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Mundo: Ômicron se espalha a um "ritmo fenomenal" no Reino Unido

Japão mantém restrições em suas fronteiras até o fim de fevereiro

  Japão mantém restrições em suas fronteiras até o fim de fevereiro Fechamento do país para todos os estrangeiros foi definido em novembro para conter a ômicron“Tomando as medidas de fronteira mais rigorosas do G7, conseguimos garantir tempo para nos preparar para o aumento da infecção doméstica, minimizando o influxo da cepa ômicron”, afirmou em uma coletiva de imprensa.

Ministro da Saúde diz que variante do coronavírus já responde por cerca de 40% das infecções em Londres. Boris Johnson alerta para "maremoto" da ômicron e promete doses de reforço para todos os adultos até o fim do ano.

Casos da ômicron estão explodindo em Londres, e governo disse que é preciso agir © picture alliance/dpa/PA Wire Casos da ômicron estão explodindo em Londres, e governo disse que é preciso agir

O Reino Unido afirmou nesta segunda-feira (13/12) que a variante ômicron do coronavírus está se espalhando no país a um "ritmo fenomenal", já respondendo por cerca de 40% das infecções em Londres, e que a população deve urgentemente receber uma dose de reforço da vacina contra a covid-19.

Ômicron já é dominante no Brasil, apontam dados

  Ômicron já é dominante no Brasil, apontam dados Levantamento da plataforma Our World in Data mostra que nova variante do coronavírus já é responsável por mais da metade das infecções no país e que casos explodiram em duas semanas. © Rodrigo Paiva/Getty Images Provided by Deutsche Welle A variante ômicron do coronavírus já é dominante no Brasil, sendo responsável por 58,33% dos casos de covid-19 sequenciados no país, segundo levantamento da plataforma online Our World in Data. Vinculada à Universidade de Oxford, a Our World in Data é considerada uma referência na publicação de dados sobre a pandemia.

Neste domingo, o primeiro-ministro Boris Johnson afirmou que um "maremoto" de ômicron está prestes a atingir o país. E o governo afirmou que se não forem adotadas medidas, um milhão de pessoas poderão ser infectadas pela nova variante até o fim de dezembro.

Somente no domingo, 1.239 novos casos da ômicron foram confirmados no país, elevando o total detectado para 3.137 – 65% a mais que os 1.898 acumulados até o dia anterior. O Reino Unido detectou os primeiros casos da variante no país em 27 de novembro.

"O que sabemos sobre a ômicron é que ela está se espalhando a um ritmo fenomenal, algo que nunca vimos antes, as infecções [pela variante] estão dobrando a cada dois ou três dias", disse o ministro da Saúde britânico, Sajid Javid. "Isso significa que estamos diante de um maremoto de infecções, estamos novamente numa corrida entre a vacina e o vírus."

Estudos sugerem que ômicron causa menos hospitalizações

  Estudos sugerem que ômicron causa menos hospitalizações Resultados preliminares ainda não foram revisados por pares. Especialistas alertam contra excesso de otimismo, ressaltam que cepa se espalha mais rápido e que cifra de infecções pode sobrecarregar hospitais. © Steve Parsons/Getty Images Um dos estudos registrou diminuição de entre 20% e 25% no tempo de internação entre pacientes com ômicron Dois estudos do Reino Unido sugerem que as infecções com a variante ômicron da covid-19 têm menos probabilidade de resultar em hospitalização, comparadas com a variante delta.

Cientistas afirmam que a ômicron, muito mais transmissível que outras cepas, é capaz de infectar pessoas que receberam duas doses de vacina.

Dados preliminares revelados na última sexta-feira apontaram que a eficácia da vacina contra infecções sintomáticas é significativamente menor contra a ômicron para quem recebeu duas doses, mas que uma terceira dose de ambas as vacinas usadas no país – Pfizer e Moderna – pode aumentar a proteção para mais de 70%.

Javid afirmou que, embora nenhuma morte tenha sido confirmada e apenas dez pessoas tenham sido hospitalizadas em decorrência da ômicron na Inglaterra, a variante provavelmente está por trás de cerca de 40% das infecções em Londres.

Segundo o ministro, apesar de os sintomas da cepa possivelmente serem mais leves, a não ser que o governo aja, o sistema de saúde poderá ficar sobrecarregado.

