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Mundo: Ucrânia agradece Itália por debater 'garantias de segurança'

Zelenski diz que está pronto para discutir neutralidade da Ucrânia

  Zelenski diz que está pronto para discutir neutralidade da Ucrânia Presidente afirma que tropas russas precisam deixar território ucraniano antes de assinatura de qualquer documento. Decisão também teria que passar por referendo. © Ukrainian Presidential Press Office/AP/dpa/picture alliance Zelenski em entrevista a jornalistas russos A Ucrânia está preparada para discutir a adoção de um status de "neutralidade" como parte de um acordo de paz com a Rússia, disse o presidente ucraniano, Volodimir Zelenski, neste domingo (27/03), acrescentando que tal decisão teria que ser submetida a um referendo do povo ucraniano.

(ANSA) - O governo da Ucrânia agradeceu nesta quarta-feira (6) a Itália por iniciar negociações para que seja um dos países responsáveis por fornecer garantias de segurança em troca de seu compromisso de não aderir à Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan).

"Agradeço a iniciativa de iniciar consultas com a Itália para se tornar garantidora da segurança ucraniana. Isso é resultado do diálogo entre o presidente [Volodymyr] Zelensky e o primeiro-ministro [Mario] Draghi e também da minha relação com o ministro [das Relações Exteriores], Luigi Di Maio, que além de colega é também um amigo", explicou o chefe da diplomacia da Ucrânia, Dmytro Kuleba, em entrevista ao Tg1.

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A chamada "neutralidade" de Kiev é uma das exigências da Rússia para interromper a guerra no território ucraniano, mas o governo de Zelensky pede a formação de um grupo de países capazes de garantir uma resposta dentro de 24 horas no caso de uma eventual agressão externa.

"Com a Itália, compartilhamos o que esperamos e agora aguardamos a resposta italiana sobre como Roma vê uma potencial garantia de segurança. Tenho certeza de que chegaremos a um acordo", acrescentou Kuleba.

O objetivo da coalizão seria evitar que a Ucrânia seja atacada pela Rússia no futuro, mas sem incluir o país na Otan, já que um eventual ingresso na aliança abriria caminho para a instalação de bases militares ocidentais e até ogivas nucleares na ex-república soviética.

Apesar disso, Kuleba enfatizou que o governo ucraniano continua conversando com "a delegação russa, mesmo que tenha se tornado particularmente difícil e doloroso falar com eles depois que soubemos das atrocidades nos territórios ocupados".

"Todas as guerras terminam com um acordo e devemos restaurar a paz e salvar a vida de civis, para que as negociações continuem", acrescentou o chanceler ucraniano, agradecendo o quinto pacote de sanções contra a Rússia anunciado pela União Europeia.

Para ele, porém, "será necessário um embargo do gás e petróleo e uma proibição do sistema Swift de todos os bancos russos para parar Putin". (ANSA)

Guerra na Ucrânia: o que número de militares russos mortos nos diz sobre invasão .
Todos os dias, a Rússia enterra soldados mortos na Ucrânia. A BBC estima que 20% dos mortos contabilizados pelas regiões russas são oficiais; entenda.A última vez que o Ministério da Defesa russo informou sobre perdas foi em 25 de março - segundo eles, 1.351 militares tinham morrido. Já as Forças Armadas da Ucrânia dão um número muito maior para a estimativa de russos mortos: 18.300 pessoas.

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