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Mundo: Líbano: Um morto e oito feridos em manifestação em Beirute

Grande incêndio é deflagrado em refinaria no sul do Líbano

  Grande incêndio é deflagrado em refinaria no sul do Líbano Um enorme incêndio foi declarado nesta segunda-feira (11) no depósito de gasolina de uma instalação de petróleo de Zahrani, no sul do Líbano, um país que atravessa uma grave crise de combustíveis. As causas do incêndio ainda são desconhecidas. O Exército impediu o acesso ao setor, situado a cerca de 50 km do sul de Beirute. A principal rodovia que conecta a capital ao sul do país também foi bloqueada. As chamas formaram uma grande coluna de fumaça preta, de acordo com um fotógrafo da AFP no local. Os bombeiros enfrentam dificuldades para conter o fogo e evitar que ele se propague para os depósitos próximos.

Protesto contra o juiz que decidiu suspender investigação à explosão no porto de Beirute, em agosto de 2020, resultou esta quinta-feira (14.10) em violência armada, causando pelo menos uma vítima mortal e oito feridos.

Provided by Deutsche Welle © Hussein Malla/AP Photo/picture alliance Provided by Deutsche Welle

Uma manifestação contra o juiz que decidiu, na terça-feira (12.10), suspender a investigação à explosão no porto de Beirute, no Líbano, resultou esta quinta-feira em violência armada, causando pelo menos um morto e oito feridos.

A capital do Líbano tornou-se rapidamente num caos de ambulâncias e sirenes, depois de terem sido disparados tiros durante a manifestação, que se realizava junto ao Palácio da Justiça.

Investigação sobre explosão em Beirute é suspensa novamente

  Investigação sobre explosão em Beirute é suspensa novamente Investigação sobre explosão em Beirute é suspensa novamenteBEIRUTE (Reuters) - Uma investigação sobre a explosão catastrófica no porto de Beirute foi paralisada nesta terça-feira pela segunda vez em menos de três semanas, depois que dois políticos procurados para interrogatório apresentaram uma nova queixa contra o investigador principal, o juiz Tarek Bitar.

O protesto foi convocado pelo movimento xiita libanês Hezbollah, que, na quarta-feira, acusou os Estados Unidos de interferir na investigação sobre a explosão do ano passado no porto de Beirute, com o objetivo de o envolver e aos seus aliados.

Vidros partidos nas ruas de Beirute, com os soldados chamados a intervir após a violência armada no protesto. © MOHAMED AZAKIR/REUTERS Vidros partidos nas ruas de Beirute, com os soldados chamados a intervir após a violência armada no protesto.

A explosão, que aconteceu a 4 de agosto de 2020, foi causada pelo armazenamento sem segurança de uma enorme quantidade de nitrato de amónio e provocou 214 mortos, mais de 6.500 feridos e destruiu vários bairros de Beirute.

Apesar de ainda não haver certezas sobre como começou o tiroteio, um jornalista da agência de notícias Associated Press afirmou ter visto um homem começar a disparar uma pistola no meio do protesto, enquanto uma outra testemunha ocular referiu ter visto pessoas a disparar na direção dos manifestantes a partir da varanda de um prédio. A vítima foi morta com um tiro na cabeça e três dos oito feridos estão em estado crítico, segundo fonte hospitalar.

Inquérito sobre explosão em Beirute pode levar Líbano a nova crise

  Inquérito sobre explosão em Beirute pode levar Líbano a nova crise Inquérito sobre explosão em Beirute pode levar Líbano a nova criseBEIRUTE (Reuters) - A tensão crescente a respeito de um inquérito judicial sobre a explosão do ano passado no porto de Beirute ameaça lançar o Líbano em mais uma crise política, testando o novo governo do primeiro-ministro Najib Mikati no momento em que este luta para tirar o país de um colapso econômico.

Primeiro-ministro apela à calma

Apoiantes do Hezbollah em protesto. © JOSEPH EID/AFP Apoiantes do Hezbollah em protesto.

O primeiro-ministro, Najib Mikati, já pediu calma à população e, em comunicado, apelou às pessoas para que não se deixem "arrastar para conflitos civis". O protesto foi convocado para exigir o afastamento do juiz Tarek Bitar, o segundo magistrado a liderar a investigação à explosão no porto de Beirute e que tem enfrentado uma oposição muito forte por parte do Hezbollah e dos seus aliados, que o acusam de sujeitar a interrogatórios a maioria dos políticos aliados do Hezbollah. Nenhum dos dirigentes do Hezbollah foi acusado até agora numa investigação que já dura há 14 meses.

O confronto armado desta quinta-feira pode abalar o Governo do país, que iniciou funções há apenas um mês e que ainda nem começou a enfrentar a crise económica sem precedentes que o Líbano vive.

Uma reunião do Executivo foi cancelada na quarta-feira depois de o Hezbollah ter exigido uma ação governamental urgente contra o juiz e um dos ministros apoiados pelo movimento xiita ter ameaçado fazer, em conjunto com outros membros do Governo, uma greve caso Bitar não fosse afastado. A exigência foi esta quinta-feira recusada por um tribunal, pelo que o juiz poderá retomar a investigação, segundo avançou a agência de notícias francesa AFP citando fonte judicial.

por:content_author: Agência Lusa

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