"Mesmo quando um vírus é ameno, uma pequena porcentagem de pessoas de um grande número [de infectados] ainda pode equivaler a um número elevado de hospitalizações", disse Javid.

Ômicron: Maioria das vacinas provavelmente não impedirá infecção, mas pode evitar casos graves

  Ômicron: Maioria das vacinas provavelmente não impedirá infecção, mas pode evitar casos graves Maioria das evidências até agora se baseia em experimentos de laboratório, que não capturam toda a gama da resposta imunológica do corpo. Mas, ainda assim, os resultados são alarmantes, apontam especialistasQuer se manter informado, ter acesso a mais de 60 colunistas e reportagens exclusivas?Assine o Estadão aqui!

"Duas doses não são suficientes, mas três doses ainda oferecem excelente proteção contra infecções sintomáticas", ressaltou.

Johnson acelera programa de doses de reforço

Horas depois de especialistas do governo britânico elevarem o nível de alerta para a covid-19 para 4 numa escala de 5, Johnson afirmou num pronunciamento neste domingo que o programa de aplicação de doses de reforço deve ser acelerado.

"Sabemos, a partir de uma experiência amarga, como essas curvas exponenciais de desenvolvem", disse, apontando que cientistas ainda não têm certeza se a ômicron é menos grave que outras variantes.

Johnson disse que as pessoas deveriam se apressar para receber uma dose de reforço para proteger "nossas liberdades e nosso modo de vida", afirmando que o sistema de saúde teria dificuldades de lidar com hospitalizações se a variante se espalhasse por uma população somente duplamente imunizada.

"Todos com mais de 18 anos aptos a serem vacinados na Inglaterra terão a chance de receber a dose de reforço antes do Ano Novo", afirmou o premiê, que classificou a disseminação da ômicron de uma emergência.

Covid: Reino Unido tem primeira morte por ômicron

  Covid: Reino Unido tem primeira morte por ômicron Segundo primeiro-ministro britânico Boris Johnson, nova variante está causando internações hospitalares; ele pediu à população que tome dose de reforço.Johnson disse que a nova variante também estava causando internações hospitalares e que a "melhor coisa" que as pessoas podiam fazer era receber uma dose de reforço.

Johnson disse que as pessoas deveriam receber uma dose de reforço para proteger © Tim Hammond/Avalon/Photoshot/picture alliance Johnson disse que as pessoas deveriam receber uma dose de reforço para proteger

A partir desta semana, pessoas com mais de 18 anos poderão receber a terceira dose na Inglaterra, contanto que ao menos três meses tenham se passado desde a segunda. Para acelerar a imunização, 42 equipes militares serão acionadas, e novos locais de vacinação serão abertos.

A Escócia estabeleceu a mesma meta de oferecer a todos os adultos uma dose de reforço até o fim do ano, e a Irlanda do Norte também disse que acelerará seu programa de imunização.

Segundo a BBC, a meta anunciada por Johnson não significa que todos os adultos receberão a dose de reforço até o fim do ano, mas que terão a oportunidade de ao menos agendar a aplicação.

Em resposta à ômicron, o primeiro-ministro pediu que as pessoas trabalhem de casa se possível a partir desta segunda e determinou a obrigatoriedade de máscara em grande parte dos locais públicos fechados.

Além disso, deverá ser obrigatório apresentar um certificado de vacinação ou um teste negativo para covid-19 para entrar em casas noturnas e grandes eventos a partir de quarta, se a medida for aprovada pelo Parlamento.

lf (Reuters, AFP)

A subvariante BA.2 pode reinfectar quem já pegou a ômicron? .
Será que quem contraiu a primeira versão da cepa ômicron pode se reinfectar com a BA.2? Quando a variante ômicron começou a se espalhar no final de 2021, ela provocou o maior surto da pandemia de coronavírus. Acreditava-se que a ômicron causava infecções mais leves do que as variantes anteriores, mesmo sendo mais infecciosa. Tanto as pessoas que já haviam se recuperado da covid-19 quanto as vacinadas contraíram a ômicron — mesmo aquelas que receberam uma dose de reforço da vacina anticovid. A subvariante BA.2 pode ser mais contagiosa que a ômicron original, conhecida como BA.1.

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