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Mundo: Prefeito de Nova York quer desmantelar acampamentos de sem-teto

O ano em que vivemos no limbo

  O ano em que vivemos no limbo Se você ficou acordado até tarde, provavelmente já sabia disto: os primeiros momentos de 2021 chegaram com um clima diferentão. A tradicional comemoração de Ano Novo em Nova York foi estranhamente pacata. Não houve multidões abarrotando a Times Square e se beijando à meia-noite, nem gente indo beber de bar em bar. E à medida que o ano se desenrolava, não tínhamos energia – nem para ficar em pé: um pug oráculo chamado Noodle, que parece sempre estar derretendo, virou astro do TikTok, ilustrando com mestria as pernas bambas do desânimo. Na hora de sair da cama, Noodle geralmente fica todo desmilinguido. Assim como muitos de nós. Desde o início, houve sinais de problemas.

Já se tornou uma cena comum em Nova York: a polícia desmantelou um acampamento de pessoas sem-teto em uma calçada de Manhattan nesta quarta-feira (6), mas nenhum dos deslocados concordou em se mudar para um dos abrigos da cidade, considerados perigosos demais.

Um sem-teto durante uma evacuação policial de um acampamento em Nova York, 6 de abril de 2022 © Bryan R. Smith Um sem-teto durante uma evacuação policial de um acampamento em Nova York, 6 de abril de 2022 Policiais da cidade de Nova York foram encarregados de desmantelar um acampamento de sem-teto em 6 de abril de 2022 © Bryan R. Smith Policiais da cidade de Nova York foram encarregados de desmantelar um acampamento de sem-teto em 6 de abril de 2022

Com vaias de ativistas anti-despejo ao fundo e em meio a uma imponente presença policial, funcionários dos serviços de limpeza desmontaram as barracas azuis e jogaram pilhas de roupas, cobertores e lixo em um recipiente de lixo.

Nova York remove mais de 200 acampamentos de moradores de rua

  Nova York remove mais de 200 acampamentos de moradores de rua Uma força-tarefa da cidade de Nova York removeu 239 dos 244 acampamentos de sem-teto identificados nas últimas duas semanas, parte da estratégia do prefeito Eric Adams para limpar os espaços públicos e conectar moradores de rua com habitação e serviços sociais. O trabalho começou em 18 de março, dando aos acampamentos um aviso de 24 horas, disse Adams em coletiva na quarta-feira. As equipes se ofereceram para conectar as pessoas que vivem nos acampamentos com opções de moradia, assistência médica e de saúde mental. Os policiais tinham suas câmeras corporais ligadas durante as interações disseram autoridades da cidade.

A polícia prendeu vários ativistas e um sem-teto que se recusou a deixar o local, após horas de negociações em que a prefeitura ofereceu aos ocupantes a possibilidade de desmontar o acampamento e manter suas barracas.

Esses tipos de operações se multiplicaram desde que Eric Adams, o novo prefeito democrata, prometeu em março limpar o metrô dos milhares de sem-teto que ali se refugiam e acabar com os acampamentos em espaços públicos, com a promessa de realojamento decente.

É uma política que Adams justifica com o argumento de querer reativar a cidade após a pandemia de covid-19, mas que setores da esquerda denunciam.

"Desperdiçar recursos em uma operação como essa, claramente exagerada, em um momento em que os orçamentos para habitação social estão sendo reduzidos, é inaceitável", disse a vereadora democrata Carlina Rivera.

Congresso promulga PEC dos Precatórios e abre caminho para Auxílio Brasil mais amplo

  Congresso promulga PEC dos Precatórios e abre caminho para Auxílio Brasil mais amplo BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - O Congresso Nacional promulgou nesta quinta-feira (16) a segunda parte da PEC (proposta de emenda à Constituição) dos Precatórios, que adia o pagamento de dívidas da União já reconhecidas pela Justiça e, assim, libera espaço no Orçamento para promessas do presidente Jair Bolsonaro (PL). Essa medida libera mais R$ 43,8 bilhões em despesas no próximo ano e abre caminho para que o governo amplie a cobertura do Auxílio Brasil, programa social que substituiu o Bolsa Família. O plano agora é incluir mais famílias no programa de transferência de renda. Atualmente o Auxílio Brasil atende a 14,5 milhões de famílias.

- Resultados agridoces -

Sob os andaimes que protegem precariamente o acampamento da chuva, Kevin, um afro-americano de 66 anos que não quis dar seu sobrenome, diz que recusou categoricamente uma vaga em um dos abrigos da cidade, porque foi vítima de roubo lá.

"Eu não aconselharia ninguém a ir para um abrigo. É perigoso", garantiu.

"Queremos apartamentos, queremos casas, não lugares em albergues", diz outra sem-teto, Cynthia.

A pobreza é visível neste local de Manhattan chamado Alphabet City, especialmente em um parque público próximo, onde pessoas sem recursos vão e vêm.

Os sem-teto escolheram um local localizado em frente a uma paróquia luterana que oferece refeições gratuitas.

O seu pároco, o reverendo William Kroeze, afirmou que "desde a covid, sobretudo nos primeiros meses, muita gente está vivendo na rua, e a fila (para refeições) tem aumentado dia após dia. É sempre muito longa".

O próprio Adams admitiu que os primeiros resultados das operações foram mistos, com apenas cinco sem-teto entre os quase 250 acampamentos concordando em ir para um abrigo, segundo seus números.

No entanto, o prefeito defendeu uma política de longo prazo, garantindo que "mais de 300" moradores de rua pediram ajuda no metrô, onde foram iniciadas as operações.

arb/rle/ag/am

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Atirador detona bomba de fumaça e deixa 10 baleados em vagão do metrô de Nova YorkPor Maria Caspani e Jonathan Allen

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