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Brasil: Brasil deve crescer 5% neste ano mas pode ter desaceleração forte em 2022, diz OCDE

Guedes diz que troca de presidente da Petrobras não é problema dele

  Guedes diz que troca de presidente da Petrobras não é problema dele PARIS, FRA (FOLHAPRESS) - O ministro Paulo Guedes (Economia) afirmou que a troca no comando da Petrobras não é um problema dele e que deseja boa sorte ao novo presidente da companhia. Guedes participou de entrevista coletiva à imprensa francesa e internacional nesta terça-feira (29), na Embaixada do Brasil em Paris, onde, meio contrariado, comentou a indicação de Adriano Pires para ser o novo presidente da Petrobras: "Não é problema meu". EmGuedes participou de entrevista coletiva à imprensa francesa e internacional nesta terça-feira (29), na Embaixada do Brasil em Paris, onde, meio contrariado, comentou a indicação de Adriano Pires para ser o novo presidente da Petrobras: "Não é problema meu".

A economia brasileira deverá crescer 5% em 2021, mas em 2022 há riscos de forte desaceleração e o PIB do país deve aumentar apenas 1,4%, segundo previsões da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) divulgadas nesta quarta-feira.

Alta da inflação, junto a incerteza quanto a controle fiscal pelo governo federal, fazem acelerar a alta da taxa de juros © Reuters Alta da inflação, junto a incerteza quanto a controle fiscal pelo governo federal, fazem acelerar a alta da taxa de juros

A expansão do PIB brasileiro deverá ficar pouco abaixo da média de crescimento da economia mundial neste ano, projetada em 5,6%, e poderá ser bem inferior à média global em 2022, estimada em 4,5%, de acordo com a organização.

Para CNI, PIB do Brasil deve crescer 1,2% em 2022

  Para CNI, PIB do Brasil deve crescer 1,2% em 2022 Entidade prevê queda da inflação e aumento do emprego e da massa de rendimento real. Investimentos na construção e em bens de capital deste ano vão influenciar produção nos próximos meses“A atividade econômica também deve se beneficiar da normalização da demanda por serviços prestados às famílias, que ainda está abaixo do nível pré-pandemia, e alguns setores industriais, principalmente aqueles ligados a investimentos, como a cadeia da construção civil e de bens de capital, as quais ainda devem ter o nível de produção impulsionado por pedidos e projetos provenientes de 2021”, explica Robson de Andrade.

A economia brasileira também deverá crescer menos em 2022 do que a de vários países da América Latina, como a Argentina (2,5%), Chile (2%), Colômbia (5,5%), Costa Rica (3,9%) e México (3,3%).

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Em seu estudo sobre perspectivas para a economia mundial, lançado nesta quarta e publicado semestralmente, a OCDE, com sede em Paris, afirma que a aceleração da campanha de vacinação no Brasil contribuiu para a retomada do crescimento neste ano.

A atividade econômica também foi sustentada pelos programas sociais, como o auxílio emergencial, encerrado em outubro, que contribuíram para manter o consumo, e pelo investimento privado. Além disso, o aumento dos preços das commodities durou mais do que o esperado, impulsionando as exportações.

O Brasil atrás das potências dinâmicas

  O Brasil atrás das potências dinâmicas OCDE mostra o País crescendo menos que a média mundial e, contra Bolsonaro, o valor econômico da atenção à saúdeCom avanço de 5%, o Brasil cresce menos que a economia mundial neste ano e assim continuará em 2022 e 2023, estima a Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). Segundo o ministro da Economia, Paulo Guedes, seu país está entre os líderes do crescimento global, depois de uma recuperação em V, mas esse prodígio é desconhecido no mercado e nas entidades multilaterais. O Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro crescerá 1,4% no próximo ano e 2,1% no seguinte, de acordo com as Perspectivas Econômicas da OCDE.

Por essas razões, a OCDE revisou para cima neste último estudo sua projeção de crescimento do PIB brasileiro neste ano, que era de 3,7% no relatório divulgado em maio, para 5% atualmente.

"Com o levantamento das restrições às atividades e o retorno à normalidade, a demanda interna acumulada pôde recuperar o atraso dos últimos meses", disse à BBC News Brasil Priscilla Fialho, economista especializada no Brasil do departamento de economia da OCDE.

