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Mundo: França bate recorde de imunização de retardatários após Macron dizer que vai “encher o saco” de não vacinados

Macron oficializa candidatura à reeleição em campanha estremecida pela guerra

  Macron oficializa candidatura à reeleição em campanha estremecida pela guerra Em uma "Carta aos franceses" publicada nesta quinta-feira (3) em sites da imprensa regional, o presidente francês, Emmanuel Macron, anunciou sua candidatura à reeleição na disputa presidencial de abril. O centrista de 44 anos lidera a corrida para o primeiro turno, de acordo com diferentes pesquisas de intenção de voto, e venceria a disputa no segundo turno em todos os cenários. Na "Carta aos franceses", Macron pede o voto de confiança dos eleitores para um segundo mandato. "Eu sou candidato para inventar com vocês, diante dos desafios do século, uma resposta francesa e europeia singular", escreve o centrista.

Nas últimas 24 horas, 66 mil franceses adultos tomaram a primeira dose da vacina anticovid. Este é um recorde desde outubro entre o grupo daqueles que tentavam até agora fugir da imunização, que teve início no país ainda em 2020. O dado foi divulgado pelo ministro francês de Saúde, Olivier Véran.

  França bate recorde de imunização de retardatários após Macron dizer que vai “encher o saco” de não vacinados © AFP - THEO ROUBY

O recorde foi batido no dia seguinte à divulgação de uma entrevista do presidente Emmanuel Macron em que o chefe de Estado declarou que a estratégia do governo é de “encher o saco dos não vacinados”.

O governo tenta passar no Parlamento um projeto de lei que impõe um certificado de vacinação para a entrada na maioria dos locais de lazer, no transporte público de média e longa distância e mesmo para consultas em hospitais.

Macron não se arrepende de ter ameaçado “encher o saco” dos não vacinados

  Macron não se arrepende de ter ameaçado “encher o saco” dos não vacinados O presidente francês, Emmanuel Macron, afirmou nesta sexta-feira (7), que assume as declarações polêmicas que fez esta semana sobre as pessoas não vacinadas contra a Covid-19. O chefe de Estado, que havia dito que pretendia “encher o saco” de quem não se imunizasse, voltou a chamar as pessoas reticentes à vacinação de "irresponsáveis". "Alguns podem ficar impressionados por uma maneira de falar que parece coloquial e que assumo completamente","Alguns podem ficar impressionados por uma maneira de falar que parece coloquial e que assumo completamente", disse Macron em uma entrevista coletiva ao lado da chefe da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, após um evento sobre a presidência francesa da União Europeia (U

“Eu não vou mandar prender os não vacinados, nem vaciná-los à força. Então vamos dizer-lhes : a partir de 15 de janeiro, vocês não poderão mais ir a restaurantes, beber uma taça de vinho no bar, ou sair para tomar um café. Vocês não poderão mais ir ao teatro e não poderão mais ir ao cinema…”, declarou o presidente ao jornal Le Parisien.

A frase, com um termo coloquial próximo do vulgar, causou polêmica ao longo de todo o dia, com muitas críticas de seus opositores, princiapalmente entre os candidatos para eleição presidencial, que acontece em abril.

O ministro da Saúde francês, no entanto, defendeu a expressão do presidente nesta quarta-feira (5) diante da Assembleia Nacional, onde está sendo voltado o passaporte vacinal.

De acordo com Véran, a possibilidade de maiores restrições ao longo do mês tem estimulado muitos recalcitrantes a tomarem finalmente a vacina. A estimativa é que mais de 4 milhões de pessoas na França ainda não se imunizaram contra a Covid-19.

“Os dados de hoje mostram que 66 mil pessoas tomaram sua primeira vacina. Se continuarmos a fazer isso durante 70 ou 75 dias, teremos uma proteção completa da população contra as formas graves [de Covid-19]”, afirmou o ministro.

Como outros países do hemisfério norte, a França atravessa um momento de alta circulação do coronavírus no território. Foram registrados cerca de 332 mil novos casos em 24 horas, mais um recorde negativo da pandemia. Na terça, o país identificou 271,7 mil novos casos.

França: Marine Le Pen se aproxima de Macron na última semana da corrida presidencial .
A campanha para o primeiro turno da eleição presidencial francesa, que acontece em 10 de abril, entra em sua reta final. Uma nova pesquisa de intenção de votos divulgada nesta segunda-feira (4) aponta que o presidente Emmanuel Macron, que tenta sua reeleição, continua na frente, mas a segunda colocada, a representante da extrema direita Marine Le Pen, se aproxima gradualmente. O candidato da esquerda radical, Jean-Luc Mélenchon, também vem ganhando mais pontos. © REUTERS - BENOIT TESSIER Segundo a pesquisa Harris Interactive-Toluna para o primeiro turno, Macron aparece com 26,5%, enquanto Marine Le Pen está com 23%.

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