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Mundo: Alemanha cogita tornar vacinação anticovid obrigatória para toda a população

Comprimido anticovid-19 da Merck é autorizado nos Estados Unidos

  Comprimido anticovid-19 da Merck é autorizado nos Estados Unidos A pílula anticovid-19 do laboratório Merck, destinada a pacientes adultos de alto risco, foi autorizada com urgência nesta quinta-feira (23) pela Agência de Medicamentos dos Estados Unidos (FDA), um dia após a autorização de uma pílula semelhante desenvolvida pela Pfizer. "A autorização de hoje acrescenta um novo tratamento para Covid-19, na forma de uma pílula que pode ser tomada por via oral", afirmou Patrizia Cavazzoni, cientista da FDA.Desenvolvido clinicamente pela Merck, um laboratório conhecido como MSD fora dos Estados Unidos e Canadá, o comprimido pode ser tomado dentro de cinco dias desde o início dos sintomas e reduz o risco de hospitalização e morte em 30% entre a população frágil.

Até alguns meses atrás, essa possibilidade era descartada, mas a obrigatoriedade da vacina anticovid parece ter entrado de vez na agenda do futuro governo alemão. O principal motivo é o aumento vertiginoso de novos casos da doença no país, uma nova fase da pandemia que pode se agravar com a chegada da variante ômicron.

  Alemanha cogita tornar vacinação anticovid obrigatória para toda a população © AP - Kay Nietfeld

O futuro chanceler alemão, Olaf Scholz, anunciou na terça-feira (30) que um projeto de lei sobre a obrigatoridade da vacina anticovid será proposto ao Parlamento antes do fim do ano. Com essa mudança de posição, o governo espera convencer o máximo de cidadãos a se imunizar antes que a vacinação se torne imperativa.

Nigéria destrói um milhão de vacinas anticovid vencidas

  Nigéria destrói um milhão de vacinas anticovid vencidas A Nigéria destruiu nesta quarta-feira (22) mais de um milhão de doses de vacinas anticovid da AstraZeneca doadas recentemente por países desenvolvidos, mas que atualmente passaram da data de validade. "Quando nos doaram essas vacinas, sabíamos que tinham uma validade muito curta, mas estamos em um lugar onde o fornecimento de vacinas contra a covid-19 é muito escasso", afirmou, culpando os países ricos de acumular doses e doá-las somente quando estão prestes a vencer.

"Muitas pessoas ainda não se vacinaram", afirmou Scholz ao canal Bild TV. Segundo ele, tornar a imunização obrigatória serve para "a proteção de todos".

A obrigatoriedade da vacina anticovid foi recentemente aprovada para profissionais de saúde e militares, e deve entrar em vigor em breve. Caso o novo projeto de lei seja adotado pelo Parlamento alemão até o final deste ano, a medida poderá valer para todos a partir de fevereiro ou março de 2022.

Até agora, a Alemanha descartou dar este passo, temendo que a imposição irritasse ainda mais a parcela da população resistente a restrições contra a pandemia. No entanto, o exemplo da vizinha Áustria, que recentemente determinou a imunização a todos os cidadãos aptos a partir de fevereiro de 2022, voltou a trazer o debate à tona.

6 perguntas sobre a vacinação em crianças, autorizada pela Anvisa no Brasil

  6 perguntas sobre a vacinação em crianças, autorizada pela Anvisa no Brasil Dezenas de países no mundo já aplicam o imunizante em crianças; aqui no Brasil, compra e aplicação dependerão do Ministério da Saúde, que disse estar 'analisando' decisão da Anvisa.Agora, a aplicação da vacina (também chamada de Comirnaty) está permitida, mas, para ocorrer na prática, depende de as doses (que terão frasco e composição diferente da dos adolescentes e adultos) serem adquiridas e distribuídas pelo Programa Nacional de Imunização do Ministério da Saúde - que, por enquanto, disse apenas que "analisará a decisão da Avisa".

A atual chanceler, Angela Merkel, se recusou a aprovar uma lei no final de seu mandato sobre a questão. Scholz também evitou tratar da obrigatoriedade da vacinação durante a campanha eleitoral, temendo perder votos. No entanto, na terça-feira, o social-democrata expressou abertamente seu apoio à medida.

Situação dramática

"Todos estão de acordo sobre a situação extremamente grave nesta quarta onda da pandemia, às vezes dramática em nível regional", indicou um comunicado divulgado na terça-feira pela chancelaria alemã, a alguns dias do fim do mandato de Merkel. A situação sanitária gera uma forte pressão no sistema de saúde, com uma taxa de incidência de 452,2 casos de Covid-19 por 100 mil habitantes.

"Até o Natal, 30 milhões de doses iniciais, secundárias e de reforço serão possíveis", indica o documento. A chancelaria também lembrou que a terceira injeção do imunizante foi aberta recentemente para várias faixas etárias da população.

Ursula von der Leyen não pediu o fim do Código de Nuremberg para tornar a vacinação obrigatória

  Ursula von der Leyen não pediu o fim do Código de Nuremberg para tornar a vacinação obrigatória Publicações que alertam sobre a suposta petição da presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, para eliminar o Código de Nuremberg e tornar obrigatória a vacinação contra a covid-19 na Europa foram compartilhadas mais de 140 nas vezes nas redes sociais desde 3 de dezembro de 2021. No entanto, Von der Leyen não deu declarações similares nem na coletiva de imprensa do dia 1º de dezembro, quando foi perguntada sobre sua opinião acerca da imunização obrigatória da população, nem em semanas anteriores.

Segundo uma pesquisa recente, a obrigatoriedade da vacina é apoiada por 64% dos alemães. Até o momento, 57 milhões de pessoas completaram o esquema vacinal no país, o que corresponde a 68,5% da população.

Na terça-feira, a Corte Constitucional alemã acolheu os pedidos dos governos regionais para reverter a ilegalidade de restrições consideradas radicais no começo da pandemia, como toques de recolher, fechamentos de escolas e limitações de circulação. Paralelamente, várias regiões alemãs duramente afetadas pela nova onda de Covid-19 cancelaram suas feiras de Natal e proibiram as pessoas não vacinadas de acesso a espaços públicos, como salas de esporte e centros de lazer.

Outras medidas deverão ser discutidas pelo Parlamento a partir de quinta-feira (2), como as restrições de contato a pessoas não vacinadas até mesmo em reuniões e encontros pessoais. "Está absolutamente claro que as interações precisam diminuir", afirmou o futuro vice-chanceler, o ecologista Robert Habeck.

(Com informações da AFP)

Chefe da UE pede que países avaliem a vacinação obrigatória .
Apelo de Ursula von der Leyen vem num momento em que nações reforçam medidas para conter aumento das infecções, em meio à preocupação com a variante ômicron. Um terço da população europeia não se vacinou contra a covid. © KENZO TRIBOUILLARD/AFP Em meio a preocupações com o aumento das transmissões da variante ômicron do coronavírus, a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, afirmou nesta quarta-feira (01/12) que as nações da União Europeia (UE) devem considerar a possibilidade de impor a obrigatoriedade da vacinação contra a covid-19 a suas populações.

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