TOP notícias

Mundo: Em Nova York, o bairro do SoHo sofre com a falta de turistas ricos

Imposto global aprovado pela OCDE favorece países ricos, diz grupo de Piketty

  Imposto global aprovado pela OCDE favorece países ricos, diz grupo de Piketty Tributo tinha por objetivo impedir a evasão fiscal por multinacionais. Grupo de economistas renomados diz que propósito foi desvirtuado e que acordo precisa ser revisto urgentemente.Ambos negam irregularidades, mas devem comparecer ao Congresso nas próximas semanas para prestar esclarecimentos sobre o assunto.

Nova York – No bairro chique do SoHo, mais de 40 lojas fecharam durante a pandemia. Mais de um quarto dos escritórios, que já estiveram entre os mais desejados e caros da cidade de Nova York, está vazio, a maior taxa de vacância em Manhattan. Os turistas internacionais que abasteciam a economia da área desapareceram há um ano e meio.

Uma loja vazia no bairro do SoHo, Manhattan, 22 de setembro de 2021. (James Estrin / The New York Times) © Distributed by The New York Times Licensing Group Uma loja vazia no bairro do SoHo, Manhattan, 22 de setembro de 2021. (James Estrin / The New York Times)

Talvez nenhum bairro da cidade americana mais atingida pela devastação financeira da pandemia tenha sido tão prejudicado quanto o pitoresco distrito de edifícios com ornamentos de ferro fundido, galerias de arte e butiques de designers, que fizeram dele um dos mais badalados do país.

Um dia no estúdio de Salehe Bembury

  Um dia no estúdio de Salehe Bembury Los Angeles – O estúdio de Salehe Bembury no centro de Los Angeles foi inundado pelos sons suaves do Tiny Desk Concert de Erykah Badu, que estava passando em seu computador. Uma chapa elétrica, pãezinhos havaianos, cebolas, carne moída e vários condimentos estavam dispostos em uma mesa dobrável de madeira no meio da sala. Bembury, que tem 35 anos e é designer de calçados, queria minha ajuda para fazer sanduíches de carne picada com queijo, o clássico controverso de Nova York. Os melhores são encontrados no Harlem ou no Bronx, mas Bembury está longe da lanchonete do seu bairro. "Descobri o sanduíche de carne picada com queijo há uns quatro anos.

À medida que Nova York sai das profundezas da queda livre econômica, vai registrando alguns marcos importantes. As aulas presenciais foram retomadas nas escolas da cidade, os teatros da Broadway reabriram e 300 mil trabalhadores municipais voltaram ao escritório pela primeira vez em 18 meses.

Mas, nas ruas de paralelepípedos do SoHo, as feridas econômicas ainda não cicatrizaram, um sinal de como Nova York é vulnerável a uma doença contagiosa que evidenciou uma economia urbana construída sobre interações presenciais em escritórios, restaurantes e lojas.

As calçadas estão vazias. As placas de "Aluga-se" são vistas em uma vitrine depois da outra. Os funcionários superam em muito os compradores na maioria das butiques, e muitas lojas reduziram suas horas, abrindo ao meio-dia em alguns casos e fechando mais cedo do que antes da pandemia. Os oito mil moradores do bairro não conseguem compensar a perda de turistas.

Cuba pretende oferecer sua vacina anticovid a turistas estrangeiros

  Cuba pretende oferecer sua vacina anticovid a turistas estrangeiros Cuba se prepara para abrir as portas ao turismo internacional em meados de novembro com a eliminação da quarentena obrigatória e com planos para oferecer suas vacinas contra a covid-19 aos viajantes, informou nesta terça-feira (19) o Ministério do Turismo da ilha. A indústria turística de Cuba, que é vital para a economia da ilha, colapsou desde que a pandemia de covid-19 começou. No primeiro semestre do ano passado, o país recebeu apenas 21,8% dos turistas em comparação com o mesmo período de 2020 (1.239.099 visitantes).

Chieh Huang, presidente-executivo da Boxed, varejista on-line, em seu escritório no bairro do SoHo, Manhattan, 22 de setembro de 2021. (James Estrin / The New York Times) © Distributed by The New York Times Licensing Group Chieh Huang, presidente-executivo da Boxed, varejista on-line, em seu escritório no bairro do SoHo, Manhattan, 22 de setembro de 2021. (James Estrin / The New York Times)

"A pandemia nos afetou de uma maneira ruim. O trânsito local não era suficiente para nos manter funcionando", disse Connie Gharibian, diretora financeira da Hudson Furniture, loja de móveis de alto nível que decidiu não renovar o contrato de locação de seu showroom na Wooster Street depois do início do lockdown em março de 2020.