Ao mesmo tempo, a OCDE alerta que o ritmo da recuperação da economia brasileira está desacelerando. A organização revisou para baixo sua estimativa de expansão do PIB do Brasil em 2022, que era de 2,5% e passou para apenas 1,4%, segundo o relatório divulgado nesta quarta.

"A revisão das projeções do PIB brasileiro para 2022 explica-se sobretudo pela desaceleração no final de 2021, que deverá persistir até meados do próximo ano, enquanto os gargalos nas cadeias de suprimentos da indústria se mantiverem, a inflação permanecer elevada e o Banco Central continuar o aperto monetário, com juros mais altos, como resposta à elevação dos preços", afirma Fialho.

Queda no PIB coloca Brasil nas últimas posições entre 38 países

  Queda no PIB coloca Brasil nas últimas posições entre 38 países Apenas outros quatro países ficaram no vermelho no terceiro trimestre de 2021, conforme os dados da OCDE.O resultado coloca o país em recessão técnica, observada quando o PIB acumula dois trimestres seguidos de queda, e posiciona o Brasil no fim da lista de países acompanhados pela Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).

Segundo ela, a recuperação da economia brasileira deverá voltar a acelerar progressivamente no segundo semestre de 2022, à medida que os gargalos na cadeia de suprimentos global desaparecerem. Também se prevê a recuperação do mercado de trabalho e a queda da inflação, decorrente das taxas de juros mais altas, que devem contribuir para melhorar o rendimento das famílias e sustentar a expansão do consumo interno.

Mas a OCDE ressalta que há "riscos importantes" de baixa para a previsão de 2022. Isso porque a crise hídrica pode durar mais tempo, o que leva ao aumento dos preços da energia, "resultando em inflação persistente e perspectivas de crescimento menores."

As incertezas políticas e o aumento do risco fiscal podem "minar a credibilidade" das regras fiscais, e resultar em inflação persistente e perspectivas de crescimento menor da economia brasileira no próximo ano, alerta o estudo da OCDE.

"Há muitas incertezas em relação a essas projeções. Não estamos, por exemplo, a salvo de uma nova crise sanitária e de novas restrições de mobilidade, como já se observa na Europa", afirma a economista da OCDE.

OCDE reduz projeção de crescimento do Brasil para 1,4% em 2022

  OCDE reduz projeção de crescimento do Brasil para 1,4% em 2022 Organização internacional também estima inflação e juros mais altosO percentual está abaixo das projeções do mercado financeiro, que indicam PIB (Produto Interno Bruto) com alta de 0,58% no próximo ano, segundo o Boletim Focus do BC (Banco Central).

OCDE prevê que inflação no Brasil será de 7,8% em 2021; mercado financeiro estima 10,15% © Getty Images OCDE prevê que inflação no Brasil será de 7,8% em 2021; mercado financeiro estima 10,15%

Um crescimento mais fraco do que o esperado na China - estimado em 8,1% neste ano e 5,1% em 2022 e 2023 - também pode prejudicar o desempenho das exportações brasileiras.

Fialho afirma que a maioria dos fatores que explicam a inflação são temporais, como o aumento dos preços da energia elétrica por conta da crise hídrica e a falta de suprimentos que elevam os preços dos bens industriais.

Inflação

A OCDE prevê que a taxa de inflação no Brasil será de 7,8% em 2021, estimativa menor do que a dos mercados, que é de 10,15%, segundo a última pesquisa Focus divulgada pelo Banco Central. Em 2022, a OCDE prevê que a inflação no Brasil será de 5,1%.

A organização afirma que as reformas fiscais também podem desempenhar um papel importante para conter as pressões inflacionárias. "Reforçar as regras fiscais aumentaria a confiança do mercado sobre o compromisso do governo de manter as finanças sustentáveis", diz o estudo.

Fialho ressalta que as incertezas em relação à política fiscal aumentam a percepção de risco nos mercados, o que afeta o câmbio e encarece as importações, o que também contribui para a inflação no Brasil.

"Por outro lado, as mudanças que afetem o teto de gastos e o quadro fiscal no Brasil podem também criar incertezas quanto à gestão das finanças públicas a longo prazo. Isso pode influenciar as expectativas de inflação, fazendo com que ela persista mais do que o esperado", diz a economista.

