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Mundo: Biden tranquiliza Ucrânia e Europa Oriental ante ameaça da Rússia

32º dia de guerra: Ucrânia acusa Rússia de querer dividir o país

  32º dia de guerra: Ucrânia acusa Rússia de querer dividir o país Chefe da inteligência ucraniana diz que russos querem “criar as Coreias do Norte e do Sul na Ucrânia” . Segundo comunicado reportado pelo Guardian, Budanov afirmou que a Ucrânia lançará “em breve” ataques em território ocupado pela Rússia. Também neste domingo, o assessor do Ministério do Interior ucraniano, Vadym Denysenko, disse que a Rússia começou a destruir depósitos ucranianos de combustíveis e alimentos. No sábado (26.mar), a Rússia atingiu alvos militares em Lviv, no oeste ucraniano, com mísseis de cruzeiro de alta precisão.

O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, conversou por telefone nesta quinta-feira (9) com o presidente da Ucrânia e nove aliados da Otan no leste da Europa para transmitir seu apoio em caso de um ataque russo à Ucrânia e a promessa de severas sanções econômicas contra Moscou se isto ocorrer.

O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden © Nicholas Kamm O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, em Kiev, em 8 de dezembro de 2021 © VALENTYN OGIRENKO O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, em Kiev, em 8 de dezembro de 2021

Esses contatos acontecem no momento em que os Estados Unidos e seus aliados europeus pressionam o presidente Vladimir Putin para que se afaste da fronteira com a Ucrânia, onde concentrou cerca de 100.000 soldados nas últimas semanas, aumentando os temores de uma possível invasão.

Ucrânia e Rússia terão nova rodada de negociações nesta 2ª

  Ucrânia e Rússia terão nova rodada de negociações nesta 2ª Reunião de 3 dias será realizada na Turquia, segundo o chefe da delegação ucraniana nas redes sociaisO dia também foi marcado por tentativas de distanciamento do presidente francês, Emmanuel Macron, das duras críticas feitas por Joe Biden contra Vladimir Putin, por novos ataques a Kharkiv e Chernigov, por temores de novos bombardeios em Kiev e por anúncio unilateral de possibilidade de plebiscito na região de Lugansk.

O presidente russo, Vladimir Putin, em Sochi, na Rússia, em 8 de dezembro de 2021 © Evgeny ODINOKOV O presidente russo, Vladimir Putin, em Sochi, na Rússia, em 8 de dezembro de 2021

Biden falou com colega ucraniano, Volodymyr Zelensky, para oferecer o seu apoio frente a um eventual ataque de Moscou.

Zelenski agradeceu a Biden por seu "apoio constante, firme e decidido à soberania e à integridade territorial" da Ucrânia e "reafirmou seu compromisso com a busca da paz", declarou a Presidência ucraniana em um comunicado após a conversa.

A Casa Branca informou que após este telefonema, Biden conversou por 40 minutos com os líderes de Bulgária, República Tcheca, Hungria, Estônia, Letônia, Lituânia, Polônia, Romênia e Eslováquia - que, ao contrário da Ucrânia, se juntaram à Otan após o colapso da União Soviética em 1991.

Putin pede garantias de segurança dos EUA para evitar conflito com Ucrânia

  Putin pede garantias de segurança dos EUA para evitar conflito com Ucrânia BRASÍLIA, DF (UOL/FOLHAPRESS) - A Rússia busca evitar conflitos com a Ucrânia, mas as potências ocidentais devem fornecer ao Kremlin —sede do governo russo— garantias de "segurança incondicional", segundo disse o presidente russo, Vladimir Putin, nesta quinta-feira (23). Em entrevista a jornalistas, Putin afirmou que os EUA têm mísseis "à porta da Rússia" e que o "Ocidente tem vantagens bélicas" em relação ao país eurasiático. A conferência ocorre num momento em que os governos dos Estados Unidos e da Europa afirmam que a Rússia se prepara para invadir a Ucrânia no início do ano que vem —o que o presidente Putin voltou a negar em sua entrevista.

- Pressão e sanções -

"Deixei bem claro que, se invadir a Ucrânia, haverá consequências, graves consequências, consequências econômicas como nunca se viu antes", declarou Biden na quarta-feira, um dia após uma reunião de duas horas com o presidente russo.

Kiev também recebeu apoio dos principais aliados europeus dos Estados Unidos. O novo chanceler alemão, Olaf Scholz, ameaçou na quarta-feira com possíveis "consequências" sobre o desenvolvimento e a ativação do gasoduto Nord Stream II - que conecta a Rússia com a Alemanha - se as tropas de Moscou invadirem a Ucrânia.