Apenas alguns anos atrás, o SoHo era um dos distritos de varejo mais badalados do mundo, repleto de marcas de luxo como Chanel, Gucci, Louis Vuitton e Ralph Lauren, que pagavam alguns dos aluguéis mais altos do país. Os compradores gastaram US$ 3,1 bilhões no SoHo e no vizinho NoHo em 2016, de acordo com um relatório da HR&A Advisors, perdendo apenas para a Quinta Avenida no centro de Manhattan em receita total do varejo.

Brasileiro tem entrevista para visto dos EUA marcada para março de 2023

  Brasileiro tem entrevista para visto dos EUA marcada para março de 2023 Consulados continuam fechados, demanda vira bola de neve e tempo de espera chega a 1 ano e 5 mesesNo caso do consulado de São Paulo, as últimas vagas abertas –para dezembro de 2022– se esgotaram recentemente. Não foram disponibilizados novos calendários até 4ª feira (20.out.2021).

Os turistas invadiam as calçadas da Broadway e entravam e saíam de lojas como Dean & Deluca, Nike e Uniqlo. Os influenciadores de redes sociais entupiam as ruas estreitas, tirando fotos para postar no Instagram. Os compradores faziam fila à porta das lojas mais cedo às sextas-feiras, ansiosos para comprar itens em liquidação.

Quase da noite para o dia, os consumidores, notadamente os do exterior, desapareceram, provando que as lojas dependiam muito deles. "Sem turistas, tudo está morto por aqui", afirmou Carlos Garcia, gerente da Mystique Boutique, loja de roupas na Broadway que agora fecha às 19h, duas horas mais cedo que antes.

A partir de novembro, as restrições de viagem serão facilitadas para visitantes internacionais vacinados, mas, segundo autoridades municipais, pode levar até quatro anos para que o turismo volte aos níveis anteriores.

O SoHo já enfrentava desafios antes da pandemia, dado o declínio constante das lojas físicas. No entanto, os problemas pioraram em meio à recessão causada pela pandemia e pela explosão das compras on-line.

A trajetória de Léa Seydoux

  A trajetória de Léa Seydoux As histórias de "The French Dispatch", de Wes Anderson, se passam na cidade fictícia de Ennui-sur-Blasé. Léa Seydoux – que interpreta uma agente penitenciária que é modelo para um presidiário – acha o nome hilário. "É muito bom! É exatamente a imagem que os americanos têm dos franceses: eles são tão entediados", disse Seydoux com uma risada. Este ano tem sido tudo menos entediante para a atriz. O tão aguardado filme de Anderson segue o igualmente esperado "007 – Sem Tempo para Morrer", estrelado por Seydoux como Madeleine Swann, contracenando com o simpático Daniel Craig no papel de Bond.

Uma das maiores empresas imobiliárias de Nova York, a Vornado Realty Trust, vendeu recentemente duas propriedades no bairro e várias na Madison Avenue, com um prejuízo de US$ 7 milhões. Apenas um terço das vitrines estava ocupado, informou a empresa.

Ainda assim, proprietários de imóveis e líderes empresariais dizem que há motivo para otimismo. O tráfego a pé aumentou nos últimos meses, assim como o número de passageiros do metrô nas estações do SoHo. Novas lojas estão se instalando, incluindo a primeira da marca de artigos esportivos Wilson, e algumas startups estão alugando espaço de escritório, embora muitas vezes por menos dinheiro e por períodos mais curtos.

"Os aluguéis comerciais ficaram muito altos. Em alguns casos, estavam ocupando o espaço por razões de marketing, sabendo que não seriam lojas rentáveis. Esses dias acabaram", comentou Jeffrey Gural, presidente da GFP Real Estate, que possui vários edifícios no SoHo.

Antes das dificuldades atuais do bairro, muitos moradores e proprietários de empresas estavam presos em uma disputa amarga com a cidade por causa de uma proposta de rezoneamento que permitiria 3.200 novos apartamentos, incluindo centenas de unidades mais populares. A proposta despertou preocupações, comuns no SoHo há décadas, de que qualquer mudança atrapalharia o caráter de uma área que jovens artistas colocaram no mapa há meio século.

Problemas energéticos expõem a fraqueza estratégica da China

  Problemas energéticos expõem a fraqueza estratégica da China Pequim – Uma panificadora não consegue a energia necessária para todas as suas padarias. Uma empresa que fornece produtos químicos para algumas das maiores fábricas de tinta do mundo anunciou cortes na produção. Uma cidade portuária mudou as regras de racionamento de energia para fábricas quatro vezes em um dia. A falta de eletricidade na China está causando problemas em diversas fábricas e colocando em xeque a confiabilidade da indústria chinesa.

