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Mundo: “Biden focará construção de legado em 2022”, diz pesquisadora

Volta ao Mundo: Protestos no Cazaquistão e avanço da ômicron

  Volta ao Mundo: Protestos no Cazaquistão e avanço da ômicron Nos EUA, o presidente Joe Biden culpou Trump pela invasão no Capitólio, há 1 anoAssista (4min8s):

O ano de 2022 será de construção de um legado para a presidência de Joe Biden na política externa norte-americana. A avaliação é de Fernanda Magnotta, pesquisadora sênior de EUA do Cebri (Centro Brasileiro de Relações Internacionais).

Biden continuará falando de diplomacia verde, transição energética, mudanças climáticas e investindo na manutenção da hegemonia norte-americana, defendendo interesses nacionais na economia e na esfera militar, afirma Magnotta. Ao mesmo tempo, esses movimentos para o exterior seguirão acompanhados de uma “agenda de valores”.

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É uma agenda não apenas pragmática, mas dogmática. Colocam-se alguns princípios e elementos a serem defendidos, como a promoção da democracia, do livre comércio e do direito internacional”, diz.

Biden e autoridades dos EUA defendem resposta à pandemia apesar de recorde de casos de Covid-19

  Biden e autoridades dos EUA defendem resposta à pandemia apesar de recorde de casos de Covid-19 Biden e autoridades dos EUA defendem resposta à pandemia apesar de recorde de casos de Covid-19WASHINGTON (Reuters) - O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, e importantes autoridades de saúde do país defenderam, nesta terça-feira, a resposta do governo à pandemia, apesar de os casos diários de Covid-19 nos EUA terem atingido um novo recorde, impulsionados em grande parte pela variante altamente contagiosa Ômicron.

Haverá dificuldades: a maior delas é a eleição de meio de mandato, que elege os congressistas da Câmara dos Representantes e de 1/3 do Senado, em 8 de novembro.

O governo muitas vezes tem que se debruçar sobre questões urgentes domésticas, que levam inclusive a uma percepção por parte do eleitorado sobre a qualidade do governo. A política externa acaba relegada a um segundo plano”, diz.

Embate com China e Rússia

Um dos motores da competição entre chineses e norte-americanos é a política do país asiático de investimento em tecnologia, para deixar de ser aquele país de exportação de produtos de baixo valor. Hoje, compete com os Estados Unidos em alguns setores considerados estratégicos, como defesa e segurança. “Isso incomoda muito”, afirma Magnotta.

Jerome Powell é reconduzido para 2º mandato no FED

  Jerome Powell é reconduzido para 2º mandato no FED Senado também confirmou nomeação de Lael Brainard para a vice-presidência; Powell está no cargo desde 2018Além de Powell, o Senado também aprovou a nomeação de Lael Brainard para a vice-presidência do FED e de Sarah Bloom Raskin, que já havia servido no conselho entre 2010 e 2014, para a vice-presidência de supervisão do Banco Central norte-americano.

Mas, a relação com o país asiático oferece um elemento de coesão doméstica. Vemos não só um internacionalismo liberal tradicional [por parte dos EUA], de ser um certo farol moral do mundo, algo típico da história americana e que também é um instrumento que cria coesão doméstica. Mas há poucos temas que unem republicanos e democratas: a China é um deles”.

A atitude crítica a Pequim também une o atual presidente, o democrata Joe Biden, ao seu antecessor, o republicano Donald Trump. Para Magnotta, a despeito de “várias mudanças significativas de tom, de prática e de agenda”, há no assunto um “tom de relativa continuidade”. Biden já havia adotado tom crítico ao governo chinês durante a vice-presidência no governo Barack Obama (2009-2017).

Com a Rússia, o embate deve continuar na mesma cadência das relações conflituosas dos últimos anos, afirma a pesquisadora. “A relação se deteriorou muito durante a gestão Trump e chegou nem Biden no seu pior momento, com uma série de acusações mútuas, provocações de todo tipo”, afirma.

Americanos podem solicitar autotestes a partir de 19 de janeiro

  Americanos podem solicitar autotestes a partir de 19 de janeiro EUA irão distribuir 500 milhões de autotestes de covid-19 de forma gratuita aos norte-americanos pelos correiosOs pedidos devem ser realizados pela internet. Uma rede de atendimento por telefone também estará disponível para auxiliar os norte-americanos que não conseguirem realizar a solicitação online.

O conflito também transborda para as relações com a Europa, que tem seus interesses próprios –um exemplo é a disputa acerca do gás natural russo que abastece países europeus. “É o dilema geopolítico regional. Os europeus são, de fato, aliados norte-americanos, e tem uma boa pré disposição continuar dessa forma. Mas em alguns momentos a agenda será convergente, e em outros, será divergente”.

América Latina

Em 2022, a região continuará como uma peça relevante, mas não prioritária, no tabuleiro da política externa norte-americana. Como nas últimas décadas, o interesse na porção latina do continente se dará “como resposta a crises que se manifestam de maneira pontual”, afirma Magnotta.Temos muita relevância, mas não somos, do ponto de vista do desenho estratégico da política externa, um foco de atenção imediata”.

A instalação da tecnologia 5G nos países latino-americanos é um exemplo da disputa por zonas de influência por parte das grandes potências, entre elas os EUA –e a China. Os norte-americanos tentarão conter a prevalência e a competitividade da China nessa disputa, observa a pesquisadora.

Já na relação entre os EUA e o Brasil, a palavra de ordem neste ano de eleição presidencial brasileira é pragmatismo até que o contexto local se defina. “Sem dúvida, temos um período de certo resfriamento das relações. O presidente Bolsonaro no Brasil era um vocal apoiador do ex-presidente Donald Trump se associou mais ao trumpismo do que aos Estados Unidos. Isso cobra seu preço”.

Do discurso à ação: 6 temas de sustentabilidade para acompanhar no mundo em 2022 .
Por Sadof Alexander em WRI Brasil - Neste momento sem precedentes que vivemos, é grande a incerteza sobre o futuro. A pandemia de Covid-19 não terminou, os efeitos das mudanças climáticas já são sentidos em todos os lugares e muitas pessoas pelo mundo seguem sofrendo com a desigualdade. E isso é apenas o que acontece no cenário geral, sem contar como essas questões afetam umas às outras. Em um mundo em constante transformação, com histórias que surgem e evoluem diariamente, quais terão o maior impacto nas pessoas e no planeta? © Fornecido por eCycle O Stories to Watch, evento anual realizado pelo WRI, destaca essa importante questão.

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