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Mundo: Kremlin admite perdas 'significativas' de soldados na Ucrânia

Rússia promete reduzir sua ofensiva em Kiev após negociações 'significativas' com Ucrânia

  Rússia promete reduzir sua ofensiva em Kiev após negociações 'significativas' com Ucrânia A Rússia se comprometeu, nesta terça-feira (29), a reduzir a atividade militar em torno de Kiev após as negociações "significativas" em Istambul, onde os negociadores ucranianos pediram garantias internacionais para a segurança do país. A Rússia, consequentemente, decidiu reduzir de forma "radical" sua atividade militar em torno de Kiev, a capital do país, e em Chernihiv (norte). O chefe da delegação russa, Vladimir Medinksi, afirmou que as negociações foram "significativas".Porém, o secretário de Estado americano, Antony Blinken, afirmou hoje que os Estados Unidos duvidam da "seriedade" da Rússia nas negociações de paz.

(ANSA) - A Rússia admitiu nesta quinta-feira (7) que suas tropas já sofreram "perdas significativas" durante a invasão à Ucrânia, embora não haja um levantamento exato de quantos militares russos perderam a vida.

Segundo o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, as mortes dos soldados no território ucraniano é considerada "uma tragédia" para o governo de Vladimir Putin. "Nós tivemos perdas significativas de tropas, e isso é uma grande tragédia para nós", declarou ele em entrevista ao canal britânico Sky News.

Peskov, no entanto, insistiu em negar que a "operação especial de Moscou não esteja indo conforme o planejado, descartando a retirada das tropas russas da região de Kiev como um "gesto de boa vontade" feito para facilitar as negociações.

Temendo invasão russa, Ucrânia dá treinamento militar a civis

  Temendo invasão russa, Ucrânia dá treinamento militar a civis Milhares participam de programas criados por governo e grupos privados. Meta é criar resistência para dificultar ocupação. Moscou retira 10 mil soldados da fronteira ucraniana, mas continua manobras no local. © Ukrainian Defense Ministry Press Service/AP/picture alliance Soldados ucranianos durante exercício militar no leste do país Milhares de civis participam na Ucrânia de programas de treinamento para combate criados e administrados pelo governo e por grupos paramilitares privados e que integram o plano estratégico de defesa do país no caso de uma possível invasão pela Rússia.

O porta-voz do Kremlin explicou ainda que Mariupol será "libertada" pelas forças russas "em breve" e voltou a afirmar que a reconstrução do ataque ao hospital da cidade é "falsa".

Durante a entrevista, Peskov também reiterou, de forma generalizada, as acusações contra "nacionalistas ucranianos" de crimes de guerra e o uso de "civis como escudos humanos".

Além disso, rotulou as acusações contra as tropas de Moscou com base nas imagens tiradas em Bucha de "fake news" e "mentiras" transmitidas pelos ucranianos. Entre outras coisas, Peskov levantou suspeitas sobre a data das imagens de satélite, divulgadas por uma empresa que teria ligações com o Pentágono e descartou que Putin poderia ser julgado por um tribunal internacional. (ANSA)

Como a guerra na Ucrânia abalou o Facebook e o Instagram .
A Meta, proprietária do Facebook e do Instagram, tomou uma atitude inusitada no mês passado: suspendeu alguns dos controles de qualidade que garantem que as postagens de usuários na Rússia, na Ucrânia e em outros países do Leste Europeu atendam às suas regras. Com a mudança, a empresa deixou temporariamente de verificar se seus trabalhadores dessas áreas que monitoram postagens do Facebook e do Instagram estavam aplicando com precisão suas diretrizes de conteúdo, segundo seis pessoas com conhecimento da situação. Isso porque os trabalhadores não conseguiram acompanhar as mudanças das regras sobre que tipos de posts relativos à guerra na Ucrânia eram permitidos.

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