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Mundo: A interminável crise hídrica do coração do Mississípi

Will Smith, Jessica Chastain... Confira os ganhadores das categorias do Oscar 2022

  Will Smith, Jessica Chastain... Confira os ganhadores das categorias do Oscar 2022 E o Oscar vai para Diferentemente dos outros anos, em que a edição ocorria em meados de fevereiro, a maior premiação do cinema aconteceu neste domingo, dia 27, reunindo grandes nome artísticos para celebrar o mundo cinematográfico. Entre uma entrega de prêmio e outra, o remake de Duna venceu diversas categorias técnicas, mas No Ritmo do Coração foi a grande aposta da noite, vencendo a categoria principal de Melhor Filme. Já Will Smith, finalmente, faturou a primeira estatueta da carreira, mas protagonizou um baita barraco ao vivo com Chris Rock após o humorista fazer certa piada com sua esposa, Jada Pinkett Smith.

A cada manhã, 180 crianças saem de sua escola em Jackson, a capital do Mississípi, para ir até outra de ônibus. A razão? Poder usar o banheiro porque na escola onde estudam a pouca pressão da água impede que as caixas dos sanitários encham.

Estudantes deixam escola Wilkins de Jackson, Mississípi, em 24 de março de 2022 © Mark Felix Estudantes deixam escola Wilkins de Jackson, Mississípi, em 24 de março de 2022

Cheryl Brown, diretora da escola Wilkins, onde 98% dos 400 estudantes são afro-americanos e em grande parte originários de áreas desfavorecidas, não esconde seu cansaço.

"É muito difícil. É exaustivo para os meninos e as meninas da escola e é exaustivo para nosso pessoal", diz à AFP.

O curso de um rio: Cerrado que banha a Amazônia, rio Tocantins

  O curso de um rio: Cerrado que banha a Amazônia, rio Tocantins Por Bibiana Garrido¹ com colaboração Dhemerson Conciani² em IPAM Amazônia -- Neste 22 de março, Dia Mundial da Água, contamos o curso de um rio que nasce no Cerrado e vai banhar a Amazônia, o Tocantins. Com seus 2,6 mil quilômetros de extensão, o rio Tocantins corre pelos Estados de Goiás, Tocantins, Maranhão e Pará, além do Distrito Federal. Na altura do Bico do Papagaio, extremo-norte do Estado de Tocantins – região de transição entre os biomas Cerrado e Amazônia – une-se ao Araguaia para formar a principal bacia hidrográfica do Brasil e um dos maiores sistemas fluviais da América Latina: a bacia Tocantins-Araguaia.

Na primeira potência mundial, Jackson, com seus 155.000 habitantes, vive uma crise hídrica contínua. A Autoridade de Água do Mississípi descobriu que o sistema municipal tinha "deficiências significativas" já em 2016.

As causas: a água contaminada com chumbo, uma usina de tratamento centenária, tubulações de ferro deterioradas.

"As tubulações estão em mau estado e o plano de substituição decidido pela cidade em 2013 não foi implementado (...) A cidade estima que seu sistema esteja perdendo entre 40% e 50% de sua água", destaca em um relatório de 2020 a Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos.

Recipientes com água nos banheiros da escola Wilkins para encher as caixas dos sanitários © Mark Felix Recipientes com água nos banheiros da escola Wilkins para encher as caixas dos sanitários

"Três hospitais locais tiveram que perfurar seus próprios poços", acrescenta.

Relatório da UNESCO destaca águas subterrâneas como solução para crise hídrica

  Relatório da UNESCO destaca águas subterrâneas como solução para crise hídrica Por Naçõess Unidas Brasil -- Elas são destaque do Relatório Mundial das Nações Unidas sobre o Desenvolvimento dos Recursos Hídricos, publicado pela UNESCO em nome da ONU-Água no Dia Mundial da Água, celebrado em 22 de março. O documento defende que, com mais investimentos em conhecimento, infraestrutura e capacitação de profissionais, as águas subterrâneas podem ser um catalisador para o crescimento econômico em todo o mundo. Embora represente a quase totalidade de toda água doce líquida do planeta, as águas subterrâneas muitas vezes são um recurso natural mal compreendido e, consequentemente, subvalorizado, mal gerido e até mesmo explorado em excesso.

- Escândalo sanitário -

Não é a primeira vez que ocorre uma situação assim. Um dos piores escândalos sanitários Estados Unidos ocorreu na antiga cidade industrial de Flint, Michigan, onde uma mudança no abastecimento decidido para economizar dinheiro expôs os moradores ao envenenamento por chumbo.

Cheryl Brown em 23 de março de 2022 em Jackson © Mark Felix Cheryl Brown em 23 de março de 2022 em Jackson

As cidades de Flint e Jackson são predominantemente negras, o que para muitos ilustra um "racismo ambiental", pois os afro-americanos são afetados de forma desproporcional pelos poluentes.

