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Meio Ambiente: SP tem focos de mata atlântica com fauna e flora ameaçadas

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A fauna paulistana contabiliza 1.306 espécies, entre aves, mamíferos, peixes, répteis, anfíbios, moluscos e artrópodes, de acordo com o último inventário da Divisão da Fauna Silvestre do município, de 2021.

Desse total, 236 são endêmicas da mata atlântica, isto é, ocorrem exclusivamente nesse bioma, e lutam pela sobrevivência nos fragmentos de vegetação nativa remanescentes na cidade.

A maior parte dessas espécies é composta por aves. São 497 no total, sendo que 128 são endêmicas.

"A cidade de São Paulo tem, de fato, uma diversidade assombrosa de aves", afirma o ornitólogo Luís Fábio Silveira, professor do Museu de Zoologia da USP.

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"Isso acontece principalmente porque, em toda a região periférica da cidade, contornando o espaço urbanizado, temos áreas com mata nativa ainda preservada, como o Parque Estadual da Serra da Cantareira, na zona norte, e as regiões de Parelheiros, da represa de Guarapiranga e represa Billings e da unidade de conservação de Curucutu, na zona sul", diz.

Além das áreas conservadas nas bordas da cidade, o município abriga 113 parques urbanos. "Esses parques no meio da cidade, por outro lado, têm importância de ser ponto de passagem para muitas dessas aves", explica Silveira.

É o caso, por exemplo, da araponga (Oxyruncus cristatus), que costuma ser avistada pelo menos uma vez ao ano no parque Ibirapuera, mas é endêmica da mata atlântica.

"É um animal bem crítico para preservação, que precisa de uma área florestada para viver. Quando surge no meio da cidade, é um indicativo de que aquele fragmento está bem conservado", diz a bióloga Leticia Bolian Zimback, coordenadora de projetos na Divisão de Fauna da Secretaria Municipal do Verde e do Meio Ambiente.

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Embora a mata atlântica corresponda a praticamente um terço do território do município de São Paulo, a área de cobertura vegetal da cidade teve seu tamanho reduzido nas duas últimas décadas. De acordo com mapeamento digital realizado pela Secretaria do Verde, caiu de 760,14 km2, em 2002, para 735,99 km2 em 2020, o que equivale a 48,2% da área do município.

A vegetação nativa inclui fragmentos de mata primária e secundária e também áreas de mata de várzea e brejo, entre outras. A maior parte (56,34%) da cobertura vegetal, contudo, é de bosques, jardins, praças e parques com espécies exóticas, onde há pouco ou nenhum respiro para a fauna local.

A taxa de cobertura vegetal por habitante no município é, em média, de 62,88 m2 por pessoa. No recorte por região, porém, aparecem números bastante desiguais -em Parelheiros, que é um bairro pouco povoado, a taxa de cobertura vegetal é de 1.996,19 m2 por habitante, enquanto em Sapopemba, a região menos florestada da cidade, essa taxa é de apenas 5,22 m2 por habitante.

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Com a fragmentação da mata, as espécies nativas ficam isoladas e são, assim, ameaçadas. O avanço da especulação imobiliária, bem como o desmatamento, também colocam em risco a fauna e a flora endêmicas.

"Sem dúvida, o grande problema hoje é a especulação imobiliária na cidade, não só do ponto de vista legal, mas também da grilagem e da invasão ilegal de terras, e os animais são sensíveis a isso", afirma Silveira.

Um dos fragmentos de mata localizados na região central de São Paulo é o parque Trianon, na avenida Paulista. Lá estão preservadas espécies nativas ameaçadas de extinção, como o palmito-jussara (Euterpe edulis), o cedro (Cedrela fissilis) e o pau-brasil (Paubrasilia echinata).

Foi no Trianon que biólogos encontraram, em 2013, uma população de rãzinha-piadeira (Adenomera marmorata), espécie endêmica da mata atlântica. Recentemente, foi descrita uma nova espécie de anfíbio na cidade, o sapinho da neblina (Brachycephalus ibitinga), com registro único no Parque Natural Municipal Varginha, também na zona sul.

Há, ainda, o registro de pelo menos seis espécies distintas de primatas na cidade. Os bugios (Allouatta guariba), por exemplo, podem ser vistos com frequência na região da serra da Cantareira e do Horto Florestal, na zona norte.

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Quem passeia pela região do parque da Independência, no Ipiranga (zona sul), pode se deparar com o simpático sagui-de-tufo-branco (Callithrix jacchus). A espécie é da fauna brasileira, mas alóctone no município de São Paulo, isto é, não tem sua origem na cidade.

Já na região da Cratera da Colônia, em Parelheiros, foi registrado o sagui-da-serra-escuro (Callithrix aurita), espécie gravemente ameaçada de extinção, segundo a bióloga Leticia Zimback.

A Prefeitura de São Paulo, por meio da Secretaria do Verde e do Meio Ambiente, diz que pretende expandir as áreas verdes por meio da criação de novas unidades de conservação (UCs) e reservas particulares do patrimônio natural (RPPNs). A pasta informa que planeja, ainda, implementar o pagamento por serviços ambientais (PSA), mecanismo de compensação financeira voltado a cidadãos que mantenham ou recuperem ecossistemas em suas propriedades.

Além disso, a secretaria afirma que a derrubada de árvores pelo avanço imobiliário deve ser autorizada e compensada com espécies nativas no mesmo local do impacto.

A vegetação de São Paulo é dividida em 15 categorias: mata nativa primária e secundária em estágio avançado (1); mata nativa secundária em estágio médio (2); mata nativa secundária em estágio inicial (3); mata de altitude (4); mata de várzea (5); campos de altitude (6); mata de brejo (7); plantas aquáticas flutuantes (8); bosques urbanos (9); vegetação urbana de reflorestamento (10); vegetação arbóreo-arbustiva ou arborescente (11); agricultura (12); praças, parques e canteiros centrais com indivíduos arbóreos (13); vegetação herbácea-arbustiva (14); e mista (15), com duas ou mais categorias.

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