Brasil deve crescer 5% em 2021 e 1,4% em 2022, projeta OCDE

  Brasil deve crescer 5% em 2021 e 1,4% em 2022, projeta OCDE As estimativas da organização foram consideravelmente mais otimistas do que as da pesquisa semanal Focus, do Banco Central []“O ritmo da campanha de vacinação acelerou e a atividade econômica, sustentada pelo consumo e pelo investimento privados, retomou com a diminuição das restrições” relacionadas à pandemia de Covid-19, disse a OCDE em seu relatório de perspectivas econômicas. Além disso, “as exportações têm se beneficiado da recuperação global e de uma taxa de câmbio mais fraca”.

"Por isso, é importante haver alguma clareza sobre os planos fiscais a curto e longo prazos. É preciso reduzir as incertezas e aumentar a credibilidade das regras fiscais", completa.

A OCDE projeta ainda que a economia brasileira deverá crescer 2,1% em 2023 e recomenda maior eficiência nos gastos públicos brasileiros. "Isso criaria espaço para melhorar o equilíbrio fiscal e financiar as prioridades do governo", diz Fialho.

Segundo ela, o Brasil precisaria reduzir a rigidez orçamentária e revisar a vinculação de receitas, as metas de gastos obrigatórios e os mecanismos de indexação.

Desmatamento na Amazônia tem crescido desde o início do governo Jair Bolsonaro © Paulo Whitaker/Reuters Desmatamento na Amazônia tem crescido desde o início do governo Jair Bolsonaro

A organização também recomenda que o Brasil adote políticas que promovam atividades sustentáveis em relação ao meio ambiente, que aumentariam a resiliência contra os choques climáticos.

"As considerações ambientais devem ser integradas de forma sistemática às políticas públicas, incluindo o planejamento do uso da terra", diz o relatório, acrescentando que subsídios para atividades poluentes, como a produção de combustíveis fósseis e pesticidas, devem ser progressivamente reduzidos.

A OCDE afirma ainda que é necessário fortalecer as agências que monitoram o cumprimento das leis ambientais. O governo do presidente Jair Bolsonaro é criticado por ter promovido o desmonte dos órgãos de controle na área.

Desequilíbrio global

A OCDE afirma em seu estudo que a economia global continua se recuperando, mas ressalta que a retomada é desequilibrada. De acordo com a organização, existem diferenças marcantes entre os países, que se reflete nas condições de saúde, combinação de políticas e setores econômicos.

Brasil está “avançado” em processo de entrada na OCDE, diz Guedes

  Brasil está “avançado” em processo de entrada na OCDE, diz Guedes Ministro da Economia celebrou acordo para criação de novo sistema de preços de transferência para o Brasil. Segundo o Ministério da Economia, serve para integração às cadeias globais de valor e desenvolvimento. Eis a íntegra do documento (3 MB).“O Brasil está bastante avançado. São 5 ou 6 países que estão nessa fase final de acesso à OCDE, e o Brasil está bastante avançado. Estamos dando um passo decisivo hoje nesse mapa para o acesso”, disse. Formulário de cadastro Poder360 todos os dias no seu e-mail concordo com os termos da LGPD.

Há uma grande escassez de mão de obra em algumas atividades, embora o nível de emprego ainda não tenha se recuperado totalmente. Há também um "abismo persistente" entre a oferta e a demanda de alguns produtos, além dos custos mais altos de alimentos e energia, que levaram a um aumento de preços mais elevado e duradouro do que o previsto, afirma o estudo.

Para a organização, os governos têm de lidar com um equilíbrio difícil entre continuar dando apoio para enfrentar a crise da Covid-19 e, ao mesmo tempo, levar em conta as finanças públicas, os riscos de inflação e os desafios de longo prazo após a crise sanitária.

"Esses desequilíbrios criam incerteza e mais riscos negativos do que positivos", ressalta a OCDE, acrescentando que suas perspectivas encaram o futuro com "otimismo cauteloso".

O cenário projetado pela organização é o de que a recuperação global continue, que o mundo lide melhor com a pandemia e que as políticas monetárias e fiscais permaneçam favoráveis de modo geral em 2022.

Após um crescimento médio do PIB mundial de 5,6% neste ano e de 4,5% em 2022, a OCDE prevê aumento de 3,2% em 2023, o que representa uma leve desaceleração.

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Inflação anual na OCDE alcança nível mais alto em 32 anos .
Índice de preços foi de 7,7% em fevereiro, valor que não alcançava desde dezembro de 1990A inflação acelerou nos 38 países integrantes da organização nos últimos 12 meses. Em fevereiro de 2021, o índice registrava 1,7%. Eis a íntegra do relatório de inflação da OCDE (624 KB, em inglês).

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