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Mundo: Em Roma, dirigentes do G20 aprovam reforma da tributação de multinacionais

Biden deve aproveitar ausência de Xi e Putin para reforçar imagem no G20

  Biden deve aproveitar ausência de Xi e Putin para reforçar imagem no G20 ROMA, ITÁLIA (FOLHAPRESS) - Não falta contradição nas prioridades da pauta que será discutida em Roma pelos líderes das 19 maiores economias do mundo mais a União Europeia, o chamado G20. A crise do clima e o custo da energia são dois desses temas que tracionam o cabo em direções opostas. EUA, China, Índia e Rússia estão sendo convocados a cortar mais rapidamente suas emissões de gases poluentes para impedir uma catástrofe ambiental. Com o mesmo argumento, países europeus defendem o fim do subsídio para combustíveis fósseis.

Os chefes de Estado e governo do G20, reunidos neste sábado (30) em Roma, aprovaram a histórica reforma da taxação das multinacionais. Segundo os Estados Unidos, o objetivo é impor uma tributação de no mínimo 15% e acabar com os paraísos fiscais.

  Em Roma, dirigentes do G20 aprovam reforma da tributação de multinacionais © REUTERS - YARA NARDI

"Hoje, todos os chefes de Estado do G20 aprovaram um acordo histórico sobre as novas regras fiscais internacionais, incluindo uma taxa mundial mínima", afirmou a secretária americana do Tesouro, Janet Yellen, no Twitter. É mais que um simples acordo fiscal, é a diplomacia que redesenha nossa economia mundial e a coloca a serviço de nossa população", completou o presidente Joe Biden.

G20: Crise climática e Covid-19 lideram agenda da cúpula em Roma

  G20: Crise climática e Covid-19 lideram agenda da cúpula em Roma Líderes mundiais estão reunidos em Roma este fim-de-semana para a cimeira do G20. Espera-se que os esforços para enfrentar as alterações climáticas e os efeitos da Covid-19 na economia global dominem discussões. © Pavel Bednyakov/SNA/imago images Líderes globais e representantes de diversos meios de comunicação do mundo chegam a Roma para a cimeira do G20. A segurança tem sido reforçada. O grupo do G20 - as 20 maiores economias mundiais e emergentes - inicia uma cimeira de dois dias em Roma a partir deste sábado (30.

A reforma, que foi negociada entre 136 países sob a mediação da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), prevê a criação, até 2023, de um imposto mundial de ao menos 15% para as empresas de mais de € 750 milhões em volume de negócios. Também planeja a redistribuição de 20% a 30% dos lucros excedentes das cem maiores e mais rentáveis multinacionais em benefício dos países onde elas rentabilizam sem ter se implantado.

Entre as empresas na mira dos países do G20 estão Google, Apple, Facebook e Amazon, campeãs de lucros e da optimização fiscal. O imposto mínimo mundial deve gerar € 150 bilhões por ano aos cofres dos 136 Estados que representam 90% do Produto Interno Bruto (PIB) mundial. Segundo várias fontes próximas das negociações entre os líderes em Roma, a reforma será formalmente anunciada no comunicado final da cúpula do G20 no domingo (31).

Bolsonaro destaca vacinação e “apoio popular muito grande” ao vender seu Governo no G20

  Bolsonaro destaca vacinação e “apoio popular muito grande” ao vender seu Governo no G20 Enquanto segue semeando dúvidas sobre os imunizantes contra a covid-19 no Brasil, presidente celebra número de vacinados no país, diz que a Petrobras é “problema” e critica mercado “nervosinho”No discurso, Bolsonaro disse que ”o Brasil se comprometeu com um programa extensivo e eficiente de vacinação, em paralelo a uma agenda de auxílio emergencial e preservação do emprego para a proteção dos mais vulneráveis”.

Mudanças climáticas e pandemia

O primeiro dia da cúpula do G20 foi marcado pela divulgação do rascunho da declaração comum que deve ser oficializada no domingo, segundo e último dia do encontro. "Continuamos comprometidos com o objetivo determinado no Acordo de Paris, que visa manter o aumento da temperatura média mundial abaixo de 2ºC e manter os esforços para limitá-lo a 1,5ºC acima dos níveis pré-industriais", indica o texto.

No documento, os dirigentes também reconhecem a importância de interromper as emissões de CO2 até 2050, mas muitos líderes dos países mais poluidores do planeta ainda não assumiram esse compromisso. Para isso, os responsáveis "se engajam a fazer o possível para interromper a construção de novas estruturas de produção elétrica que utilizam o carbono a partir de 2030".

Como também era previsto, a pandemia de Covid-19 dominou as discussões. Os presidentes chinês, Xi Jinping, e russo, Vladimir Putin, defenderam o reconhecimento mútuo das diferentes vacinas disponíveis contra o coronavírus, principalmente entre os países membros do grupo das 20 principais economias mundiais. Nenhum dos dois viajou a Roma para o evento, mas seus discursos foram transmitidos por videoconferência.