Embora Brown, diretora da escola Wilkins, não queira se aprofundar nesta questão, ela reafirma que a situação é insustentável.

Hoje em dia, a metade dos estudantes usam os banheiros de Wilkins, onde os funcionários enchem os sanitários manualmente, e a outra metade vai diariamente a outro centro de ensino, o que gera uma perda importante de tempo para o ensino, lamenta.

Argentinos lembram com manifestações os 20 anos da crise de 2001

  Argentinos lembram com manifestações os 20 anos da crise de 2001 Dezenas de milhares de pessoas manifestaram-se nesta segunda-feira (20) em Buenos Aires para lembrar os 20 anos da revolta popular de 2001, que varreu o então governo de Fernando de la Rúa em meio à pior crise econômica que o país atravessou. Em 20 de dezembro de 2001, o então presidente, o conservador Fernando de la Rúa (1999-2001), renunciou e fugiu da Casa Rosada de helicóptero sob pressão popular. Antes, tinha promovido o confisco dos depósitos bancários, o que desatou a revolta da classe média e provocou uma explosão social com protestos, saques e confrontos com a polícia.

Distribuição de água em Jackson, Mississípi © Mark Felix Distribuição de água em Jackson, Mississípi

O engenheiro da cidade a cargo da água, Charles Williams, explica à AFP que a falta de pressão nas tubulações se deve à localização geográfica da escola. Mas reconhece que o problema geral é mais complexo.

Segundo ele, a cidade chegou a isso por "um atraso na manutenção (de usinas e tubulações) e a falta de recursos". Estima-se que seriam necessários de 3 a 5 bilhões de dólares para reconstruir um sistema saudável.

O jornalista local Nick Judin realizou uma extensa investigação para o veículo on-line Mississippi Free Press sobre esta crise.

Parte da responsabilidade é da redução dos fundos da EPA para ajudar os municípios a gerir sua água, assim como o êxodo da população para a periferia, avalia.

Jackson tem um quarto menos moradores do que em 1980, razão pela qual diminuiu o montante arrecadado por impostos e contas d'água para apoiar a manutenção da rede. Sobretudo porque "alguns (moradores) recebem as contas com regularidade, outras de forma intermitente e outros nunca", explicou Judin.

Com transmissão via Telegram, Brasil ganha usina solar construída a partir de moeda digital

  Com transmissão via Telegram, Brasil ganha usina solar construída a partir de moeda digital Começa amanhã (15), em Itaobim (MG), a construção da primeira usina de energia solar do Brasil com financiamentos oriundos das taxas de transação de uma moeda digital, a […]Leia mais:

- "Não é normal" -

No fim de 2012, a cidade encomendou à empresa alemã Siemens a instalação de um sistema de medição e faturamento eficiente. Mas no começo de 2020, a companhia a reembolsou pelos 90 milhões de dólares do contrato após ser acusada pelo prefeito de não ter testado a compatibilidade entre os contadores e o sistema informático.

O rigor do inverno seguinte paralisou a planta principal de tratamento e várias tubulações antigas estouraram uma depois da outra. Desde então, não se viu nenhuma melhora, contaram moradores à AFP.

"Não bebemos água (de Jackson) há 12 anos", diz Priscilla Sterling na empobrecida rua Farish, via principal do que até a década de 1970 foi um próspero bairro negro. E "nos arriscamos a tomar banho com ela", continua.

"Supõe-se que não deveríamos viver assim. Não é normal. Não é nada normal", queixa-se Barbara Davis, que trabalha em uma igreja, enquanto mostra a água marrom que sai de sua torneira.

Terun Moore ajuda os moradores de um bairro pobre especialmente afetado do sul da cidade com um sistema de filtragem de água oferecido pela associação 501CTHREE.

"Nem todos conseguem comprar água. Damos a eles galões reutilizáveis e eles podem voltar a enchê-los", mostra.

A prefeitura garante à AFP que embora esteja marrom e contaminada com chumbo, a água continua sendo potável exceto para grávidas e crianças. Nenhum dos moradores consultados acredita nisso.

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Senado confirma Ketanji Jackson como 1ª juíza negra na Suprema Corte dos EUA .
WASHINGTON, EUA (FOLHAPRESS) - Pela primeira vez desde a formação do país, uma mulher negra poderá dar a palavra final nas questões jurídicas dos Estados Unidos. Nesta quinta (7), Ketanji Brown Jackson foi confirmada pelo Senado como nova juíza da Suprema Corte do país. A votação de Jackson, 51, já tinha votos necessários para a aprovação antes do final da votação, realizada por volta das 14h (15h em Brasília). Indicada pelo presidente Joe Biden no começo de fevereiro, ela foi alvo de várias críticas da oposição em seu processo de sabatina. Ela deve tomar posse no segundo semestre, quando começa um novo ano legislativo.

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