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Mundo: 'Facebook Papers' vêm à tona antes de relatório sobre resultados da plataforma

Relatório da CPI expõe "estratégia macabra" de Bolsonaro na pandemia

  Relatório da CPI expõe Documento descreve que ações criminosas e omissões do governo federal contribuíram decisivamente para o desastre que tirou mais de 600 mil vidas, e que autoridades "assentiram com a morte de brasileiros" na pandemia.Após quase seis meses de trabalho, a CPI da Pandemia foi palco nesta quarta-feira (20/10) da leitura do relatório final produzido pelo senador Renan Calheiros.

O Facebook foi alvo nesta segunda-feira (25) de artigos contundentes de pelo menos uma dúzia de veículos de comunicação americanos baseados em documentos internos, horas antes da publicação prevista do relatório dos resultados da empresa.

Novos vazamentos atingem o Facebook, empresa comandada por Mark Zuckerberg (foto) © MANDEL NGAN Novos vazamentos atingem o Facebook, empresa comandada por Mark Zuckerberg (foto)

A gigante das redes sociais enfrenta uma enxurrada de críticas desde que sua ex-funcionária, Frances Haugen, vazou estudos internos que mostram que a empresa conhecia o dano potencial que seus sites provocam, o que levou os legisladores americanos a voltarem a fazer pressão por sua regulação.

CPI da Covid tem reta final com feridas abertas, acordo rompido e divergências em relatório

  CPI da Covid tem reta final com feridas abertas, acordo rompido e divergências em relatório CPI da Covid tem reta final com feridas abertas, acordo rompido e divergências em relatórioA atuação de bombeiros e acordos para promover ajustes no relatório ajudaram a contornar momentaneamente o problema. O clima de tensão e disputas, no entanto, seguem nos bastidores, inclusive com a ameaça de defecções na votação do documento final da comissão, nesta terça-feira (26).

As informações desta segunda-feira culpam o CEO do Facebook, Mark Zuckerberg, pela plataforma se submeter aos censores estatais do Vietnã, permitir que o discurso de ódio aumente em nível internacional, devido a deficiências linguísticas, e saber que seu algoritmo alimenta a polarização tóxica online.

"Os 'Facebook Papers' são tão condenáveis, tão inquietantes, tão repugnantes, e deveriam levar a uma rápida ação em nível federal", tuitou a professora de direito da Universidade de Fordham Zephyr Teachout, referindo-se ao apelo gerado pelo vazamento de informações da empresa.

Organizações jornalísticas como os jornais The New York Times, The Washington Post e Wired estão entre as que tiveram acesso ao conjunto de documentos internos do Facebook que Haugen vazou originalmente às autoridades americanas e que serviram de base para uma série de artigos duros do jornal The Wall Street Journal.

Facebook Papers: documentos mostram como Zuckerberg escolheu o crescimento a qualquer custo

  Facebook Papers: documentos mostram como Zuckerberg escolheu o crescimento a qualquer custo Consórcio de veículos jornalísticos americanos divulga pesquisas internas que mostram negligência da rede social com a segurança de usuáriosQuer se manter informado, ter acesso a mais de 60 colunistas e reportagens exclusivas?Assine o Estadão aqui!

O Facebook qualificou a informação como uma publicação parcial de seus estudos internos, cujo objetivo seria criar uma impressão negativa sobre a rede social, usada por bilhões de pessoas.

A empresa tem previsto divulgar nesta segunda-feira seus lucros trimestrais, que dispararam durante a pandemia devido ao uso maciço de ferramentas online pelas pessoas, que buscavam se proteger do vírus em casa.

Haugen, que depõe perante os legisladores britânicos nesta segunda-feira, disse em várias ocasiões que a empresa antepõe seu contínuo crescimento e, portanto, o lucro, ao bem-estar e à segurança dos usuários.

- Nos bastidores -

O Facebook já foi sacudido por grandes crises, mas as revelações sobre o que ocorre nos bastidores da empresa alimentaram um frenesi de artigos mordazes e um novo impulso aos legisladores americanos para adotar medidas sobre a regulação das redes sociais.

Facebook prioriza Brasil, EUA e Índia para fazer moderação de posts

  Facebook prioriza Brasil, EUA e Índia para fazer moderação de posts Documentos vazados na Facebook Papers mostram que apenas 30 países têm algum tipo de moderaçãoA revelação está em uma série de documentos vazados pela ex-funcionária e denunciante do Facebook, Frances Haugen. O material deu origem à série de reportagens Facebook Papers. Leia tudo o que já foi publicado aqui.

O artigo do The Washington Post, publicado nesta segunda-feira, afirmava que Zuckerberg tinha assinado pessoalmente uma iniciativa do governo autoritário do Vietnã para limitar a difusão das chamadas publicações "antiestatais".

O site Politico qualificou os documentos de um "tesouro para a luta antimonopólio de Washington" contra a plataforma, revelando conversas internas dos funcionários sobre o domínio global do Facebook.

Os críticos da rede social se lançaram na semana passada sobre um relatório segundo o qual a rede social planeja mudar de nome, argumentando que poderia estar tentando se desviar dos recentes escândalos e controvérsias.

Segundo informação do site The Verge, que o Facebook se negou a confirmar, a companhia pretendia mostrar sua ambição de ser algo mais do que uma plataforma de redes sociais.

Apesar das muitas polêmicas que o Facebook tem enfrentado, as autoridades dos Estados Unidos não criaram uma nova e substancial legislação para regular as redes sociais.

A companhia se recuperou de outros escândalos, como o da Cambridge Analytica, uma consultoria britânica que usou dados pessoais de milhões de usuários do Facebook para direcionar anúncios políticos.

Neste caso, Zuckerberg foi a Washington se desculpar e a empresa fez um acordo com os reguladores americanos pagar 5 bilhões de dólares.

jm/st/yo/lda/mvv

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O anúncio do plano de gastos de Joe Biden também foi destaque na semanaAssista (1min44s):

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