Clima, pandemia e imposto global dominam agenda da cúpula do G20

  Clima, pandemia e imposto global dominam agenda da cúpula do G20 Líderes das maiores economias do mundo se reúnem em Roma, no primeiro encontro presencial desde o início da pandemia. Em conversa com líder turco, Bolsonaro mente sobre situação da economia e sua popularidade. © Gregorio Borgia/AP/picture alliance Líderes do G20 ao lado de agentes de serviços de sáude, durante uma homenagem aos trabalhadores que lidaram com a pandemia Os líderes das 20 maiores economias do planeta iniciaram neste sábado (30/10), em Roma, sua primeira cúpula presencial desde o início da pandemia.

"Apesar das decisões do G20, nem todos os países que precisam têm acesso às vacinas", declarou Putin. Segundo ele, isso se deve "entre outras coisas, à concorrência desleal, ao protecionismo" e ao fato de que "alguns Estados, principalmente os do G20, não estão dispostos a reconhecer mutuamente vacinas e certificados de vacinação", lamentou.

De Pequim, o presidente Xi Jinping também pediu "reconhecimento mútuo das vacinas", de acordo com suas declarações transmitidas pela televisão estatal CCTV.

Depois que foram homologadas pela Organização Mundial da Saúde (OMS) para uso emergencial, as vacinas chinesas Sinopharm e Sinovac são utilizadas em dezenas de países e territórios, incluindo vários países da América Latina, África e Ásia. No entanto, nem os Estados Unidos nem a Agência Europeia de Medicamentos aprovaram os imunizantes chineses ou russos.

Bolsonaro pede mais empenho na produção de vacinas

O presidente brasileiro, Jair Bolsonaro, chegou na sexta-feira (29) em Roma. Em seu discurso na cúpula, que não foi transmitido pela TV oficial do governo, ele fez um apelo por "esforços adicionais" na produção de vacinas contra a Covid-19. A transcrição de sua fala foi divulgada por sua assessoria.

Cúpula do G20: Draghi evita apertar a mão de Bolsonaro e intriga imprensa italiana

  Cúpula do G20: Draghi evita apertar a mão de Bolsonaro e intriga imprensa italiana Na cerimônia de abertura do G20 neste sábado (30), em Roma, o primeiro-ministro italiano, Mario Draghi, cumprimentou muitos chefes de Estado e de governo com um aperto de mão. Porém o anfitrião evitou o presidente Jair Bolsonaro. O distanciamento entre os dois líderes chamou a atenção da imprensa italiana, que destacou que o dirigente brasileiro afirmou categoricamente que “não vai se vacinar contra a Covid-19”. Gina Marques, correspondente da RFI em RomaOs jornais italianos também se surpreenderam com o aperto de mão nada óbvio entre o presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan e Draghi. Em abril, o premiê definiu o líder turco como "um ditador".

"Para o Brasil, os esforços do G20 deveriam concentrar-se no combate à atual pandemia, que continua a assolar muitos países. Entendemos, portanto, caber ao G20 esforços adicionais pela produção de vacinas, medicamentos e tratamentos nos países em desenvolvimento", diz o texto.

Apesar do apelo, o presidente não se vacinou contra a Covid-19. O relatório da CPI da Covid, elaborado pelo Senado do Brasil, sugere que Bolsonaro seja indiciado sobre diversos crimes relativos à sua gestão da epidemia no Brasil, entre eles, crime contra a humanidade.

Neste sábado, Bolsonaro postou diversos vídeos nas redes sociais em que aparece ao lado de alguns líderes na cúpula do G20, entre eles, os primeiros-ministros britânico, Boris Johnson, e indiano, Narendra Modi. Em conversa com o presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, o chefe de Estado brasileiro declarou que "a Petrobras é um problema". Também afirmou que a economia brasileira vai bem e criticou a imprensa do país, de quem diz que sofre ataques.

Na sexta-feira, Bolsonaro passou parte do dia degustando iguarias perto do Panteão e posando na Fontana de Trevi, em um passeio que postou no Twitter com o hino italiano ao fundo. Neste sábado, o presidente brasileiro visitou a Basílica de São Pedro, no Vaticano.

A maioria dos líderes do G20 seguirá para Glasgow no domingo para a 26a Conferência do Clima, onde o Brasil será representado pelo ministro do Meio Ambiente, Joaquim Leite. Bolsonaro permanecerá na Itália em uma agenda que inclui visitas ao vilarejo em que nasceu seu bisavô, onde deve receber uma homenagem, a igrejas católicas e a um monumento aos pracinhas brasileiros que participaram da Segunda Guerra Mundial.

(RFI com agências internacionais)

Seguranças de Bolsonaro agridem jornalistas e presidente fica isolado durante cúpula do G20 .
Seguranças de Bolsonaro agridem jornalistas e presidente fica isolado durante cúpula do G20RIO DE JANEIRO (Reuters) - Agentes que faziam a segurança do presidente Jair Bolsonaro agrediram repórteres brasileiros que cobriam a viagem presidencial a Roma para a reunião de cúpula dos líderes das 20 maiores economias do mundo, o G20, disseram veículos de imprensa no domingo.

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