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Meio Ambiente: Abricó-de-macaco e cambuci: novos conhecimentos sobre cultivo ajudam a preservar árvores da extinção

BYD lidera vendas de comerciais leves elétricos no Brasil em 2021

  BYD lidera vendas de comerciais leves elétricos no Brasil em 2021 Furgão elétrico eT3 superou o rival Renault Kangoo ZE e respondeu por mais de 50% das vendas do segmento Em expansão no Brasil, a BYD comemora a liderança nas vendas de veículos elétricos comerciais no país. A marca anuncia um aumento de 154% nos emplacamentos em comparação com 2020, impulsionado pelo seu furgão elétrico BYD eT3. © insideEvs.com Copyright BYD eT3 - furgão elétrico - destaque Segundo o comunicado da marca, o BYD eT3 viu suas vendas saltarem nos últimos dois anos.

Por Guilherme Gama em Jornal da USP -- Abricó-de-macaco e cambuci são espécies de árvores nativas que apresentam valor econômico e cultural, seja pela extração da madeira para fabricação de utensílios, pela confecção de doces ou pelo uso medicinal das plantas. Entretanto, por se tratarem de vegetais lenhosos, têm uma recuperação baixa e não acompanham o ritmo de consumo humano — o que as coloca em risco de extinção. Para entender sobre seus desenvolvimentos, pesquisadores da USP buscaram métodos de criação in vitro (em laboratório) para favorecer a proliferação de mudas.

  Abricó-de-macaco e cambuci: novos conhecimentos sobre cultivo ajudam a preservar árvores da extinção © Fornecido por eCycle

Abricó-de-macaco (Couroupita guianensis)

Abricó-de-macaco (Couroupita guianensis), também conhecido popularmente por castanha-de-macaco, cuia-de-macaco, macacarecuia, maracarecuia, amêndoa-dos-andes, amendoeira-dos-andes e coco-da-índia é uma espécie florestal de origem amazônica, de importância no uso medicinal e ornamental. A árvore, que mede de 8 a 15 metros, é lembrada pelos frutos redondos que parecem castanhas e pendem em cachos, e também pela flor exótica.

Decreto de Bolsonaro libera destruir caverna para construir empreendimento

  Decreto de Bolsonaro libera destruir caverna para construir empreendimento BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - O presidente Jair Bolsonaro (PL) assinou nesta quinta-feira (13) um decreto que autoriza a destruição de qualquer tipo de caverna para a construção de empreendimentos considerados de utilidade pública. A medida mantém as classificações de relevância das cavidades naturais em máxima, alta, média e baixa, mas revoga uma regra de 1990 que proibia que as cavernas com grau de relevância máximo sofressem impactos negativos irreversíveis. De acordo com o novo texto, elas poderão ser modificadas desde que haja autorização dos órgãos ambientais competentes e compensações ambientais por parte dos empreendedores.

Apesar de nativa da região Norte, ela se adaptou ao clima do Sudeste brasileiro, inclusive na Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq) da USP, em Piracicaba, onde os pesquisadores se interessaram em estudar a espécie. O estudo foi liderado pelo professor Paulo Hercílio Viegas Rodrigues, do Laboratório de Cultivo de Tecidos de Plantas Ornamentais (LCTPO), e publicado na plataforma SciELO.

Segundo Viegas, a espécie está em extinção na Índia, pela extração da casca das árvores para infusão. O chá de abricó-de-macaco tem propriedades anti-inflamatórias, mas o uso indiscriminado colocou em risco a espécie. Por se tratar de um vegetal lenhoso, tem lento crescimento e recuperação — diferente de herbáceas, como a bananeira, que têm o desenvolvimento mais acelerado.

'Ondas de calor e incêndios serão grande parte do nosso futuro', diz secretária de Calor de Atenas

  'Ondas de calor e incêndios serão grande parte do nosso futuro', diz secretária de Calor de Atenas SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Eleni Myrivili gosta do calor e dos dias ensolarados. Ao mesmo tempo, acha exaustivo ter que andar por ruas muito quentes, sem árvores, sem sombras. O trabalho de Myrivili é mais ou menos esse, deixar a cidade de Atenas mais fresca e agradável. Ela é a secretária de Calor da capital da Grécia, uma das primeiras pessoas no mundo, já impactado pelas mudanças climáticas, a ocupar um cargo como esse. Afinal, mesmo gostando de calor, tudo tem um limite.

Pensando nisso, o objetivo da pesquisa foi analisar a influência de diferentes espectros de luz na germinação das plantas, de modo a investigar seu crescimento. Foram colhidas sementes de frutos maduros 330 dias após a floração. Durante a coleta, os frutos foram abertos, e as sementes foram extraídas — no total, 48 foram selecionadas.