A mudança de zoneamento proposta pelo prefeito Bill de Blasio está sob revisão há meses, com um resultado incerto no Conselho da Cidade. Vários membros declararam que se opõem a ela e exigiram uma revisão, levantando dúvidas de que haverá uma votação antes do fim do mandato de De Blasio em dezembro.

Eric Adams, o candidato democrata a prefeito de Nova York, expressou seu apoio à mudança para enfrentar os desafios de moradia acessível da cidade, inclusive em bairros ricos de Manhattan. "Precisamos olhar para essas vacas sagradas como o SoHo", afirmou Adams em uma entrevista recente no "The Ezra Klein Show", podcast produzido pelo "The New York Times".

Gural disse que apoia o rezoneamento porque um fluxo de novos moradores poderia ajudar a salvar o distrito. "As pessoas que vivem no SoHo precisam reconhecer que a cidade está diferente e os artistas se mudaram."

Nenhum outro bairro de Manhattan viu seus escritórios se esvaziarem mais rapidamente depois que a pandemia começou. Os cerca de 25 por cento do espaço disponível para locação, segundo a empresa imobiliária Savills, são quase o triplo da taxa de vacância de antes da pandemia. Muitas empresas abandonaram seu espaço, porque decidiram fazer do trabalho remoto uma característica permanente mesmo depois da pandemia.

Como muitas empresas que optaram por um endereço no SoHo, a loja on-line Boxed foi atraída pelas ruas movimentadas, pelos lofts e pela arquitetura industrial. Os funcionários da empresa retornaram ao escritório em setembro, embora isso não fosse obrigatório. "É uma pena, porque logo antes da pandemia este era um bairro vibrante. Foi realmente uma época maravilhosa, e acabou indo na direção oposta", afirmou Chieh Huang, executivo-chefe da empresa.

E! divulga a lista completa de indicados ao People’s Choice Awards 2021; confira

  E! divulga a lista completa de indicados ao People’s Choice Awards 2021; confira O público já pode votar nos filmes, programas de TV e celebridades favoritas ao prêmio, que vai ao ar em 7 de dezembroQuer se manter informado, ter acesso a mais de 60 colunistas e reportagens exclusivas?Assine o Estadão aqui!

O pico de varejo provavelmente veio em fevereiro de 2014, quando a Prada renovou o aluguel de sua loja de quase mil metros quadrados na Broadway com a Prince Street por mais de US$ 1.000 por pé quadrado. Foi o primeiro aluguel de varejo ao sul do centro da cidade a chegar a esse valor.

Os preços caíram desde então. O preço atual das vitrines do SoHo é de US$ 274 por pé quadrado, menos que os US$ 350 de antes da pandemia, de acordo com a empresa de serviços imobiliários Cushman e Wakefield.

Cerca de 27 por cento do espaço de varejo do bairro estava disponível no fim de julho, segundo os dados mais recentes; o número era de 23 por cento no início do ano passado, informou a empresa. Marcas como Victoria's Secret, Frye e Missoni fecharam suas lojas.

Quando a Prada e a Louis Vuitton aqui se instalaram no fim dos anos 90 – a Prada com três lojas em 1999 –, Doug Cohen operava várias butiques na área fazia anos. Possuía 14 lojas no SoHo numa época em que o aluguel era relativamente barato. Ele contou que uma delas, entre as ruas Grand e Canal, custava US$ 5 mil por mês, antes de subir para US$ 40 mil mensais nos últimos anos. Ele a fechou durante a pandemia. "Os grandões chegam, e não podemos competir com eles. Ainda é um bairro agradável, mas está se transformando em um lugar como outro qualquer, com marcas e nenhuma loja local."

Cohen disse que, antes da pandemia, suas lojas lutavam para lucrar à medida que os aluguéis iam aumentando, a concorrência crescia e a ameaça das compras on-line se intensificava. Agora, tem apenas uma loja no SoHo, a Mystic Boutique. "O corona foi a cereja do bolo", lamentou.

c. 2021 The New York Times Company

Os 3 telhados de vidro de Bolsonaro no G20: economia, meio ambiente e pandemia .
Reunião do G20 acontecerá no sábado e domingo (30 e 31/10) em Roma, Itália, e terá presença do presidente brasileiro e de outros líderes mundiais.O evento com líderes dos países do G20 ocorrerá no sábado e domingo (30 e 31/10), após meses de debates e negociações com representantes das 20 principais economias do mundo em busca de consenso para medidas ligadas aos assuntos globais mais importantes de cada ano. Cabe aos líderes, ao fim, alinhar as posições comuns.

Ver também