TOP notícias

Mundo: China pressiona Didi a deslistar ações em NY por preocupação com segurança de dados, dizem fontes

China: como a política da 'prosperidade comum' está afetando bilionários e empresas

  China: como a política da 'prosperidade comum' está afetando bilionários e empresas Iniciativa do presidente Xi Jinping que visa reduzir a desigualdade econômica no país ocupa lugar central nas políticas de Pequim. O objetivo é encurtar a imensa distância entre os cidadãos mais ricos e mais pobres da nação. Alguns avaliam que essa desigualdade coloca em risco a ascensão da segunda maior economia do mundo e representa uma ameaça existencial para o Partido Comunista Chinês.

Por Julie Zhu e Kane Wu e Brenda Goh

Bolsa de NY © Reuters/BRENDAN MCDERMID Bolsa de NY

HONG KONG/SHANGHAI(Reuters) - Reguladores chineses pressionaram altos executivos da Didi Global a elaborar um plano de deslistagem de suas ações na Bolsa de Valores de Nova York devido a preocupações com a segurança de dados, disseram à Reuters duas pessoas com conhecimento do assunto.

A Administração de Ciberespaço da China (CAC) pediu ao comando da empresa, que no Brasil é dona da 99, que retirasse as ações da bolsa por receios de vazamento de dados confidenciais, disse uma das pessoas.

órgão também quer que a companhia se comprometa a resolver a questão do fechamento de capital dentro de um determinado período de tempo, disse a pessoa. O regulador afirmou, de acordo com a pessoa, que o pré-requisito para o relançamento de aplicativos da empresa na China, incluindo o de carona, é que a Didi concorde com a deslistagem em Nova York.

Luxa pressiona Cruzeiro por promessas e até Mattos leva: "Não tenho problema, desde que respeite os espaços"

  Luxa pressiona Cruzeiro por promessas e até Mattos leva: A temporada melancólica de 2021 ainda não terminou para o Cruzeiro. Nesta quinta-feira (25), o clube recebe o Náutico no Mineirão na despedida da Série B. Entretanto a direção celeste não esconde que já pensa no planejamento para o ano que vem, principalmente para evitar os inúmeros erros. Uma prioridade do presidente Sérgio Rodrigues é a permanência de Vanderlei Luxemburgo. Em diversas entrevistas, Luxa havia dito que desejava ficar para liderar o projeto em 2022, com o grande objetivo de retornar à Série A.

As propostas em consideração incluem uma operação direta para tornar a empresa privada ou uma segunda listagem em Hong Kong seguida da saída da bolsa nos Estados Unidos, disse a pessoa.

Em julho, a CAC ordenou que as lojas virtuais removessem 25 aplicativos operados pela Didi - poucos dias depois de a empresa listar suas ações em Nova York. O órgão também solicitou à Didi que parasse de registrar novos usuários, citando a segurança nacional e o interesse público. A Reuters informou no início deste mês, citando fontes, que a Didi está se preparando para relançar seus aplicativos no país até o final do ano, prevendo que a investigação de segurança cibernética sobre a empresa estaria encerrada até então.

Nem a Didi nem a CAC responderam aos pedidos de comentários da Reuters. O pedido dos reguladores para a deslistagem da Didi foi noticiado mais cedo pela Bloomberg. As ações de investidores da empresa, SoftBank Group e Tencent Holdings caíram mais de 5% e 3,1%, respectivamente, após a notícia.

A pressão internacional por preservação que ameaça a soja e a carne do Brasil

  A pressão internacional por preservação que ameaça a soja e a carne do Brasil Europa, EUA e China discutem mudanças em regras comerciais para coibir a importação de produtos ligados ao desmatamento. Na COP-26, a China assinou uma declaração conjunta com os Estados Unidos na qual os países se comprometeram a banir o desmatamento ilegal associado a importações agrícolas."Banir é uma palavra muito forte", diz Rajão. "Foi a sinalização mais importante que a China fez (na área ambiental) nos últimos anos", afirma.

O SoftBank Vision Fund detém 21,5% da Didi, seguido pela Uber, com 12,8%, e pela Tencent, que possui 6,8% de participação, de acordo com um documento divulgado em junho pela empresa.

Se o processo de deslistagem andar, os acionistas provavelmente receberão pelo menos o preço do IPO, de 14 dólares por ação, uma vez que uma oferta mais baixa poderia gerar processos judiciais ou resistência dos investidores, já que a abertura de capital foi há poucos meses, em junho, afirmou a reportagem, citando fontes.

Até a última quinta-feira, as ações da Didi caíam 42% desde o IPO, para 8,11 dólares.

A empresa entrou em conflito com as autoridades chinesas quando avançou com sua listagem em Nova York, apesar dos pedidos para que suspendesse a operação enquanto uma revisão de segurança cibernética de suas práticas de dados era conduzida, disseram fontes à Reuters.

Logo depois, a CAC iniciou uma investigação sobre a Didi por coleta e uso de dados pessoais. O órgão afirmou que os dados foram coletados ilegalmente.

Na época, a Didi disse que havia parado de registrar novos usuários e faria alterações para cumprir as regras de segurança nacional e de uso de dados pessoais. Além disso, a empresa disse que protegeria os direitos dos usuários.

As gigantes de tecnologia da China estão sob intenso escrutínio do Estado, diante de questões de monopólio e gerenciamento de vastos dados de consumo, enquanto o governo tenta controlar o domínio das empresas, após anos de crescimento irrestrito.

Fim da história de amor entre Wall Street e as empresas chinesas .
O anúncio da retirada do "Uber chinês", Didi, marca o fim do romance entre Wall Street e os gigantes chineses da tecnologia, apanhados entre as autoridades chinesas e os reguladores norte-americanos. Na sexta-feira após o anúncio, os investidores abandonaram os pesos pesados do comércio eletrônico Alibaba, JD.com e Pinduoduo, todos negociados em Wall Street. As ações da Alibaba, cujo IPO na Bolsa de Nova York em 2014 deu início aos mega-IPOs chineses, caíram para seu nível mais baixo em quase cinco anos, e há rumores de que é a próxima candidata a sair da Wall Street, depois da Didi.

Ver também