à internet ficou evidente durante a pandemia, e o Banco Mundial defende a ampliação de seu uso. Como a expansão pode ser acompanhada por um melhor uso da tecnologia?

CFJ - Só metade da população da América Latina tem acesso à internet, o que foi uma tragédia durante a pandemia. Aqueles que tinham acesso podiam trabalhar por meio do computador, prover educação para seus filhos, acessar serviços financeiros e até usar telemedicina. Mas a outra metade não dispunha disso. É fundamental que todos tenham acesso à internet e que desenvolvam competências digitais para ter oportunidades e empregos de melhor qualidade.

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  Atacante Henrique Almeida fala sobre retomada da carreira no América-MG O jogador, com passagens por vários clubes brasileiros, fala como será defender o Coelho na temporada 2022Henrique Almeida falou de como recebeu a oportunidade de atuar pelo América. O atleta também enalteceu o elenco americano e o que foi construído pelos jogadores nos dois últimos anos.

O Banco Mundial identificou que as crises costumam afetar o emprego na América Latina por vários anos, e por isso é preciso agir para impulsionar o mercado de trabalho. Como fazer isso neste momento?

CFJ - Estou preocupado com a natureza dos empregos, que tendem a ser mais informais. Precisamos estimular os países a melhorar regras trabalhistas de modo que as pessoas possam entrar na economia formal, o que significa facilitar a contratação. Porque parte do problema é que os países latino-americanos têm um processo caro, com muitas regras. Entendo que houve um bom movimento nesse sentido no Brasil, com simplificação de regras trabalhistas. Precisamos de mais disso.

Algumas pessoas podem afirmar que esse tipo de medida pode tirar direitos.

CFJ - Não. O tipo de reforma que estamos defendendo é para facilitar a contratação, não significa tirar direitos de ninguém. É dar o direito do emprego formal a quem não tem acesso a ele.

A instabilidade política tem dominado países da região, como Haiti e Guatemala. No Brasil, há uma tensão entre o presidente e o Supremo. Como isso afeta a economia na região e no Brasil em particular?

CFJ - Percebo haver uma maior polarização em toda a América Latina. Não sei ao certo quais as causas dessa rivalidade, mas é fato que há maior tensão política. Há preocupações sobretudo entre investidores do setor privado, preocupações essas que geralmente aumentam antes das eleições.

Em 2021, tivemos muita preocupação com Peru, Equador e Chile. Em 2022, teremos eleições no Brasil e na Colômbia. Pode haver muita incerteza. Esses períodos costumam ser dominados por muita tensão e tendem a afetar os níveis de investimentos até que as coisas desanuviem e fiquem mais claras. Faz parte de um padrão normal, mas que está exacerbado pela polarização.

No Brasil, há um nível de preocupação mais alto?

CFJ - Não acompanho muito a política [local], mas em todos os países há uma percepção de que há uma forte polarização.

“Ansiedade acabou”; estreante com a camisa do América-RN, Márcio Mossoró exalta realização de sonho .
Campeão da Copa do Brasil pelo Paulista de Jundiaí em 2005; campeão da Copa Libertadores pelo Internacional em 2006; uma carreira de 14 anos defendendo clubes da Arábia Saudita, Portugal e Turquia. Esse extenso currículo é de Márcio Mossoró, que, apesar dos feitos na carreira, ainda tinha um desejo antes de se aposentar: jogar onde nasceu, no Rio Grande do Norte. E o América foi o responsável por realizar o sonho do meia de 38 anos. Nesta quarta (26), Mossoró estreou com a camisa rubra, entrando no intervalo da partida contra o Força e Luz, com a missão de abrir o placar.

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