As mudas foram postas em meios de cultura, sem a adição de reguladores de crescimento. Esses meios foram expostos a quatro espectros de luz diferentes: a branca, a vermelha e a azul e uma combinação de 70% vermelha + 30% azul. Esses são espectros fotossinteticamente ativos, ou seja, são absorvíveis e usados pelos vegetais na fotossíntese. Em todos, houve 100% de germinação in vitro.

Os resultados mostraram que o espectro de luz vermelho favoreceu um maior desenvolvimento de raízes secundárias, o que privilegia a produção de mudas de qualidade maior in vitro, com mais chances de sobreviver às fases de germinação, e auxilia na proliferação da espécie. O efeito também pode ser útil no processo de enraizamento e aclimatização de mudas da planta. A pesquisa também busca utilizar estes conhecimentos para dar passos em direção ao entendimento da produção dos fitoquímicos responsáveis pelos indícios de propriedades medicinais.

Conservação do solo: o que é e importância

  Conservação do solo: o que é e importância A conservação do solo é um conjunto de práticas agrícolas que busca o manejo correto das terras cultiváveis, evitando a erosão. Seu objetivo é aproveitar ao máximo a terra por unidade de área plantada. Dessa maneira, evita-se a degradação física, química e biológica do solo. O solo é o recurso mais importante de um país, já que ele fornece os recursos necessários para alimentar suas populações. No entanto, diversas atividades antrópicas têm provocado erosão e contaminação do solo, gerando diversos prejuízos. Por isso, é importante que hajam políticas públicas que conservem esse recurso e planejem seu uso consciente e sustentável.

Cambuci (Campomanesia phaea)

O cambuci (Campomanesia phaea) é uma espécie natural da Mata Atlântica brasileira, conhecido pelo seu fruto usado desde a fabricação de bolos até sorvetes. Parente da pitanga, a fruta é ácida e azeda e tem alto valor econômico e cultural, mas o maior interesse na espécie está no uso da madeira da árvore, que mede de 3 a 5 metros de altura, como matéria-prima de ferramentas e utensílios básicos. Essa exploração, o desmatamento ligado à expansão urbana e a baixa taxa de propagação são responsáveis pelo risco de extinção da espécie — que está na lista vermelha da União Internacional Para a Conservação da Natureza e dos Recursos Naturais (IUCN) de 2020.

“A importância imediata da pesquisa é a saída do cambuci da lista vermelha e esperamos, assim, ajudar a aprimorar a técnica para atender futuras demandas de mudas dessa espécie”, afirma o pesquisador.

Além do valor econômico e cultural, os frutos da espécie possuem propriedades nutracêuticas e medicinais. Para estudar as técnicas de cultura de tecidos vegetais na propagação da planta, os cientistas germinaram sementes in vitro usando diferentes meios, buscando métodos mais eficientes que os tradicionais para obtenção de boas mudas. “Adicionamos mais uma variável que foi o pH do meio de cultivo. Essa variável nos possibilitou entender aspectos culturais importantes do cambuci e que nos levou ao sucesso da obtenção do protocolo de propagação in vitro”, afirma Viegas.

O artigo intitulado Propagação in vitro de cambuci (Campomanesia phaea): uma fruta exótica e planta ornamental ameaçada de extinção da Mata Atlântica brasileira, que descreve o estudo, foi publicado dia 7 deste mês, na plataforma Springer.

Os dados mostraram que a espécie necessita de uma concentração reduzida de sais e pH ácido para seu desenvolvimento e as plantas com raízes regeneradas apresentaram uma taxa de sobrevivência de 94,4% após a aclimatação. “É muito difícil trabalhar com culturas ‘novas’. A descoberta do uso do pH de 4.5 no meio de cultivo foi fundamental para desenvolver o protocolo e termos mudas in vitro aptas ao plantio”, completa.

SP tem focos de mata atlântica com fauna e flora ameaçadas .
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A fauna paulistana contabiliza 1.306 espécies, entre aves, mamíferos, peixes, répteis, anfíbios, moluscos e artrópodes, de acordo com o último inventário da Divisão da Fauna Silvestre do município, de 2021. Desse total, 236 são endêmicas da mata atlântica, isto é, ocorrem exclusivamente nesse bioma, e lutam pela sobrevivência nos fragmentos de vegetação nativa remanescentes na cidade. A maior parte dessas espécies é composta por aves. São 497 no total, sendo que 128 são endêmicas. "A cidade de São Paulo tem, de fato, uma diversidade assombrosa de aves", afirma o ornitólogo Luís Fábio Silveira, professor do Museu de Zoologia da USP.

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