TOP notícias

Mundo: Anistia Internacional fecha escritórios em Hong Kong

Em Hong Kong, um sindicato de jornalistas tenta resistir à pressão da China

  Em Hong Kong, um sindicato de jornalistas tenta resistir à pressão da China A nova Lei de Segurança Nacional significou o fim da linha para grande parte das organizações da sociedade civil da ilha. A Associação de Jornalistas de Hong Kong espera que vá conseguir evitar esse destinoQuer se manter informado, ter acesso a mais de 60 colunistas e reportagens exclusivas?Assine o Estadão aqui!

Organização afirma que a lei de segurança nacional imposta por Pequim a impede de trabalhar livremente na região semiautônoma. Mais de 35 grupos civis encerraram operações em Hong Kong por medo de represálias.

As duas representações da Anistia Internacional em Hong Kong serão fechadas até o fim de 2021 © TYRONE SIU/REUTERS As duas representações da Anistia Internacional em Hong Kong serão fechadas até o fim de 2021

A Anistia Internacional comunicou nesta segunda-feira (25/10) o fechamento de seus dois escritórios em Hong Kong até o fim de 2021, tornando-se assim a mais recente organização não governamental a encerrar operações na região semiautônoma em meio a repressão à dissidência política local.

Anistia Internacional vai fechar escritórios em Hong Kong

  Anistia Internacional vai fechar escritórios em Hong Kong ONG diz que lei de segurança nacional torna trabalho impossível    "Essa decisão, tomada com pesar, foi causada pela lei de segurança nacional de Hong Kong, que tornou impossível que organizações para os direitos humanos trabalhem livremente e sem temores de graves represálias por parte do governo", disse em nota a presidente do conselho da AI, Anjhula Mya Singh Bais.

O grupo defensor dos direitos humanos informou que seu escritório local em Hong Kong será fechado ainda em outubro, enquanto a representação regional, encarregada das tarefas de pesquisa e ativismo no leste e sudeste da Ásia e no Pacífico, será encerrada no fim do ano. O gerenciamento das operações regionais da Anistia Internacional será transferido para outros escritórios na região da Ásia-Pacífico.

"Esta decisão, tomada com o coração pesado, foi impulsionada pela lei de segurança nacional de Hong Kong, que tornou efetivamente impossível para as organizações de direitos humanos em Hong Kong trabalhar livremente e sem medo de sérias represálias do governo", declarou Anjhula Mya Singh Bais, presidente do conselho internacional da Anistia Internacional, em comunicado.

Hong Kong planeja reforço para idosos e vacinados com Coronavac

  Hong Kong planeja reforço para idosos e vacinados com Coronavac Hong Kong em breve começará a aplicar vacinas de reforço contra a Covid-19 em idosos, pessoas com maior risco de infecção e em indivíduos que receberam o imunizante da Sinovac BioTech, seguindo os passos de Singapura e China continental, que já estão avançadas na campanha da terceira dose. Most Read from BloombergA Deep Dive Into Squid Game's World of InequalityMeet Six People Fighting Water Scarcity Across the GlobeThe Terrifying Rise of Haunted TourismCan a New Mayor Fix Seattle’s Downtown?In Minneapolis Election, the Future of Policing Is at StakePessoas com mais de 60 anos, profissionais de saúde, bem como funcionários de aeroportos, hotéis

"Hong Kong tem sido uma base regional ideal para organizações internacionais da sociedade civil, mas a recente segmentação de grupos sindicais e de direitos humanos locais sinaliza uma intensificação da campanha das autoridades para livrar a cidade de todas as vozes dissidentes. É cada vez mais difícil para nós continuar operando num ambiente tão instável."

"O ambiente de repressão e incerteza perpétua criado pela lei de segurança nacional torna impossível saber quais atividades podem levar a sanções criminais", prosseguiu Bais. A intensificação da repressão em Hong Kong levou pelo menos 35 organizações a dissolverem suas operações na cidade.

Mais de 120 detenções sob a lei de segurança

Hong Kong implementou uma ampla lei de segurança nacional em 2020, após meses de grandes protestos antigovernamentais. A lei proíbe secessão, subversão do poder estatal, terrorismo e conluio estrangeiro para intervir nos assuntos da cidade. Mais de 120 cidadãos, muitos dos quais apoiadores do movimento pela democracia em Hong Kong, foram presos sob essa lei, desde então.

Tecnologia ampara alta das ações asiáticas apesar de ruídos na China

  Tecnologia ampara alta das ações asiáticas apesar de ruídos na China Tecnologia ampara alta das ações asiáticas apesar de ruídos na ChinaHONG KONG (Reuters) - As ações asiáticas tiveram alta nesta terça-feira, lideradas por nomes de tecnologia em toda a região e com os mercados chineses recuperando terreno perdido após dados econômicos decepcionantes.

A maioria dos proeminentes ativistas pró-democracia de Hong Kong está atrás das grades por ter participado de assembleias e eventos não autorizados, e dezenas de organizações políticas e sindicatos cessaram suas operações devido às apreensões com a segurança de seus membros em face da nova lei de segurança nacional.

Os críticos em Hong Kong afirmam que a nova lei de segurança nacional representa uma erosão das liberdades – como as de expressão e reunião – que foram prometidas à cidade por 50 anos, quando a ex-colônia britânica foi devolvida à China em 1997.

Autoridades de Hong Kong e da China afirmam que a lei de segurança nacional garante os direitos individuais e justifica a nova legislação com a necessidade de restaurar a estabilidade após os protestos de massa em 2019, em que milhões de manifestantes foram às ruas durante meses.

Os manifestantes e ativistas há muito pedem que os lideres de Pequim cumpram a promessa constitucional de conceder a Hong Kong amplas liberdades e uma eventual democracia plena, sob o acordo "um país, dois sistemas".

Desde a implementação da lei de segurança nacional, no entanto, a outrora ativa sociedade civil de Hong Kong tem sido reprimida. "A definição ampla e vagamente formulada de 'segurança nacional' foi usada arbitrariamente como um pretexto para restringir os direitos humanos", finalizou o comunicado da Anistia Internacional.

pv/av (AP,Reuters)

Ações do Alibaba sobem após viagem de Jack Ma à Espanha .
As ações da gigante do comércio eletrônico chinês Alibaba subiram mais de 6% nesta quarta-feira (20), depois que a imprensa divulgou a viagem de Jack Ma, fundador da empresa, à Espanha. O bilionário manteve-se discreto no último ano, após receber críticas do regulador chinês. As autoridades suspenderam o IPO em Hong Kong do Ant Group e o Alibaba foi multado em 2,3 bilhões de euros (US $ 2,68 bilhões) por abuso de posição dominante. Desde então, Jack Ma praticamente não fez nenhuma intervenção pública.De acordo com o jornal South China Morning Post (SCMP) de Hong Kong, de propriedade do Alibaba, Jack Ma está atualmente na Espanha para uma viagem de negócios.

Ver também