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Meio Ambiente: Entenda a polêmica sobre método de queima de árvores mortas para reduzir carbono

Cinco ideias geniais e sustentáveis de árvore de Natal

  Cinco ideias geniais e sustentáveis de árvore de Natal Árvore de Natal é um dos grandes símbolos do dia do natal. Essas árvores costumam ser pinheiros enfeitados com pequenos ornamentos e luzes, que podem ser posicionadas dentro ou fora de casa. Apesar de serem comumente associadas ao cristianismo, as árvores de Natal têm um histórico bem mais antigo. Em várias culturas as árvores perenes eram usadas como formas de se proteger ou de celebrar a vida. Os antigos egípcios, chineses e hebreus costumavam usar as árvores como forma de simbolizar a vida eterna. Enquanto os pagãos europeus costumavam adorar as árvores perenes, uma característica que sobreviveu a sua conversão ao cristianismo.

Quando pensamos em métodos de redução de emissões de carbono, a queima de árvores parece ser inviável. Porém, alguns especialistas acreditam que essas árvores podem ajudar a reduzir o uso de carvão na produção de energia e, consequentemente, diminuir os níveis de carbono na atmosfera.

  Entenda a polêmica sobre método de queima de árvores mortas para reduzir carbono © Fornecido por eCycle

O método, como analisado por cientistas e especialistas, requer árvores específicas — aquelas que foram mortas por besouros. Esse tipo de besouro, da família Cerambycidae, também conhecido como besouro-do-pinho, é um tipo de praga nativa da América do Norte. O inseto é responsável pela devastação de extensas florestas de pinho nos Estados Unidos. É estimado que cerca de 100 mil árvores mortas por besouros caiam por dia no norte do Colorado e em Wyoming.

6 conclusões do relatório do IPCC de 2022 sobre mitigação das mudanças climáticas

  6 conclusões do relatório do IPCC de 2022 sobre mitigação das mudanças climáticas Por Clea Schumer, Sophie Boehm,, Taryn Fransen, Karl Hausker e Carrie Dellesky em WRI Brasil -- A cada fração de grau no aquecimento global, os impactos das mudanças climáticas se tornam mais intensos. No Sexto Relatório de Avaliação do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC), 278 cientistas de 65 países mostram que, para que tenhamos a chance de manter ao alcance o limite de 1,5°C estabelecido pelo Acordo de Paris, o mundo deve atingir o pico de emissões de gases do efeito estufa (GEE) dentro dos próximos três anos.

Essas árvores caídas aumentam o risco de incêndio florestal, que pode acabar com grandes ecossistemas.

Pensando em soluções para esse problema, cientistas começaram a estudar as árvores caídas como potencial matéria-prima substituta para a queima de carvão na produção de energia.

Especialistas afirmam que o método é mais vantajoso do que deixar as árvores nas florestas aumentando os riscos de incêndio, ou esperar por sua decomposição.

Funciona mesmo?

De acordo com especialistas, o carbono derivado das árvores mortas já está destinado ao meio ambiente de qualquer forma, seja por queimadas acidentais ou pela sua decomposição. Ou seja, usando essas árvores como biomassa, existe um reaproveitamento do material orgânico para ser convertido em energia.

Entenda o que é valoração ambiental

  Entenda o que é valoração ambiental A humanidade estava acostumada a utilizar os recursos naturais desenfreadamente até se dar conta de que eles são finitos. Em casos de crise de recursos naturais, os impactos são sentidos por todos, como é comum em períodos de seca. No Brasil, a estiagem cria uma deficiência energética, já que as hidrelétricas são a principal fonte de energia do país, causando perdas produtivas em empresas e cortes na distribuição de água para a população. HáHá diversos exemplos de como somos afetados pela natureza e provas de que ela não estará aqui para sempre nos prestando serviços ecossistêmicos se continuarmos com um modelo econômico inconsequente, por isso é necessário repensar o modo como empresas e pessoas lidam com os recursos naturais.

Porém, ainda assim existem algumas controvérsias cercando a pesquisa e sua eficácia.

Controvérsias

Alguns especialistas acreditam que o método não é eficaz na redução de carbono, uma vez que ainda libera CO2 na atmosfera por décadas — o tempo de crescimento de outras árvores que farão, eventualmente, sua absorção. Além disso, não há garantias de que essas árvores serão plantadas para neutralizar as emissões.

Alguns especialistas também defendem que, embora o reaproveitamento de madeira seja vantajoso, a decomposição das árvores seria mais eficaz na neutralização do carbono.

De acordo com Phil Duffy, presidente do Centro de Pesquisa Woods Hole dos Estados Unidos, o método de queima de árvores mortas para redução de carbono analisado pelos cientistas também deixou de avaliar alguns critérios envolvendo sua pegada ambiental, incluindo o transporte das árvores para instalações de produção de biomassa.

Não há consenso na comunidade científica sobre a eficácia do método. A pesquisa, afinal, continua no papel e não obteve resultados comprovando sua eficiência na redução de carbono.

Entretanto, a Califórnia aprovou um projeto de lei que favorece a queima de madeiras de áreas de risco de incêndio florestal para a produção de energia. Nessa instância, o projeto não foi defendido como neutralizador ou redutor de emissões de carbono, e sim uma solução para riscos de queimadas acidentais.

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Depois que uma rara águia de cauda branca foi encontrada morta por envenenamento no condado de Dorset, Inglaterra, dados do Wildlife Incident Investigation Scheme comprovaram que o número de aves de rapina mortas pela mesma causa aumentou de 2005 a 2019. Apenas no primeiro semestre de 2021, por exemplo, 25 animais foram assassinados nessas condições. – Lei anti-plástico reduz em 67% morte de animais marinhos por sufocamento no Quênia A principal substância encontrada no corpo das aves é o Brodifacoum, um anticoagulante potente que causa sangramento interno em quem o ingere até levar à morte.

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