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Mundo: Sérvios da Bósnia comemoram o dia nacional em meio a temores de novo conflito

Líder da Guiné deposto recebe autorização para deixar o país

  Líder da Guiné deposto recebe autorização para deixar o país O ex-presidente da Guiné Alpha Condé, detido desde que foi deposto em um golpe de Estado em setembro, recebeu nesta sexta-feira (31) permissão para deixar o país por um mês. Um comunicado do governo, lido na TV nacional, indicou que, em consulta com o bloco de países da África ocidental ECOWAS, "o ex-presidente Alpha Condé foi autorizado a sair para o exterior por um mês para realizar consultas". O governo não informou a natureza das consultas, nem quando deixaria o país. A liberação de Conde, de 83 anos, era uma reivindicação do ECOWAS, que exigiu também a realização de eleições em seis meses.

Na véspera do Dia Nacional dos Sérvios na Bósnia, Mira Vuletic não guarda o espírito festivo devido às crescentes especulações de uma secessão que instilam o medo do regresso dos anos sombrios de conflitos internos.

O líder sérvio-bósnio Milorad Dodik © ELVIS BARUKCIC O líder sérvio-bósnio Milorad Dodik

O feriado de domingo marca a criação da República Srpska, a entidade sérvia da Bósnia declarada há três décadas, um evento considerado um preâmbulo da guerra de 1990 que matou 100.000 pessoas.

“Estão semeando pânico e isso me assusta”, diz Vuletic, aposentada de 70 anos e uma das poucas pessoas que quis se identificar no leste de Sarajevo, área sob jurisdição da República Srpska (RS).

Confrontos de grupos armados deixam ao menos 23 mortos na Colômbia

  Confrontos de grupos armados deixam ao menos 23 mortos na Colômbia SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Ao menos 23 pessoas morreram, desde o fim de semana, em meio à retomada de conflitos armados entre criminosos colombianos na região de Arauca, na fronteira com a Venezuela. Segundo o presidente do país, Iván Duque, é provável que haja civis entre os mortos. A disputa envolve o ELN (Exército de Libertação Nacional), considerado a última guerrilha da Colômbia, e dissidentes das Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia), grupo que selou um acordo de paz com o governo em 2016 depois de décadas de atuação clandestina.

“Mas acredito que fazem isso para esconder seus roubos e maquinações”, acrescenta Vuletic, culpando os líderes de todos os grupos étnicos pela corrupção da Bósnia.

As tensões vêm crescendo há meses no país. Em dezembro, o líder sérvio-bósnio, Milorad Dodik, lançou um plano para se desligar das instituições centrais, incluindo os sistemas judiciário, tributário e militar.

Isso lhe rendeu novas sanções dos Estados Unidos na quarta-feira, que o acusa de tentar minar os Acordos de Paz de Dayton que encerraram o conflito na Bósnia em 1995.

Com esse tratado, a Bósnia foi dividida em duas entidades: uma para a comunidade sérvia e a outra administrada por uma federação muçulmano-croata.

Apesar das sanções, as comemorações do dia nacional continuaram esta semana, com os funcionários municipais pendurando as bandeiras vermelha, branca e azul em todo o leste de Sarajevo.

Autoteste contra Covid é proibido no Brasil por regra da Anvisa

  Autoteste contra Covid é proibido no Brasil por regra da Anvisa SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A população já pode comprar ou conseguir gratuitamente testes de Covid-19 para serem feitos em casa. Pelo menos, nos EUA e na Europa. Enquanto isso, no Brasil, a testagem continua centrada em clínicas, farmácias e serviços públicos. Esse tipo de teste de Covid não é autorizado no Brasil por causa de uma resolução da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) de 2015. Os autotestes caseiros são exames de antígeno. A própria pessoa coleta material (com auxílio de um swab, como em um PCR normal) e o deposita sobre uma superfície que aponta se está infectada ou não.

O feriado é visto como uma "provocação" pela comunidade muçulmana, alvo de grupos paramilitares sérvio-bósnios apenas três meses após a declaração unilateral da República Srpska em 1992.

Para o 30º aniversário, as autoridades da RS planejam três dias de comemorações, que incluirão um desfile de suas forças policiais na capital sérvia da Bósnia, Banja Luka.

- "Mais conflito" -

A retórica cada vez mais agressiva de Dodik, juntamente com seus planos de se retirar do governo da Bósnia, lançam uma longa sombra sobre o aniversário deste ano.

“Ninguém deve jamais descartar a possibilidade de conflito na Bósnia”, adverte Srecko Latal, editor da Balkan Insight, uma rede regional de jornalismo investigativo.

“Dodik vai cada vez mais longe em uma história que pode terminar em uma tentativa de secessão que não poderia acontecer sem mais conflitos”, acrescenta.

A União Europeia tem permanecido relativamente distante, embora Washington tenha assumido uma posição mais dura com a nova rodada de sanções. Mas Dodik não cede.

"Não tenho ativos nos Estados Unidos. É uma pura farsa proibir-me de administrar ativos que não tenho", disse Dodik esta semana, acusando Washington de conspirar para "criar um país para muçulmanos" na Bósnia.

Muitos não compartilham desse clima conturbado no leste de Sarajevo, vendo como prioridade as múltiplas dificuldades do cotidiano deste país empobrecido.

A crise política se somou as adversidades da Bósnia: baixos salários, corrupção sistêmica e um governo disfuncional.

Sem muitas oportunidades, os bósnios emigraram em massa, com quase meio milhão de pessoas deixando este país na última década, de acordo com a ONG Union for a Sustainable Return.

rus/ev/ds/dbh/es/ap

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