"Nossa posição é muito clara, queremos que todos respeitem a inviolabilidade das fronteiras. Todos devem entender que, em caso contrário, haverá consequências", declarou Scholz em sua primeira entrevista após assumir o poder.

A Rússia afirmou nesta quinta-feira que enviou caças para interceptar e escoltar aeronaves militares americanas e francesas que voavam perto de suas fronteiras no Mar Negro em meio a tensões entre Moscou e o Ocidente. Em um telefonema, os presidentes dos Estados Unidos e Ucrânia, Joe Biden e Volodymyr Zelensky, respectivamente, discutiram a situação na fronteira entre os países europeus. © Fornecido por AFP A Rússia afirmou nesta quinta-feira que enviou caças para interceptar e escoltar aeronaves militares americanas e francesas que voavam perto de suas fronteiras no Mar Negro em meio a tensões entre Moscou e o Ocidente. Em um telefonema, os presidentes dos Estados Unidos e Ucrânia, Joe Biden e Volodymyr Zelensky, respectivamente, discutiram a situação na fronteira entre os países europeus.

O chefe da diplomacia americana, Antony Blinken, e o presidente do Conselho Europeu, o belga Charles Michel, concordaram na quarta-feira, após um telefonema, "sobre a necessidade de impor sanções rápidas e severas à Rússia" caso a escalada militar se intensifique.

Caso reverta desvantagem, Abel quebrará jejum de 65 anos de estrangeiros no Paulistão

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Reino Unido e França também se juntaram ao coro de vozes europeias que pedem moderação a Putin. O Ministério de Relações Exteriores francês advertiu em uma nota sobre as "consequências estratégicas e maciças" que a Rússia enfrentaria em caso de uma agressão à Ucrânia.

- Preocupação defensiva -

A Rússia, que anexou a península da Crimeia em 2014, nega qualquer intenção bélica contra seu vizinho, mas se opõe categoricamente à entrada de Kiev na Otan.

Moscou pede "garantias jurídicas confiáveis" de que isso não vai acontecer, e também manifestou sua preocupação com as atividades crescentes da Otan no Leste Europeu.

Putin disse a Biden na quarta-feira que a Rússia tem o "direito de defender sua segurança" e acrescentou que permitir, sem reagir, a aproximação da Otan de suas fronteiras seria "criminoso".

"Não podemos não ficar preocupados com a eventual admissão da Ucrânia na Otan, porque isso seria acompanhado, sem sombra de dúvida, por um destacamento de contingentes militares, de bases e de armamentos que são ameaças para nós", acrescentou.

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- Sem tropas para a Ucrânia -

Biden afirmou que a "obrigação sagrada" que une os EUA aos países da aliança transatlântica "não se estende para a Ucrânia", excluindo, por ora, o envio de tropas, pois aos Estados Unidos não interessa um confronto direto com os russos.

Contudo, o líder americano advertiu que um ataque russo levaria a um reforço da presença militar americano nos países-membros da Otan no Leste Europeu.

Também garantiu, "claramente à Ucrânia", que, em caso de um ataque, os Estados Unidos vão lhe proporcionar "meios de defesa".

Kiev receberá "armas leves e munições", enviadas esta semana como parte de um plano de apoio aprovado por Biden, anunciou na quarta-feira o porta-voz do Pentágono, John Kirby.

Além disso, Washington oferece ajuda para o treinamento das forças ucranianas e prometeu mais de 2,5 bilhões de dólares para fortalecer um Exército que ruiu em face da incursão russa para anexar a Crimeia em 2014.

O presidente ucraniano, que vem pedindo há meses mais apoio de seus aliados ocidentais, considerou "positivo" o encontro entre Biden e Putin.

"Agora, vemos uma verdadeira reação pessoal e um papel pessoal do presidente Biden na resolução do conflito", disse Zelensky em uma coletiva de imprensa.

Kiev acusa o Kremlin de apoiar os separatistas pró-Rússia da região de Donbass, no leste do país, algo que Moscou nega. O conflito interno começou logo depois da anexação russa da Crimeia e já deixou mais de 13 mil mortos.

A Ucrânia se comprometeu esta semana, antes do feriado de Natal, a negociar um cessar-fogo, a libertação de detidos e a reabertura de viagens nas áreas disputadas do leste do país.

Em meio ao clima de tensão, o ministério da Defesa russo afirmou por meio de um comunicado nesta quinta-feira ter enviado caças para interceptar e escoltar aeronaves militares americanas e francesas que voavam perto de suas fronteiras no Mar Negro.

As cinco aeronaves deram meia-volta e, em seguida, os caças russos retornaram para sua base, informou o ministério.

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