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Mundo: EUA ameaçam a Rússia com sanções se invadir a Ucrânia

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O secretário de Estado dos Estados Unidos, Antony Blinken, mencionou nesta quarta-feira (1), de Riga, a existência de "evidências" de que a Rússia poderia estar planejando uma invasão à Ucrânia e ameaçou Moscou com sanções econômicas significativas em caso de ataque.

O presidente ucraniano Volodymyr Zelensky © GENYA SAVILOV O presidente ucraniano Volodymyr Zelensky

Durante a reunião da OTAN na quarta-feira na capital da Letônia, Blinken acusou Moscou de concentrar "dezenas de milhares de forças de combate adicionais" perto da fronteira com a Ucrânia.

"Não sabemos se o presidente [russo Vladimir] Putin tomou uma decisão sobre a invasão. Sabemos que ele está criando a capacidade de fazê-lo rapidamente, se o decidir", disse na véspera do encontro que terá em Estocolmo com seu homólogo russo, Sergei Lavrov.

Putin pede garantias de segurança dos EUA para evitar conflito com Ucrânia

  Putin pede garantias de segurança dos EUA para evitar conflito com Ucrânia BRASÍLIA, DF (UOL/FOLHAPRESS) - A Rússia busca evitar conflitos com a Ucrânia, mas as potências ocidentais devem fornecer ao Kremlin —sede do governo russo— garantias de "segurança incondicional", segundo disse o presidente russo, Vladimir Putin, nesta quinta-feira (23). Em entrevista a jornalistas, Putin afirmou que os EUA têm mísseis "à porta da Rússia" e que o "Ocidente tem vantagens bélicas" em relação ao país eurasiático. A conferência ocorre num momento em que os governos dos Estados Unidos e da Europa afirmam que a Rússia se prepara para invadir a Ucrânia no início do ano que vem —o que o presidente Putin voltou a negar em sua entrevista.

"Dissemos claramente ao Kremlin que responderemos, especialmente com uma série de medidas econômicas de alto impacto que decidimos não usar no passado", alertou.

Embora Moscou negue qualquer intenção bélica, a presença cada vez maior de tropas russas nos limites da ex-república soviética geram inquietação na Ucrânia, que teme uma invasão e pede aos aliados ocidentais que tentem dissuadir o Kremlin.

Na terça-feira, o chefe de Estado da Rússia afirmou que é necessário "reparar os vínculos" com Kiev para que "ninguém se sinta ameaçado".

E, nesta quarta-feira, exortou o Ocidente a alcançar "acordos concretos", excluindo a expansão da OTAN para o leste e o posicionamento de suas armas perto das fronteiras russas, propondo o estabelecimento de "negociações de fundo" sobre isso.

Atacante na área! Carlos de Pena é anunciado pelo Internacional

  Atacante na área! Carlos de Pena é anunciado pelo Internacional Uruguaio é o mais novo reforço do Colorado para a sequência da temporada 2022Aos 30 anos, ele desembarca com a responsabilidade de ajudar Alexander Medina a deixar o seu time mais veloz dentro das quatro linhas.

Victoria Nuland, subsecretária de Estado das Relações Exteriores dos EUA, pediu um "cessar-fogo total" durante o Natal na região separatista ucraniana do Dombass.

"A chegada do Natal é um momento para retomar o cessar-fogo, realizar trocas de prisioneiros e reabrir os pontos de fronteira para que as famílias possam se reunir", disse Nuland por vídeo em um fórum de segurança em Kiev.

Desde a anexação da península da Crimeia por Moscou, o governo ucraniano luta contra separatistas pró-Rússia em um conflito que já deixou mais de 13.000 mortos.


Video: EUA advertem Rússia sobre Ucrânia (AFP)

- Reunião Blinken-Lavrov -

A questão foi abordada em uma reunião da Otan nesta quarta-feira em Riga, na Letônia, outra ex-república soviética agora integrada à União Europeia e também limítrofe com a Rússia.

Após a reunião, o chefe da diplomacia dos Estados Unidos, Antony Blinken, anunciou um encontro na quinta-feira em Estocolmo com seu colega russo Serguei Lavrov, que criticou nesta quarta-feira a "política destrutiva" dos países da Otan.

Rússia x Ucrânia: Bilionário russo da Playrix fica em fogo cruzado entre funcionários

  Rússia x Ucrânia: Bilionário russo da Playrix fica em fogo cruzado entre funcionários Igor Bukhman, cofundador da empresa por trás dos jogos Fishdom e Gardenscapes, tenta preservar o negócio e dar apoio aos empregados afetados pelo conflito []Bukhman ligou a TV. Notícias da invasão encheram a tela. Ele vasculhou aplicativos de notícias em seu telefone. “Nós realmente não esperávamos que isso aconteceria”, diz Bukhman, um bilionário nascido na Rússia que tem milhares de funcionários desenvolvendo jogos para celulares na Rússia e na Ucrânia. Enquanto ele cambaleava em estado de choque, sua equipe ucraniana entrou em ação.

Segundo o ministro russo, a aliança militar do Atlântico Norte "busca captar a Ucrânia para sua órbita e transformá-la em um país anti-Moscou".

O chefe da diplomacia europeia, Josep Borrell, considerou que é necessário "explicar que qualquer agressão contra a Ucrânia receberá uma resposta firme".

Também presente na reunião da Otan, o ministro ucraniano das Relações Exteriores, Dmytro Kuleba pediu aos aliados ocidentais que adotem um "pacote de dissuasão" contra Moscou.

A Rússia acusou reciprocamente a Ucrânia de "reforçar suas capacidades militares, com a presença de equipamento pesado e oficiais" no leste do país.

Kiev mobilizou 125.000 soldados, ou seja, metade das Forças Armadas ucranianas, afirmou a porta-voz do ministério russo das Relações Exteriores, Maria Zakharova.

Também acusou o país vizinho de sabotar o processo de paz em 2015 com os separatistas ao organizar exercícios militares na presença de tropas estrangeiras no próximo ano, motivo de "grave preocupação" em Moscou.

"A Ucrânia não prevê nenhuma ofensiva militar no leste", afirmou na segunda-feira o chanceler do país.

A tensão atual recorda a crise de abril, quando a Rússia mobilizou dezenas de milhares de soldados na fronteira ucraniana para "exercícios militares" em resposta às atividades "ameaçadoras" da Otan.

ant-gkg/lch/dbh/bl/fp/ap

Por que Rússia quer dominar região de Donbas .
O “barato” de uma nova droga ilegal e de baixo custo está levando jovens de Serra Leoa a um lugar sombrio. Alguns enlouquecem, outros se ferem e muitos cometem crimes para sustentar o vício no kush: uma mistura de folhas trituradas com elementos químicos que é consumida na forma de cigarros. Usuários da droga se acumulam nas alas psiquiátricas de hospitais locais e a polícia trava uma dura batalha para tirá-la de circulação. Nesta reportagem, o produtor de vídeos Tyson Conteh investiga para o BBC Africa Eye a marcha implacável do kush, que se espalha como fogo e atinge usuários cada vez mais jovens. Será que o país tem condições de impedir o avanço dessa droga tão viciante? Confira no vídeo.

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